quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Central de Medula Óssea termina 2011 com 22 transplantes em Londrina

A Central de Transplantes de Medula Óssea do Hospital Universitário (HU) de Londrina fechou o ano de 2011 com 22 transplantes realizados. O número ultrapassa em mais de 100% a meta de 10 procedimentos estipulada pelo Ministério da Saúde quando a unidade foi inagurada, em setembro de 2010.

A superintendente do HU, Margarida Carvalho, comemorou o resultado e comentou que pacientes de Londrina e região foram contemplados com os transplantes. Do total de 22 procedimentos, sete foram feitos para pessoas de Londrina e os outros 15 para pacientes de outros municípios próximos.
A unidade já tem programado o transplante de outras quatro pessoas no início de 2012. A superintendente contou que as pessoas já coletaram as células para o procedimento e aguardam a intervenção.
O HU só possui capacidade para realizar os procedimentos autólogos, quando o doador da medula é o próprio paciente, mas a intenção é angariar recursos para aumentar o número e os tipos de procedimentos, como no caso do transplante alogênico, quando a medula vem de um outro doador.
A intenção da Central de Transplantes de Medula Óssea é fazer uma campanha para sensibilizar descendentes de asiáticos e afrodescendentes, etnias que pouco procuram as unidades.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mobilização para cadastrar mais doadores de medula óssea


Medula
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), unidade da Secretaria da Saúde do Estado, participa até 21 de dezembro da Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, com o objetivo de aumentar o número de 102 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) pelo Ceará. As atividades da Semana de Mobilização buscam informar à população sobre as doenças tratadas com o transplante de medula e a necessidade de que doadores do Redome permaneçam com os cadastros ativos e atualizados.

38 transplantes

De 2008, ano em que esse tipo de procedimento começou a ser feito no Ceará, já foram realizados no Ceará 38 transplantes de medula óssea pela equipe do Hemoce e do Hospital Universitário Walter Cantídio. A meta da Secretaria da Saúde é aumentar a quantidade de transplantes autólogos realizados por ano e dar início aos transplantes alogênicos. No transplante autólogo, o paciente recebe células sadias da sua própria medula, enquanto que no alogênico a medula transplantada é de um doador.

O Hemoce realiza anualmente uma média de mil cadastros mensais e de um doador de medula óssea compatível por mês. De acordo com o Centro de Transplante de Medula do Instituto Nacional de Câncer (Inca), até o mês de janeiro deste ano o estado do Ceará estava na 7ª posição no ranking de cadastros entre os 26 estados e o Distrito Federal. No Brasil já são mais de 2 milhões os doadores voluntários cadastrados no Redome, o terceiro maior registro do mundo, atrás apenas dos EUA e da Alemanha.

A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, produz os componentes do sangue, incluindo as células brancas, agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo humano. Pacientes com produção anormal de células sanguíneas, geralmente causada por algum tipo de câncer no sangue, como, por exemplo, leucemias, precisam realizar o transplante. Além desses, o procedimento é indicado aos portadores de aplasia de medula ou pacientes cuja medula tenha sido destruída por irradiação.

Estima-se que seja por volta de 35% as chances de se encontrar um doador compatível entre doadores parentes e de 0,1% entre pessoas não aparentadas. Quando não há um doador compatível entre os familiares do paciente, procura-se um doador compatível nos banco de medula óssea, como o Redome. O Banco necessita de um número elevado de voluntários para aumentar a possibilidade de se encontrar um doador compatível.

Para a realização do transplante, o doador passa por uma pequena cirurgia de aproximadamente 90 minutos. São feitas de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspirar a medula. Menos de 10% da medula óssea é extraída e em poucas semanas a medula doada é recomposta pelo doador. Os riscos são praticamente inexistentes. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento.

Doador

Para doar, é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e ter de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

Sancionada em 2009, a Lei Pietro instituiu a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea entre os dias 14 e 21 de dezembro. Neste período, são desenvolvidas por todo o Brasil diversas atividades de esclarecimento sobre a doação e transplante de medula óssea. Pietro era filho do deputado gaúcho Beto Albuquerque (PSB) e morreu após lutar, por 14 meses, contra a leucemia mieloide aguda. Pietro chegou a realizar o transplante de medula, cerca de um ano depois do diagnóstico, mas o jovem já se encontrava debilitado pelos efeitos da leucemia.

