sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A luta por um transplante de medula




Segundo o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), em 2000, o número de doadores de medula óssea era de 12 mil. Dez anos depois este número saltou para dois milhões.

Parece muito, mas não é. Isso porque o número de pacientes ansiosos à espera de um doador é de 1.200 e as chances de compatibilidade fora do ciclo familiar são de uma em 100 mil.
Um desses pacientes que entrou recentemente na lista de doadores é Pedro, de apenas um ano e três meses. A doença foi diagnosticada no dia 15 de junho de 2011 e agora os pais do menino criaram um blog para relatar a luta do filho pela vida e conscientizar as pessoas da importância de se tornar um doador de medula óssea.

"A nossa luta é árdua. Só usamos as redes sociais e não tenho material gráfico para divulgar. O governo não faz campanhas, não ajuda. Além disso, as pessoas têm pouquíssima informação sobre o assunto, não sabem como fazer a doação e nem que o cadastro fica no banco por mais de 20 anos", diz Julia Ingrid Ribeiro, de 21 anos, mãe de Pedro.

Ela lembra que o diagnóstico só foi feito corretamente depois de muita briga. Tudo começou no dia 12 de junho, quando Pedro parecia desanimado, cansado. No dia seguinte, com inchaço na barriga e diarreia, Julia o levou ao médico, que alegou ser uma cólica. No dia 14, o menino não conseguia ficar em pé. Após avaliação, o médico diagnosticou como dor de crescimento e manha. Revoltada, a mãe pediu um hemograma, mas não conseguiu.

No dia 15, Pedro ardia em febre e tinha dores no corpo. Acreditando que era dengue, a médica pediu que mãe e filho voltassem no dia seguinte. Mas Julia exigiu o hemograma naquela hora. Depois de oito horas veio o resultado: câncer de medula. "A mãe não deve confiar no primeiro médico. Se achar que o filho não está bem, procure outros. O diagnóstico da doença do Pedro foi questão de tempo. Se eu não tivesse ido a vários médicos talvez meu filho não estivesse comigo agora", diz.

Desde que Pedro passou mal, Júlia só tem olhos para o filho. Ela era operadora de caixa numa farmácia e agora vive com R$ 545 do INSS. O marido trabalha com o pai numa serralheria, mas nem sempre há serviço para fazer, o que não gera uma renda fixa mensal. Os três dividem o terreno com os pais e o irmão do marido de Júlia.

A quimioterapia de Pedro ainda não começou, pois conforme explica Júlia, a quantidade de leucócitos (glóbulos brancos) não era suficiente para iniciar o procedimento. "Meu filho terá que ficar internado por seis dias recebendo a bomba de quimioterapia de maneira constante. Não poderá ser tirada nem para tomar banho. E para que ele suporte essa carga, ela precisa estar muito bem". E completa: "Nesse processo, ele não pode correr o risco de ter febre, pois pode ser sinal de uma infecção generalizada", se preocupa.

O tratamento de Pedro está sendo realizado no Hospital IPPMG, conhecido como Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro. Júlia demora pouco mais de duas horas para chegar ao hospital. "Saio às 5h da manhã e chego lá umas 7h15. Se eu pegar engarrafamento chego depois das 8h. Vou quase todos os dias para lá com meu filho", conta.

Ainda não apareceu nenhum doador compatível, mas os familiares e amigos de Pedro estão se mobilizando. No dia 10 de setembro, 47 pessoas dispostas a se tornarem doadoras de medula lotaram um ônibus e foram até o INCA (Instituto Nacional do Câncer). E no dia 24 de setembro mais 47 pessoas vão até o local para se tornarem doadores. "Desta vez, a Chris Flores (Hoje em Dia, da TV Record) disse que vai pagar o ônibus para levar todo mundo ao INCA", comentou Júlia.

