quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bebê com doença rara faz transplante de medula ósseaBebê com doença rara faz transplante de medula óssea







Bebê com doença rara faz transplante de medula óssea
Mãe diz que agora é aguardar a nova medula começar a funcionar.
Granulomatosa crônica faz com que a criança não tenha imunidade.



O menino Guilherme, de um ano e um mês, já começa a dar adeus à rara doença que o deixava sem imunidade. Guilherme Mezabara fez um transplante de medula óssea em um hospital em São Paulo na sexta-feira (21) e agora aguarda a evolução do tratamento quimioterápico.


A granulomatosa crônica faz com que a criança não tenha nenhuma imunidade a bactérias e fungos, o que significa que ele não pode ficar exposto, porque não tem defesas.

Guilherme e os pais, Luis Cláudio Anísio e Adriana Mezabara, aguardavam a operação desde que a doença foi descoberta, quando o menino tinha sete meses. A notícia de um doador compatível surgiu quatro meses depois, do banco internacional. A medula de um alemão era compatível com o bebê. O transporte foi feito de avião, chegando na sexta-feira ao hospital.
De acordo com Adriana, os médicos estão otimistas e agora é só aguardar a nova medula “pegar”. “A compatibilidade foi testada antes do transplantes. No momento da infusão já tem que estar tudo certo. Agora a quimioterapia vai ‘matar’ a medula original dele para a nova ter espaço para se acomodar”, explicou. Durante essa "acomodação" da nova medula, a criança fica sem defesas.



Por esse motivo, Guilherme está num quarto completamente isolado, no setor de transplantes do hospital, com filtragem de ar e cuidados especiais de assepsia. Quem entra no local precisa usar máscaras. “Agora a gente está fazendo as precauções, enquanto a nova medula não pega nele. Estamos com a expectativa de que até meados de novembro essa medula passe a funcionar nele”, disse a Adriana.

Luis Cláudio e Adriana entraram num esquema de plantão para ficar com o filho. Alugaram um apartamento perto do hospital, onde se revezam para dormir, cada um uma noite, enquanto o outro fica no hospital com Guilherme. Durante o dia, os dois fazem companhia a ele no quarto.
Guilherme parece ter momentos de diversão mesmo no quarto isolado. “Ele está com carinha de criança. Mexe nas bombas de medicamento, às vezes a gente tem que sair correndo atrás dele. A impaciência dele é só quando mexem nele. Tem que verificar pressão várias vezes por dia, trocar o catéter. Então sempre que a enfermeira vem pra mexer nele, ele fica irritado. Fora isso, ele tem se alimentado bem e estamos na expectativa da medula pegar o quanto antes.”
A mudança no tipo sanguíneo do filho de A negativo para B positivo não deve ser coincidência. Adriana está mesmo otimista em relação ao sucesso do tratamento. “Pode dar uma rejeição à medula nova. É tudo muito surpresa o que vem por aí, não tem como antecipar. Mas o que a gente antecipa é a expectativa de que vai dar tudo certo.”

E se depender do menino, vai dar. Segundo a mãe ele já conquistou os funcionários do hospital. "As enfermeiras, a copeiras, as moças da faxina. Ele é o único bebê dessa ala. Fica todo sorridente para elas", comemorou.

FONTE>>http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/10/bebe-com-doenca-rara-faz-transplante-de-medula-ossea.html
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eriberto Leão incentiva corrida contra o câncer

O ator vestiu a camisa da competição, que acontece em dezembro


Eriberto Leão vestiu a camisa da "III Corrida e Caminhada com Você, pela Vida – Doe Medula Óssea", que acontece no dia 11 de dezembro, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O ator, que até 19 de agosto podia ser visto como o protagonista Pedro de "Insensato Coração", contou à assessoria do evento que pretende se dedicar mais às atividades físicas.

“Com o final da novela, consegui um pouco mais de tempo para dar minhas corridinhas. Alterno corridas na praia e na Lagoa, e morar no Rio proporciona essa incrível qualidade de vida”, afirmou.

As inscrições estão abertas no site www.cancer.org.br e custam R$ 45 até o próximo dia 31. Depois, sobe para R$ 50 até o dia 6 de dezembro. A taxa dá direito a um kit com sacola, camiseta e boné.

http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI274504-9531,00-ERIBERTO+LEAO+INCENTIVA+CORRIDA+CONTRA+O+CANCER.html


HC não tem prazo para retomar transplantes de medula em Curitiba

Atendimento a pacientes foi suspenso por medida de segurança, diz hospital.
Jovem com leucemia tem medo de perder doador compatível que encontrou.