Programação da Semana Nacional de Mobilização para Doação de Medula Óssea no Ceará

Dia 15, quinta-feira - Igreja Universal (Av. Tristão Gonçalves, 613 Centro), 8 horas às 16 horas;
Dia 16, sexta-feira - Igreja Universal (Av. Tristão Gonçalves, 613 - Centro) 8 horas às 16 horas;
Dia 19, segunda-feira - Amil (Av. Barão de Studart,2090 – Aldeota), 9 horas às 16 horas;
Dia 20terça-feira - IFCE (Av. 13 de maio, 2081 – Benfica), 9 horas às 15 horas
Dia 20, terça-feira - IFCE (Av. 13 de maio, 2081 – Benfica), 15 horas às 20 horas;
Dia 21, quarta-feira - Praça do Ferreira (em frente à Caixa Econômica Federal), 8 horas às16 horas.

Além das coletas externas, seu cadastro pode ser realizada também nas sedes da hemorrede:

Em Fortaleza:

Hemoce - Av. José Bastos, 3390 - Rodolfo Teófilo - CEP: 60.431-086.
Tel: (85) 3101.2296 Fax: (85) 3101.2307
Horário de Funcionamento: 7h30min às 18h30min, de segunda à sexta-feira e de 8h às 16h, nos sábados.

Posto de Coleta no IJF - Rua: Barão do Rio Branco, 1816 - Centro - CEP: 60.025-061
PABX: (85) 3101.5293
Horário de Funcionamento: 7h30min às 18h30min, de segunda à sexta-feira e de 13h às 17h30min, nos sábados, domingos e feriados.

No Interior:

Hemocentro de Sobral: (88) 3677.4624 / 3677.4627
Hemocentro do Crato: (88) 3102.1260 / 3102.1261
Hemocentro de Iguatu: (88) 3581.9409
Hemocentro de Quixadá: (88) 3445.1006
Hemonúcleo de Juazeiro do Norte: (88) 3102.1169 / 3102.1170 / 3102.1171


Medula óssea minimiza efeitos de enfarte cardíaco





19/12/2011 - 15:05 O tratamento através de injecção intracoronária de células de medula óssea, em doentes com consequências de enfartes, já está a ser aplicado num doente do Hospital de Santa Cruz (em Carnaxide, Oeiras), que este ano assinala o 25º aniversário do primeiro transplante cardíaco, avança o Correio da Manhã. Luís Raposo, responsável pela introdução da técnica, explicou que o primeiro doente a receber células estaminais de medula óssea para minimizar os efeitos do enfarte no músculo cardíaco começou a ser tratado em 2010. "É uma terapia em fase inicial, com sinais positivos, mas ainda há muito que precisamos de saber antes de a recomendar a todas as pessoas", acrescentou. O primeiro transplante cardíaco foi realizado a 18 de Fevereiro de 1986.


http://www.rcmpharma.com/actualidade/id/19-12-11/medula-ossea-minimiza-efeitos-de-enfarte-cardiaco

Hemopa supera meta para doadores de medula óssea em Capanema

O Hemopa do município de Capanema, no nordeste do Pará, fez campanha para cadastramento de doadores de medula óssea no último dia 6, na localidade de Santa Luzia do Pará, a 47 quilômetros da cidade. Foram feitas 304 novas inscrições, superando a meta de 150 cadastros. Segundo a assistente social da unidade, Luiza Helena Santana, a ação estratégica teve a parceria da Secretaria Municipal de Saúde local.


Antecedendo a campanha, técnicos do Hemopa fizeram atividade de sensibilização com palestras e orientações, reforçando que o cadastro não pode ser direcionado a um único paciente. “As informações obtidas com o resultado do exame no sangue coletado passarão a fazer parte de um banco de dados para identificar pacientes compatíveis em qualquer lugar do Brasi”, explicou.


A tipagem da medula óssea é enviada ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que fica na sede do Instituto do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, e é consultado por pacientes com indicação para transplantes. Para ela, o número de cadastros efetivados na campanha é bastante significativo e aumenta as chances de encontrar possíveis doadores.


A ação aconteceu nas instalações do Centro Paroquial de Santa Luzia do Pará. A equipe do Hemopa de Capanema foi composta pelos técnicos em enfermagem Katiuscia Batista e Gilvan Moreira; a assistente administrativo Deisiane Mesquita e a assistente social Luiza Helena. A mobilização ainda teve o apoio de dez pessoas do município.