A mãe de Pedro deixa uma mensagem de esperança para as mães que atualmente passam por essa situação: "É preciso ter fé, confiar em Deus, para que Ele toque o coração das pessoas. Elas devem pensar que poderia ser o filho delas ou um irmão. Só quem é mãe sabe o sofrimento, os ‘nãos’ que recebe de muita gente. Mas eu sei que o doador vai aparecer."

Para você, que pretende ser um doador, fique atenta a estas informações fornecidas pelo INCA:

- Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode fazer a doação;

- Os interessados devem se dirigir aos hemocentros localizados nos estados para preencher um formulário com dados pessoais. Depois é coletada pela veia uma amostra de sangue com 5ml para testes, que vão determinar as características genéticas que são necessárias definir a compatibilidade entre o doador e o paciente;

- Os dados do doador serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação;

- A doação da medula é feita em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia, e aspirada no máximo 15% da medula. Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. E, normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

- O paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue.

http://vilamulher.terra.com.br/a-luta-por-um-transplante-de-medula-8-1-55-734.html
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CAMPANHA DE DOAÇÃO DE MEDULA EM PEREIRA BARRETO

CAMPANHAS DE DOAÇÃO DE SANGUE DIA 01 DE OUTUBRO DE 2011









segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bombeiro precisa de transplante de medula


Fernando Morgado, 34 anos, bombeiro voluntário em Terras de Bouro, precisa urgentemente de transplante de medula óssea





Nunca o lema "vida por vida" fez tanto sentido para os bombeiros de Terras de Bouro, que estão a promover uma campanha solidária para salvar a vida a um elemento da corporação. Fernando Silva Morgado, de 34 anos, tem leucemia e precisa urgentemente de um transplante de medula óssea. A colheita de sangue foi agendada para o próximo dia 25.


"Estamos habituados a dar a vida pela dos outros. Desta vez, tínhamos de fazer tudo o que estivesse ao nosso alcance para ajudar um dos nossos", explica ao Correio da Manhã José Amaro, adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro.

Fernando Morgado já fez vários tratamentos de quimioterapia, mas durante o último mês o seu estado de saúde agravou-se. O bombeiro, casado e pai de duas meninas, de três anos e de cinco anos, está em casa, em isolamento. "Só contactamos com ele por telefone, uma vez que está impedido de sair de casa. Mas sabemos que o seu estado de saúde se tem agravado", acrescenta José Amaro.

Na família de Fernando Morgado ninguém é compatível para a doação, e por isso a corporação onde é voluntário avançou com uma campanha para conseguir um dador.

No próximo dia 25 uma equipa do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN) estará no quartel, em Terras de Bouro, para a colheita de sangue dos potenciais dadores.


domingo, 18 de setembro de 2011

Evento solidário será realizado em busca de doadores de medula óssea


Já estão à venda os ingressos para jantar solidário promovido pelo Lions Clube, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), para sensibilizar sobre o cadastro de doadores de medula óssea no Estado. O evento será no Arcádia Paço Alfândega no próximo dia 23, a partir das 20h. Além de informações sobre o transplante de medula, haverá show do cantor Altemar Dutra Jr.

Os ingressos, ao custo de R$ 100 (individual) e R$ 800 (mesa para oito pessoas), estão disponíveis no Espaço Solidário do Shopping Paço Alfândega. No valor, já estão inclusos o buffet e bebidas não-alcoólicas. A verba arrecadada será destinada às obras assistenciais do Lions Clube Recife Centro.

CAMPANHA – Entre os dias 26/09 e 30/09, no auditório do Hemope, haverá, ainda, palestras de sensibilização para o público, sempre a partir das 9h. No local, será feito o cadastro de doadores. Para completar, também será feita a entrega de folders nas principais avenidas recifenses.

MEDULA ÓSSEA – O transplante é indicado para enfermidades que afetam o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas (leucemias e linfomas), imunodeficiências, genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças auto-imunes. O tratamento por meio do transplante tem o objetivo de substituir a medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula de um doador sadio, com o objetivo de regenerar a do paciente.

