sábado, 6 de agosto de 2011

LEUCEMIA:DRAMA DE DRICA MORAIS É VIVIDO MILHARES NO PAIS

Dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea e o de receptores são
cruzados para encontrar possíveis transplantes. A atriz Drica Moraes e menina Thaís
são exemplos bem sucedidos.

A atriz Drica Moraes descobriu que estava com leucemia, doença conhecida como
“câncer do sangue”, em fevereiro deste ano. O transplante de medula óssea era a
única indicação para a cura. Começava na vida da atriz um drama também vivido por
milhares de brasileiros: a busca por um doador.

Setenta por cento das pessoas que precisam de um transplante de medula óssea não
encontram um doador compatível dentro da família, como aconteceu com a atriz
Drica Moraes. Nesse caso, a alternativa é procurar no cadastro do Registro Nacional
de Doadores de Medula Óssea (Redome).

“Nós temos cerca de 1,2 mil pacientes em busca de um doador no Brasil, que precisam
da doação de medula voluntária para que elas possam ter uma chance de sobreviver
a doenças como, por exemplo, sãs leucemias agudas, as leucemias crônicas. São cerca
de 70 doenças diferentes , doenças graves e que são tratáveis com o transplante de
medula óssea”, aponta o coordenador do Redome Luiz Fernando Bouzas.

“Eu tenho uma irmã só, que não foi compatível”, conta a aposentada Yara Vitillo Achcar.

Yara descobriu a leucemia há dois meses. A família agora aguarda ansiosa pelo doador
que pode salvar a vida da mãe. Yuri, de 11 anos, já encontrou. Ele tinha leucemia
desde os dois anos. Fez quimioterapia, tomou remédios fortes e quando estava com
seis, não dava mais para esperar. O transplante tinha que ser feito e com urgência.


“O médico do staff responsável por ele, chegou e me disse: ‘mãe’, com uma euforia
enorme e com um papel na mão balançando, ‘nós temos um possível doador’.
Quando falaram para ele que o Yuri era compatível com ele, ele estava doando vida.
Tem noção do que é isso?”, diz a mãe de Yuri, Neide Barbosa Bernardo.

Doar é muito simples. O primeiro passo para ser um doador é procurar um Hemocentro
para preencher uma ficha com dados pessoais como nome, endereço e telefone e
coletar 5 ml de sangue. É com esse material que vai ser feito o teste de HLA, o exame
que determina as características genéticas de uma pessoa, e que é fundamental para
saber se existe compatibilidade entre doador e receptor.

As características genéticas dos doadores ficam guardadas em um banco de dados do
Redome, na internet, e com acesso restrito aos médicos. As informações dos pacientes
que precisam do transplante ficam no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea
(Rereme).


Um programa de computador cruza os dados para encontrar um doador e um receptor
que tenham entre 90% e 100% das suas características genéticas idênticas.
Só assim, o transplante pode acontecer.

“Em média, nós temos uma estimativa de que é em torno de um para cem mil a chance
de encontrar um doador compatível em um registro”, explica Luiz Fernando.

O doador de Drica Moraes apareceu rápido: dois meses depois de a atriz ser
cadastrada no Redome. Mas o tempo médio de espera é entre quatro e seis meses.

"O doador fica internado para a realização da doação. Em 24 horas ele recebe alta,
em torno de quatro a cinco dias ele já está recuperado da doação e ele pode voltar
às suas atividades normalmente", continua explicando o médico.

A medula é retirada da região da bacia do doador com uma agulha e o transplante é
parecido com uma transfusão de sangue. A rejeição acontece em 10% dos casos
e as chances de cura são enormes. Do tamanho da esperança da Thaís Stutzel, que
aos 4 anos, fez um pedido: “Me perguntaram o que eu queria de Natal, aí eu falei:
uma medula”.

“De repente, ela era uma criança que não conseguia se abaixar para sentar. Ela não
andava direito depois da primeira internação, ela não tinha força, não podia ter
contato com ninguém”,diz a mãe da Thaís, Rosa Stutzel.

Quando a Thaís já estava internada, pronta para receber o transplante, um presente: um vaso de flores. A mãe explia: “Nós acreditamos que seja do doador, porque ele
mandou um cartão, assinado como “meu anjo”.

“É a pessoa mais importante da minha vida”, lembra Thaís.


FONTE COM VIDEO
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1602915-15605,00-LEUCEMIA+DRAMA+DE+DRICA+MORAES+E+VIVIDO+POR+MILHARES+NO+PAIS.html

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