Desde 2002, a Fundação Hemopa é referência para o cadastramento de candidatos à doação de medula óssea no Pará. Até hoje, já foram enviados mais de 90 mil cadastros ao Redome, que tem atualmente mais de 2,5 milhões de doadores inscritos. O Hemopa de Capanema fica na rodovia BR-308, KM zero, S/N, próximo ao Corpo de Bombeiros. Funciona para coleta de segunda a sexta-feira, das 7 horas às 12h30.Mais informações: (91) 3462-2744 e 3462-2329 ou pelo e-mail capanema@hemopa.pa.gov.br.

http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=90571
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mauá cadastra doadores de medula óssea

Lucas, de sobrenome Cardoso Silva, aguarda doador. O menino de 11 meses tem imunodeficiência combinada grave, doença rara conhecida pela sigla Scid. O corpo de Lucas não produz glóbulos brancos e está constantemente exposto a infecções. "O único jeito de salvar a vida dele é com o transplante", explicou a mãe, a promotora de vendas Ziza Maria Cardoso Silva, 36 anos. A família vive no Jardim Zaíra, em Mauá.
É para Lucas Silva e outros pacientes que aguardam por transplante de medula no País que a Associação da Medula Óssea, a Ameo, promove no sábado, das 11h às 16h, campanha de cadastramento de potenciais doadores na região. Desta vez, o evento será no salão da Igreja São Judas Tadeu, na Avenida Castello Branco, 3.244, no Jardim Zaíra.
Conforme a coordenadora de campanhas da Ameo, Vanessa Borges de Santana, qualquer pessoa entre 18 e 54 anos pode se cadastrar como doador. A exceção são pessoas que tenham doenças no sangue ou câncer.
O cadastramento é simples: ao chegar, a pessoa assiste à palestra e tira as principais dúvidas sobre o procedimento. Depois, precisa apresentar RG e CPF originais e preencher ficha. Em seguida, são coletados 4 ml de sangue para fazer o teste de compatibilidade. "A chance de encontrar um doador compatível é de uma para cada 100 mil pessoas. Por isso, quem se cadastra fica no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea até os 60 anos."
Quem quiser ser voluntário, mas não puder comparecer à campanha de Mauá, é possível se cadastrar no Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 15h. Informações: 2176-7000, ramal 7249.

Transplante de medula óssea: celebração da vida


Um evento simples – o segundo Encontro Natalino dos Transplantados de Medula Óssea - reuniu no Hospital Universitário Walter Cantídio (Hospital das Clínicas) um grupo de pacientes com razões superlativas para celebrar a vida. Eles escaparam da morte certa graças à introdução no Ceará desse tipo de transplante.

Por que o registro neste espaço? Porque uma simples providência como essa livrou inúmeros cearenses da necessidade de se deslocar a outros estados distantes (sobretudo no Sul e Sudeste) para obter o acesso a essa conquista da Medicina e salvar suas vidas.

Desde 2008, quando se firmou a parceria entre o Hospital das Clínicas e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) para viabilizar o transplante de medula óssea no Estado, 38 pacientes tiveram uma nova oportunidade de vida, livrando-se do abraço fatal de leucemias, linfomas, mielomas múltiplos e mielodisplasias. O Hemoce conserva as células de medula óssea doadas, e o Hospital das Clínicas realiza a cirurgia.

Ressalte-se que esse tipo de procedimento médico há muito é feito, no Brasil, gratuitamente, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, deixou de ser um recurso médico só acessado por pessoas vinculadas aos planos de saúde particulares, ou que pudessem bancar esse tratamento (inacessível ao bolso da maioria dos brasileiros). Até três anos atrás era preciso deixar o Ceará para acessá-lo. O que implicava na necessidade de superar muitas dificuldades adicionais, tais como obter passagem para o deslocamento e hospedagem para os familiares.

A incidência de leucemia no Ceará, sobretudo em crianças e adolescentes, continua sendo um drama para qualquer família. Hospitais infantis como o Albert Sabin convivem com essa realidade, diuturnamente. Muitos profissionais têm-se destacado pela competência nessa área. E embora a pouca idade dos pacientes seja um fator mais favorável para o sucesso do tratamento, a recorrência ao transplante de medula é a garantia maior quando os procedimentos convencionais falham.