Gente que faz toda a diferença em Rio Preto

Nany Fadil
Agência BOM DIA

Pelas mãos do hematologista Milton Artur Ruiz passaram diretamente 288 pacientes cujas vidas dependiam de transplante de medula ou tratamento com células-tronco contra doenças hematológicas, como linfoma e leucemia. Chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea da Beneficência Portuguesa, organizou e implantou o serviço desse tipo de transplante no hospital há dois anos.

Formado em medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1970. Em 1985, ele fez mestrado em hematologia na Escola Paulista de Medicina e, em 1988, doutorado em medicina interna, na Unicamp. O desejo de conhecer e dominar a “medicina do futuro” levou Ruiz à Espanha. Fez o pós-doutorado em transplante de medula óssea no hospital Clinic Provincial, da Universidade de Barcelona.

“Fui então convidado a vir para Rio Preto para organizar o serviço de transplante de medula óssea do Hospital de Base, onde permaneci até 2005.” No período em que esteve no HB, foram feitos 270 procedimentos entre transplantes e tratamentos de doenças hematológicas (do sangue). Ruiz foi, então, ser professor do que mais gosta – transplante de medula – da Faculdade de Medicina da USP.

Mesmo em São Paulo, desde 2005 auxiliou e participou do programa de terapia celular do IMC (Instituto de Moléstias Cardiovasculares) de Rio Preto, onde são oferecidos tratamentos com células-tronco contra doenças cardíacas, vasculares, periféricas e pulmonares. “Já foram mais de 200 procedimentos que auxiliam em infarto do miocárdio, AVC e outros problemas de saúde. Mas, esses tratamentos são feitos por especialistas do IMC. Em 2009, Ruiz voltou para Rio Preto.

Em maio, ele foi eleito o vice-presidente da International Society for Cellular Theraphy (Sociedade Internacional de Terapia Celular). “A terapia celular serve para o tratamento de qualquer doença. O que precisamos descobrir são as formas corretas desses tratamentos.”


http://www.redebomdia.com.br/noticias/dia-a-dia/67892/bom+dia+traz+10+pessoas+que+fazem+toda+a+diferenca+na+cidade

Três Lagoas é a terceira em número de doadores de medula óssea no Estado

Três Lagoas está em terceiro lugar no ranking das cidades com maior número de doadores de medula óssea do estado de Mato Grosso do Sul, informou a responsável pelo cadastro de medula óssea do hemonúcleo da cidade, Vânia Nahas. “Perdemos apenas para Campo Grande e Dourados”, disse.

Recentemente o jornal Correio do Estado divulgou dados de que o número de doadores em todo o estado aumentou 40 vezes, e segundo Vânia, Três Lagoas vêm acompanhando esse crescimento. Mas, mesmo com todo esse crescimento, ainda segundo o jornal, cerca de 1.200 pacientes ainda esperam a doação da medula.

Vânia diz que isso acontece por causa da falta de compatibilidade, “apesar de termos bastante doadores a proporção de compatibilidade é de 1 para 100.000, ou seja, para atender à demanda real, teríamos que cadastrar e tornar doadores todos os três-lagoenses”, afirma.


PRECONCEITO OU MEDO?


Segundo Vânia, o medo ou preconceito em relação à doação ainda é um dos maiores empecilhos. “As pessoas pensam que para doar vão precisar doar direto da coluna, que podem ficar paralíticos. Na verdade eles não sabem que a doação é feita por meio de uma punção nos glúteos ou por meio da doação de sangue”.


CAMPANHAS


Campanhas para aumentar o número de doadores são realizadas constantemente. “Sempre realizamos campanhas em empresas e locais públicos para aumentar nosso cadastro, e o resultado tem sido muito bom, estamos acompanhando o crescimento do estado”, diz.