O transplante de medula óssea de uma paciente de 21 anos com leucemia foi adiado por falta de enfermeiros no Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba. Nesta quinta-feira (20), a diretora em exercício do HC, Marilise Brandão, disse que o atendimento aos pacientes transplantados ou que irão fazer o transplante foi suspenso por "medida de segurança".

Segundo Brandão, neste momento apenas um paciente está sendo afetado com a paralisação. "Ninguém vai deixar de fazer o transplante. O transplante vai ser adiado. Ninguém vai perder a oportunidade de ter uma medula nova do seu doador, simplesmente vai ser adiada em alguns dias por segurança", afirmou.

O HC é o único que realiza o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Paraná. A decisão dos médicos é pela constante ausência dos enfermeiros. A direção do hospital explicou que esses profissionais que têm faltado são contratados temporariamente, porque serão substituídos por aprovados em concurso público.

A diretora ainda disse que "quando houver condições de segurança pro atendimento dos que já estão internados e pra novos pacientes, nós retornaremos as atividades normalmente". Assim, ainda não há previsão de quando esse atendimento específico será retomado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Wilson Messias, lamentou a situação. "As pessoas que estão faltando ao serviço, principalmente no transplante de medula óssea, sem ter passado em concurso público: é lamentável. Se estão faltando em retaliação, é lamentável", repetiu.

De acordo com a diretora em exercício, os enfermeiros aprovados em concurso começam a trabalhar em novembro. O contrato dos temporários vai até dezembro.

Para a paciente que tanto aguardou por um doador compatível, o medo é de perdê-lo. "O hospital não tem funcionário, também não me diz quando vou fazer o transplante. E se o meu doador some, e se o meu doador fica doente e aí eu perca a chance de ficar curada por causa da administração do hospital", reclamou a jovem.


http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/10/hc-nao-tem-prazo-para-retomar-transplantes-de-medula-em-curitiba.html

Entidades recolhem amostras de sangue para doação de medula

O Rôtari Clube de Elói Mendes, no Sul de Minas, juntamente com a Secretaria de Saúde e o Hospital Nossa Senhora da Piedade, vão colher amostras de sangue de voluntários neste sábado (22) para uma campanha de doação de medula. Para participar, a pessoa deve ter entre 18 e 55 anos de idade.

O material recohido será cadastrado no Registro de Doadores de Medula Óssea. O registro será enviado em seguida para o Instituto Nacional do Câncer do Rio de Janeiro, onde fica a lista de todos os doadores do Brasil. Os interessados em fazer parte do cadastro devem comparecer à sede do Rôtary, na Praça da Matriz, de 8h às 16h.

http://eptv.globo.com/noticias/NOT,4,176,374821,Entidades+recolhem+amostras+de+sangua+para+doacao+de+medula+neste+sabado.aspx

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Descoberto mecanismo que regula células sanguíneas



Uma equipa de investigadores, incluindo o português Tiago Luís, descobriu o mecanismo que regula o desenvolvimento das diferentes células sanguíneas, o que poderá abrir a porta para o tratamento de leucemias, imunodeficiências e doenças autoimunes.

Os cientistas, da Universidade de Erasmus, em Roterdão, Holanda, realizaram uma experiência com ratinhos geneticamente modificados e com diferentes quantidades de proteína Wnt.
Descobriram que a variação de Wnt leva à formação de um tipo de célula sanguínea (glóbulos vermelhos, brancos, plaquetas...) ou à nova multiplicação de células estaminais (células-mãe raras que se encontram no interior da medula óssea).
A produção de linfócitos, por exemplo, requer "doses elevadas ou moderadamente elevadas" de Wnt, explicou à agência Lusa Tiago Luís, que crê nas potencialidades da descoberta na medicina regenerativa.
Segundo Tiago Luís, manipulando as quantidade de Wnt é possível "melhorar a produção de linfócitos após a transplantação de medula óssea" e "melhorar o prognóstico" de leucemias, imunodeficiências ou doenças autoimunes.
O próximo passo da equipa de cientistas, cujo estudo foi recentemente publicado na revista Cell Stem Cell, será testar os conhecimentos em células humanas e noutras doenças.