Quando se trata de adultos, então, as exigências são maiores, e aí o papel do Hospital das Clínicas e do Hemoce ganha uma dimensão ainda mais fundamental por se terem habilitado para o oferecimento da técnica salvadora do transplante de medula óssea.
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Gianecchini coletou células da medula e está pronto para autotransplante

Internado desde o último dia 30 no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Reynaldo Gianecchini está pronto para fazer o transplante autólogo de medula óssea. O ator concluiu o que é chamado de quimioterapia de mobilização e já coletou células saudáveis de sua medula.
Segundo o médico hematologista Gustavo Bettarello, especialista consultado pela reportagem, mas que não faz parte da equipe que atende o ator, a próxima etapa é chamada de condicionamento do transplante e consiste em submeter o paciente a uma dose altíssima de quimioterapia. Feito isso, espera-se de 24 a 48 horas para que não haja sinal da químio no organismo do paciente e se faz a infusão das células saudáveis coletadas na medula óssea da pessoa. Concluído esse processo, de acordo com Bettarello, o indivíduo passa cerca de 15 dias no hospital para se recuperar e daí é liberado para ir para casa.
No caso de Gianecchini, é possível que o condicionamento seja feito ainda nesta internação. A fonte ouvida pela reportagem afirma que o ator está bem e tem boas perspectivas com o autotransplante, já que teve uma resposta eficiente à quimioterapia. Para que o procedimento seja feito no ator, os médicos só aguardam que ele não volte a apresentar febre, o que aconteceu dias atrás.
Apesar de o tratamento não estar encerrado, um clima de confiança cerca o ator. Tanto que existe a expectativa de que ele grave uma campanha publicitária ainda em 2011. Além disso, Reynaldo Gianecchini tem sido procurado por marcas para as quais atua como garoto-propaganda para renovações de contrato. Outras empresas têm feito contato para pedir orçamentos de trabalho com o ator para o primeiro semestre de 2012. As informações são do EGO.

Apesar da dor, famílias fazem apelo por doação

A batalha pela vida do estudante de Ribeirão Pires Lucas Guizzardi, 10 anos, que morreu anteontem devido a complicações pós-transplante de medula óssea, foi partilhada com amigos próximos que doaram esperança e dedicação pela causa em comum: a importância da doação de medula.
A professora de Educação Física Juliana Moura, 26, perdeu o filho Breno, 4, em março de 2009, vítima de aplasia medular. A doença uniu-a à família de Lucas. Ela chegou a ter outros dois filhos na tentativa de encontrar a compatibilidade exigida para realização do transplante. As chances de encontrar um doador compatível fora da família é de uma em 100 mil.
Atualmente a professora organiza campanhas no Grande ABC que incentivam o cadastramento de possíveis doadores. Uma delas foi em Ribeirão Pires, considerada um sucesso, e foi feita em parceria com a mãe de Lucas.
"Não chamo de doação. É ato de amor ao próximo. Você doa parte de si para salvar outra vida. Quanto mais pessoas se cadastrarem, menos pacientes vão ficar tanto tempo aguardando e mais doentes terão chance de sobreviver. Se ele (Lucas) não tivesse aguardado o transplante por cinco anos, talvez tivesse dado tempo de salvá-lo."
Lado a lado à família, a professora acompanhou o drama de Lucas, que foi enterrado ontem de manhã no Cemitério Parque Vale dos Pinheirais, no Jardim Primavera, em Mauá. Cerca de 200 pessoas acompanharam o velório.
A mãe do menino, a técnica em gesso hospitalar Rosimar Guizzardi, 37, não teve forças para deixar a casa onde a família vive em Ribeirão Pires. Apenas a irmã do menino, Rosiane, 15, e os demais familiares acompanharam o pai na despedida do filho querido.
Em meio à dor da perda, a família não deixou de lembrar da importância da doação de medula óssea. "Ele era ‘o' garoto. Nós tentamos tudo. Quero agradecer a todos que se cadastraram como doadores durante a campanha, e pedir para aqueles que não são cadastrados fazerem isso. É uma atitude simples, que pode salvar vidas", disse a tia do menino, Cizinia Trindade. "Fizemos tudo o que podíamos por ele. Mas não deu", desabafou o pai de Lucas, Francisco da Trindade Neto, 38.
Na foto colada no caixão branco, Lucas vestia o uniforme do Santos Futebol Clube. Era o dia em que ele conheceu seus ídolos no Centro de Treinamento do time, na Baixada Santista. O dia mais feliz de sua vida, como ele mesmo disse naquele dia.
Como testemunha da mesma dor, Juliana dá conselhos a quem permanece na espera por doador compatível. "O Lucas ficaria muito contente em saber o quanto ensinou a todos nós. O transplante dele não deu certo, mas se a pessoa abaixar a cabeça, o destino será o mesmo. Temos de continuar."
HOMENAGEM
Voluntários e amigos de Lucas, César Marins, 28, e Andressa Pereira Mousse, 19, fizeram pronunciamento durante o velório do estudante e cantaram os versos que emocionaram a todos. Lílian Ferraz, a Doutora Abelhinha, esteve lá para dar o adeus a Lucas. "Foi guerreiro."
O caixão descia na terra enquanto os presentes cantavam "Campeão, vencedor." A cada pá de terra, o adeus, o último obrigado a Lucas por ter ensinado a tantas pessoas o valor da vida.
Narciso supera drama e incentiva doação
Dia 12 de janeiro de 2000. Era apenas mais uma bateria de exames comuns em pré-temporadas de times de futebol, mas mudou completamente a vida do ex-volante Narciso. Foi ali, no descontraído ambiente do Santos, que ele, que jamais havia apresentado qualquer problema de saúde, descobriu ser portador de leucemia e ouviu o cruel diagnóstico: não poderia mais jogar futebol. Começou então a batalha pela vida.
"Estava participando da pré-temporada, quando o doutor Taira disse que meu exame de sangue tinha dado alteração e precisava voltar para Santos. Lá me informaram que estava com leucemia. Foi um choque, e na hora pensei que não só minha carreira, mas minha vida estavam acabadas", relata Narciso, que ontem esteve em São Bernardo para lançar o jogo beneficente que organiza ao lado dos amigos Neymar, Ganso e
Narciso, então, tirou a sorte grande. Descobriu que sua irmã Nilda tinha medula compatível e podia fazer a doação. Rapidamente, o jogador se mudou para Curitiba, no Paraná, onde realizou o transplante. Esse foi apenas o primeiro passo da intensa batalha. "Correu tudo bem na cirurgia, mas depois passei pelos piores momentos da minha vida. Foram três anos sem sair de casa, com diversas recomendações dos médicos, não podia nem receber visita de amigos. Qualquer enfermidade poderia ser fatal."
Totalmente recuperado, Narciso pôde, enfim, retomar as atividades habituais. Audacioso, ele ensaiou a volta aos gramados e chegou até a atuar pelo Santos no fim de 2003, mas a falta de capacidade física fez com que abortasse o sonho no segundo semestre de 2004.
"Entendi que minha missão era outra. Passei a participar intensamente de campanhas que mostrem a importância de ser doador e sempre atendi os convites quando solicitados. Hoje, comemoro duas datas de aniversário, dia 23 de dezembro, quando nasci, e dia 5 de maio, quando ressurgi", finaliza o ex-jogador de 37 anos, que é técnico do time sub-20 do Corinthians.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Medula de Lucas 'pega', mas menino segue na UTI