QUEM PODE DOAR


Ao contrário da doação de sangue, a doação de medula óssea é bem mais simples. “Para doar a pessoa tem que ter boa saúde, não pode ter tido câncer e ser sabedor de hepatite. É bem mais simples.”, conclui a responsável pelo cadastro. Para mais informações, o telefone do hemonúcleo da cidade é (67) 35227959.


http://www.midiamax.com/noticias/769077-tres+lagoas+terceira+numero+doadores+medula+ossea+estado.html

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O SANGUE

O sangue é formado basicamente de 4 partes: O Plasma (a parte líquida), os Glóbulos Brancos (células de defesa), os Glóbulos Vermelhos (transporte de Oxigênio) e as Plaquetas (fatores de coagulação sanguínea).


30 Curiosidades sobre sangue e transfusão


1. A cada dois segundos, algum paciente necessita de transfusão de sangue no Brasil


2. Cerca de 1 em cada 5 pessoas que são internadas no Hospital, necessitarão de transfusão de sangue durante o período em que permanecerem internadas


3. Três é o número de vidas que são salvas com cada doação de sangue


4. O sangue representa cerca de 7% do peso corporal de um indivíduo adulto


5. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 65 anos de idade e com mais de 50 kg de peso, pode ser um doador de sangue


6. O volume total de sangue a ser doado não pode exceder 8 ml / kg de peso para as mulheres e 9 ml / kg de peso para os homens. O volume máximo admitido para uma doação é de 450 ml ± 50 ml, aos quais podem ser acrescidos de até 30 ml para realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas


7. A doação de sangue não engrossa nem afina o sangue


8. Doando sangue você não ganha nem perde peso


9. Mulheres podem doar sangue mesmo no período menstrual


10. A doação de sangue não oferece ao doador nenhum risco de contrair doenças infecciosas. Portanto, você não corre risco de contrair AIDS ou Hepatite com a doação de sangue


11. Cinco são as etapas para uma doação de sangue: cadastro (ou registro) do doador, triagem clínica (inclui teste de anemia, verificação da pressão arterial, batimentos cardíacos, peso, temperatura e questionário sobre sua saúde), voto de auto exclusão, doação propriamente dita e lanche pós doação


12. Todo o processo de doação de sangue dura cerca de uma hora.


13. O sangue doado é testado para seis doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatite B, Hepatite C, HIV, HTLV, Sífilis e Doença de Chagas


14. Plasma é a parte líquida do sangue e corresponde a cerca de 55% do seu volume. Os outros 45% do volume do sangue é representado pelas células: glóbulos vermelhos, plaquetas e glóbulos brancos


15. Glóbulos vermelhos ou hemácias são células que têm a função de transportar oxigênio dos pulmões para os tecidos e gás carbônico dos tecidos para os pulmões. São estas células que dão a cor vermelha ao sangue


16. As plaquetas são pequenos fragmentos celulares cuja função é ajudar na interrupção de sangramentos


17. Os glóbulos brancos ou leucócitos são células responsáveis pela defesa do organismo contra infecções


18. Todas as células do sangue são produzidas na medula dos ossos, principalmente nos ossos chatos


19. Uma unidade de sangue total doado pode ser fracionado em: concentrado de hemácias, plasma e concentrado de plaquetas


20. A duração de um concentrado de hemácias varia de 35 a 42 dias


21. A duração de um concentrado de plaquetas é de apenas 5 dias


22. A duração de uma unidade de plasma varia de 1 a 5 anos


23. Aférese é um tipo especial de doação que permite a coleta de apenas um componente do sangue


24. Pela técnica de aférese é possível doar separadamente plasma, plaquetas, leucócitos ou hemácias


25. Mulheres representam menos de 40% dos doadores de sangue no Brasil


26. De cada 10 candidatos à doação de sangue que comparecem na Fundação Pró-Sangue, 08 estão aptos para doar e dois estão temporária ou definitivamente inaptos para doar


27. Anemia é a principal causa de inaptidão à doação de sangue na Pró-Sangue


28. Para um homem, após uma doação de 450 ml de sangue: o plasma é reposto em 24 horas, os glóbulos vermelhos em aproximadamente 4 semanas e o estoque de ferro em aproximadamente 8 semanas


29. Para uma mulher, após uma doação de 450 ml de sangue: o plasma é reposto em 24 horas, os glóbulos vermelhos em aproximadamente 4 semanas e o estoque de ferro em aproximadamente 12 semanas


30. Ainda não há nenhum substituto para o sangue humano



FONTE:


http://www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/actioncuriosidades.do?acao=curiosidadeI
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CAMPANHA DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA OCORRERÁ DIA 22 NO CAMPUS DO GRAGOATÁ.