FONTE>>http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2047853
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Pernambuco ganhará centro de transplante de pâncreas, ossos e pele no Recife




Assista ao vídeo
Pernambuco ganhará centro de transplante de pâncreas, ossos e pele no Recife. Imagens: Ed Wanderley/DP/D.A Press


Pernambuco ganhará o primeiro centro de transplante de pâncreas do Norte-Nordeste e seu primeiro banco de tecidos para procedimentos envolvendo pele e ossos doados de cadáveres. As unidades passarão a funcionar no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, o Imip, a partir do próximo dia 21 de novembro. Além disso, pacientes que aguardam por uma medula óssea compatível também poderão contar com o serviço da instituição, que operará com pacientes aparentados e não aparentados em caso de enfermidades de ordem sanguínea e câncer.

De acordo com o coordenador da Unidade Geral de Transplantes, Amaro Medeiros, apenas dois transplantes de pâncreas foram realizados em Pernambuco, no ano de 2006. No país, o procedimento já é realizado nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além de delicada, a cirurgia é mais indicada para pacientes acometidos de diabetes do tipo 1, que provoca falência renal. Justamente por isso, a intervenção normalmente é dupla, envolvendo, também, o transplante de um rim, o que torna a sua realização ainda mais difícil. “Temos que buscar um paciente ′ótimo`, que seja jovem, com tecidos bem conservados, sem complicações dos órgãos e tenha morte encefálica. Normalmente, são casos de acidentes com motos em que a família aceita doar os órgãos do paciente”, explica.

Por enquanto, apenas cinco pacientes são candidatos ao transplante duplo de pâncreas e rim. O primeiro deles, Lindomar Alves da Silva, de 40 anos, convive com o diabetes tipo 1 desde os sete. Há dois anos, passou a sofrer falência renal e, junto à hemodiálise, veio a possibilidade de ingressar na modalidade de transplante duplo, tipo que reduz em até um sexto do tempo de espera pelos um órgãos em filas dos métodos convencionais. A mãe, Edite Alves, acompanha de perto a luta diária do filho, submetido à hemodiálise todas as semanas. "Vai ser muito bom pra todos nós. Ele é otimista, acredito que tudo vai dar certo e ele vai nascer denovo", resume.

O banco de tecidos do Imip também será novidade no tratamento de pacientes ortopédicos ou vítimas de queimaduras no estado. Até então, os procedimentos realizados nas unidades de saúde, em geral, eram realizados com enxertos, comumente retirados de partes sadias do corpo do próprio paciente. “Dessa forma teremos um avanço, podendo promover melhorias de vida a partir de quem já não terá mais uso desses órgãos, claro, com o consentimento dos familiares”, defende Medeiros.

O avanço representa investimentos da ordem de R$ 2 milhões. A renovação do processo ainda contempla pacientes que aguardam por um transplante de medula óssea, que poderão ser contemplados por doadores aparentados ou não, cuja referência, no estado, é o Real Hospital Português. A estrutura, que já está organizada, contempla cinco leitos de internação para procedimentos e outros dez voltadas ao day-clinic, que é o acompanhamento da evolução dos pacientes, antes e depois do transplante.

Rins – Pacientes renais também terão uma estrutura de acompanhamento e recuperação após os transplantes realizados no Recife. De acordo com projeto da Prefeitura, parte da renda arrecadada durante as próximas edições carnavalescas do Baile Municipal será revertida para a estruturação de uma casa de apoio para pacientes que já tenham recebido a doação de um rim.

Figura emblemática da luta contra o problema, o prefeito João da Costa visitou, nesta terça-feira, a ala de pacientes renais do Imip, um ano após ter sido submetido a um transplante do mesmo tipo. “Ainda faltam alguns detalhes, mas há o interesse nessa negociação. No que diz respeito a outros investimentos, procuraremos buscar a atenção à saúde básica e prevenção, para evitar que a população desenvolva problemas como estes”, afirmou.

Para alguns dos pacientes que se encontram internados na ala renal, a visita do prefeito significa uma forma de democratização das questões de saúde e a possibilidade de recuperação. Internado há quatro meses, após desenvolver complicações intestinais depois do transplante, o agricultor da cidade de Surubim, José Heleno Ferreira, de 58 anos, reconheceu o político de imediato. “É bom uma visita assim. Ele teve o mesmo problema que eu. Hoje ele está bem, não está?”, resume, na certeza de que dias melhores ainda estão por vir.

Por Ed Wanderley

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20111011151816&assunto=71&onde=VidaUrbana