AMEO E CANTO CIDADÃO ORGANIZAM CAMPANHA PARA CADASTRO DE DOADORES VOLUNTÁRIOS DE MEDULA ÓSSEA.

DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA É INCENTIVADA EM ITAPEVA

ASSOCIAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS DE COMBATE AO CANCER REALIZARÁ CAMPANHA DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA.

CENTROS DE MS FAZEM CAMPANHA PARA CADASTRAR DOADORES DE MEDULA ÓSSEA

sábado, 10 de setembro de 2011

Medula óssea

Clique na imagem para ampliar


População de Araraquara poderá se cadastrar, em outubro, no Banco de Doadores

Prefeitura lança a 1º Campanha de Cadastramento de Doadores de Medula Óssea de Araraquara. A campanha é realizada pelo Hospital de Câncer de Barretos (Fundação Pio XII), com a Secretaria de Saúde e Hemonúcleo Regional de Araraquara-Unesp.

A preocupação é sensibilizar, conscientizar e divulgar o processo de doação e assim aumentar cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). " Nosso grande desafio é engajar a população, através de seu espírito solidário, a fim de conseguir número expressivo de cadastros" , afirmou Barbieri. Para a Dra. Regina Barbieri Ferreira a campanha tem o respaldo da Rede Básica de Saúde para esclarecer à população sobre o processo de cadastramento. " As enfermeiras e agentes comunitários foram capacitados para esclarecer sobre o processo de cadastramento. Precisamos nos mobilizar para que Araraquara seja exemplo de humanização e respeito à vida ao participar desta campanha" .

Esperando

Atualmente cerca de dois mil pacientes aguardam doação de medula compatível sendo a chance de encontrar um doador não-aparentado, em âmbito nacional, de uma em cem mil.

" Realizamos esse trabalho desde 2005, temos 2 milhões e 300 mil pessoas cadastradas no Redome, mas, ainda é um número baixo em razão da miscigenação de raças que encontramos no Brasil" , explicou a coordenadora do Departamento de Captação de Medula Óssea do Hospital de Câncer de Barretos, Naima Khatib.

Cadastro

Campanha de Cadastramento acontecerá de 3 a 8 e 24 a 29 de outubro. Haverá postos de cadastro espalhados pela cidade. O candidato a doador precisa ter entre 18 e 55 anos e boas condições de saúde; preencher um cadastro com dados completos e coletar uma pequena amostra de sangue (10ml) para identificação da tipagem genética, HLA.

Aprovação

Caso o doador seja compatível com paciente à espera de transplante, será realizada uma avaliação clínica para certificar o estado de saúde e se realmente ele pode ser doador de medula óssea. A doação será feita no centro de transplante mais próximo do doador e a medula vai congelada até ao paciente.

A doação é segura e as células se refazem rapidamente, como na doação de sangue. Só não podem doar portadores de doenças oncológicas em tratamento com quimioterapia e radioterapia, e portadores do vírus HIV positivo.

Durante o lançamento da campanha, o coordenador do Hemonúcleo Regional da Unesp de Araraquara, Paulo Inácio da Costa, informou que o local será um posto permanente de cadastro para captação de doadores de Medula Óssea.


http://www.jornaldeararaquara.com.br/index.pas?codmat=54260&video=

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Norte e Nordeste precisam de mais doadores de medula

As duas regiões são as mais deficitárias no banco dedados de medula óssea, de acordo com o médico Ricardo Pasquini, vencedor doPrêmio Conrado Wessel. Atualmente, o Brasil conta com 2,3 milhões de doadores.

“É complexo tratar do tema de maneira geral. Prioritariamente, o que necessitamos dentro de um registro de doadores voluntários é que haja representação de todos os grupos étnicos brasileiros”. Esta é a opinião do professor emérito da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Ricardo Pasquini, hematologista paranaense pioneiro em transplantes de medula óssea no Brasil (a primeira cirurgia foi realizada em 1979, no Hospital de Clínicas da UFPR) e vencedor do Prêmio Conrado Wessel (2009), sobre o número de doadores que temos, atualmente, no país. De acordo com o médico, o banco dedados nacional ainda se concentra, em sua maioria, com doadores vindo das regiões Sul e Sudeste – cerca de 50% dos 2,3 milhões de doadores registrados.

No Brasil, por conta da miscigenação, há grande diferença entre a população das cinco regiões. “Nos Estados Unidos, já há esse estímulo para que todos os grupos étnicos tenham a representação proporcional nos registros de doadores voluntários, já que eles possuem diferenças como nós”.

Recentemente, uma família carioca realizou uma campanha popular para tentar aumentar o número de doadores de medula – o filho pequeno está com leucemia e não encontrou doador compatível. Para Pasquini, “iniciativas como essa são válidas, mas, infelizmente, o retorno é muito pequeno”. Outro problema que pode ocorrer, segundo o médico, é que, nestes casos, a maioria das pessoas se registra emcondições emocionais e não necessariamente se torna boa doadora, já que não foi suficientemente instruída. “Muitos rejeitam a doação, e são por vários motivos. Por isso, nesses grandes movimentos há necessidade que se fale para o doador e que ele entenda a importância”.

Problemas no transplante

Pasquini comenta que, no Brasil, ainda o maior problema está na realização do transplante. “A demanda ainda está muito além dos recursos para atendê-la. Temos mais de 60 centros de transplantes no País, mas destes, apenas 12 fazem todas as modalidades. A maioria faz apenas o autólogo, quando é utilizado aprópria célula do receptor”.

No Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, até a atualização mais recente, já foram realizados 2.300 transplantes. “O crescimento é progressivo, mas o que o caracteriza é que mais de 90% são alogênicos, que são mais complexos, e destes a maioria são de não-aparentados”.

Investimentos para aumento de transplantes

O vencedor do Prêmio Conrado Wessel de 2009 comentou que o investimento dos governos – Federal, Estadual e Municipal – deve ser feito na ampliação no número de leitos para não-aparentados. “Se os hospitais não forem remunerados corretamente, não haverá como fazer isso. Esta área está se tornando muito complexa e o custo é muito alto”.

Fundação Conrado Wessel

Assessoria de Imprensa:

Ricardo Viveiros & Associados
Oficina de Comunicação www.viveiros.com.br
Jornalista responsável: Marília Ramires
Assistente: Rodrigo Bocatti
Tel: (11) 3675-5444

http://www.inteligemcia.com.br/45478/2011/09/08/norte-e-nordeste-precisam-de-mais-doadores-de-medula/

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GABI ACOLHIDA NA DOMUS JÁ TEM DOADOR DE MEDULA

A menina Gabi, de Antônio Prado, acolhida na Domus, recebe um sopro de esperança: conseguiu doador para sua medula.
Veja abaixo, mais detalhes na reportagem de Silvana Castro e de Fabiana Serafin, do Pioneiro.

DOAÇÃO: ESPERANÇA PARA GABI
Caxias do Sul – Nos mais de dois anos em que a filha Gabriele Delazari Rissardi, seis, convive com a leucemia, Derli, 30, acostumou-se a ser surpreendida. Assim aconteceu quando a menina renascia a cada recaída tida como sem volta. A última boa surpresa de Derli veio na sexta: foi encontrado um doador de medula compatível para Gabriele.

– Levei ela para consultar e perguntei se estava tudo bem com os exames. A médica disse que tinha duas notícias para me dar. A primeira era de que poderíamos ir para casa, em Antônio Prado, passar o fim de semana. E a segunda que tinham encontrado um doador para a Gabi. Achei que nem iria conseguir ir para casa, e acabei ouvindo coisa melhor ainda, recorda Derli, viúva, ex-industriária e ex-faxineira que teve de largar o serviço para se dedicar integralmente à menina.

A comemoração pela compatibilidade da medula foi em uma churrascaria, ainda na sexta. Na terra natal, Gabi teve tratamento de estrela. A notícia espalhou-se. No Orkut de Derli, pessoas que acompanham a trajetória da criança deixaram mensagens emocionantes. Derli recebeu felicitações por telefone de gente que nem conhece pessoalmente. À mãe, a menina vaidosa, risonha e reservada com estranhos confidenciou:

– Mãe, vou te falar: hoje é o dia mais feliz da minha vida.

Ainda em tratamento, a menina fica dentro de casa, especialmente nos dias frios. Mas nada impede brincadeiras na rua e passeios. Ontem, Gabriele foi pela primeira vez ao cinema. A guria assistiu a Os Smurfs, em Caxias.

– Ela adorou, está toda empolgada com os Smurfs. Ganhou um cartaz para colocar no quarto – contou Derli após a sessão.

Gabi e a mãe estão hospedadas na Casa Domus, entidade de amparo à criança e ao adolescente com câncer. A responsável pela Domus é Chalise Machado Vieira, 25, que venceu a leucemia aos 14 anos. É Chalise quem mantém a casa alegre com a experiência de quem já enfrentou as agruras da doença.

– Me dá um autógrafo? Tem um horário disponível para mim na tua agenda? – brincou Chalise com Gabriele quando a menina havia recolhido o sorriso.

Apaixonada por computador e pelo mundo das princesas, Gabriele vence a todos em jogos como paciência e de cartas. A história dela emocionou tanto que, ao dizer em uma entrevista que seu sonho era ganhar de aniversário um laptop e uma máquina fotográfica, foi presenteada com um notebook e cinco máquinas. O computador é seu companheiro nos dias de internação.

A leucemia foi diagnosticada quando ela tinha três anos, no início de 2009. De lá para cá, foi submetida a ciclos de quimioterapia três vezes.

A menina sofre de leucemia linfócita aguda, um tipo de câncer de alto risco. O tratamento nos últimos dois anos não foi suficiente para combater a doença. Uma de suas recaídas ocorreu há mais de dois meses. A mãe achou que iria perdê-la. Mesmo debilitada fisicamente, Gabriele se manteve forte e devolveu a coragem à mãe.

– Estava com pneumonia, com água nos pulmões e os rins tinham parado. Disseram que dava para chamar os parentes, que ela não passaria daquele fim de semana. Ela me olhava, passava a mão no meu rosto. Mas foi se recuperando de uma maneira que ninguém acredita. Ela tem uma força, quer viver. Para ela, não está doente – recorda Derli com os olhos marejados.

Como a batalha ainda não terminou, Gabi aprendeu uma maneira de enfrentar as internações sem maiores traumas: conversa com todo mundo e não deixa a tristeza tomar conta. Assim, os dias no hospital passam mais rápidos.

SOS Domus – A entidade que ajuda as famílias de crianças portadoras de câncer também precisa de ajuda. Criada em julho de 2010, a Casa de Amparo à Criança e ao Adolescente com Câncer da Serra Gaúcha será ampliada. Mantida pela Associação Domus, a casa abriga pacientes de 48 cidades de abrangência da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde. A permanência na casa é durante o tratamento no Hospital Geral.

Contribuições em dinheiro podem ser feitas no Banrisul, agência 0180, conta corrente 06.181631.0-9 e CNPJ: 10.852.561/0001-72, em nome da AACC Serra Gaúcha Domus. A casa fica na Rua Doutor Roberto de Almeida, 471, bairro Universitário. Telefone (54) 3221.0849.

http://www.domusserragaucha.org.br/noticias.asp?idNoticia=35

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Em apenas 3 meses, paranaense encontra doador compatível para transplante de medula

A menina Maria Júlia Franciosi Gelinski, de 11 anos, conseguiu o que matematicamente parecia impossível. Ela encontrou um doador de medula óssea com 100% de compatibilidade depois de apenas três meses de campanha que mobilizou Guarapuava, região central do Paraná. O doador, que por lei tem que permanecer no anonimato, aceitou ajudar Maria Julia e o transplante já foi agendado para outubro de 2011.

A família, agradecida, deu entrevista coletiva nesta quinta-feira e falou desta primeira vitória.“Agradecemos em primeiro lugar a Deus e à solidariedade do guarapuavano. Foi um milagre de fé e de persistência”, disse a mãe Karen Franciosi Gelinski. Karen chegou ao local acompanhada pela filho e pelo diretor do Hemocentro Gidalthi Linhares. “Tenho muitas informações de mães que passaram e de outras que ainda enfrentam o mesmo problema e que ficaram ou estão há quatro anos aguardando um doador. Em cerca de três meses encontramos um compatível. É uma resposta de Deus”, afirmou a mãe.

“É como se ela tivesse encontrado um irmão gêmeo gerado em outra barriga”, compara Karen.

Luta

A luta de Maria Julia contra um câncer linfático começou há um ano, no dia 4 de agosto de 2010. No dia 2 de setembro, a menina começou o tratamento quimioterápico. De la para cá, a persistência da mãe em encontrar um doador não teve limites. “Eu nunca aceitei quando médicos diziam que o caso da minha filha era gravíssimo, ou quando minha mãe disse que era pra eu desistir ou quando informações diziam que ficaria anos na fila à espera de um doador. Eu respondia: com a minha filha não vai ser assim. Confesso que cheguei a desistir de Deus, mas no momento em que me ajoelhei numa capela de hospital, me entreguei e me propus a ajudar a salvar outras vidas, a resposta veio de forma imediata. É uma resposta divina”, acredita.

O anúncio de que entre as pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e no Registro de Receptadores de Medula Óssea (Rereme) havia um compatível com a menina foi dado à Karen no Hospital das Clínicas em Curitiba há cerca de 15 dias.

“Quando recebi a notícia, por acaso, pois estava em busca de novas informações, não tive reação. A ficha só caiu quando entrei no carro e as frases da funcionária do HC de que haviam encontrado um doador com 100% de compatibilidade ficaram na minha cabeça”, diz Karen.

Hoje, Maria Julia e a família estão conscientes do que os espera pela frente. “Não tenho medo do transplante. Tenho medo de ficar no hospital durante um mês. Quando fazia quimioterapia ficava cinco dias e já era muito ruim”, confessa a menina. Revelando que tão logo seja curada vai investir na carreira de modelo, um sonho acalentado há anos.

Depois do transplante a rotina da família será voltada à recuperação de Maria Julia. “Ela deve ficar um mês no hospital, um ano sem ir à escola e somente depois de cinco anos estará totalmente liberada de qualquer tratamento”, diz a mãe.

Aumento

A campanha realizada em Guarapuava e em Laranjeiras do Sul para encontrar um doador compatível para o transplante que vai salvar a vida da menina Maria Julia, conseguiu um aumento de 50% no número de doações de medula óssea em apenas três meses em relação aos últimos seis anos. A informação foi repassada pela direção do Hemocentro de Guarapuava.

“Entre 2005 e 2011, período em que o Hemocentro iniciou a coleta de sangue visando a doação de medula óssea foram feitos 5.797 cadastros de doadores. Agora em três meses registramos cerca de 3 mil doadores”, afirma o diretor do Hemocentro em Guarapuava, Gidalti Linhares.

De acordo com Gidalti, a meta agora é chegar a 18 mil doadores, o equivalente a 10% da população de Guarapuava.

http://bandab.pron.com.br/jornalismo/noticias/27900/?noticia=em-apenas-3-meses-paranaense-encontra-doador-compativel-para-transplante-de-medula

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