A medula óssea que o estudante de Ribeirão Pires Lucas Guizzardi, 10 anos, recebeu há 15 dias finalmente ‘pegou', ou seja, começou a produzir células sanguíneas do doador dentro do corpo do menino. A notícia foi passada pela família na noite de terça-feira.
Lucas, porém, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Camilo, na Capital. O estado de saúde dele é considerado grave, segundo boletim enviado pela unidade. O menino sofreu complicações ocasionadas pelo transplante e agora recebe cuidados especiais na UTI, onde está desde segunda-feira.
A mãe de Lucas, a técnica em gesso Rosimar Guizzardi, 37, pede a todos que as orações por seu filho continuem. "Precisamos de fé. Uma batalha terminou, mas a luta continua."
HOSPEDEIRO
Segundo o oncologista e coordenador do Ambulatório de Oncopediatria da Faculdade de Medicina do ABC Jairo Cartum, a complicação à qual o paciente de transplante de medula óssea está sujeito após a ‘pega' é a doença enxerto versus hospedeiro, quando as células sanguíneas do doador reconhecem os órgãos do transplantado como estranhos e passam a atacá-los como se fossem enfermidade. "Esse tipo de rejeição pode ser controlada com medicamentos."
Cartum explicou ainda que todo cuidado é pouco com o enxerto versus hospedeiro. "O fenômeno pode ocorrer tardiamente, meses após o transplante. Por isso o acompanhamento médico é importante."
Como a nova medula passa a produzir células sanguíneas, o risco de contrair infecções diminui. "O sistema imunológico volta a se fortalecer com a produção dos glóbulos brancos. Além disso, as plaquetas também são produzidas pela medula e auxiliam na coagulação."

http://www.dgabc.com.br/News/5929442/medula-de-lucas-pega-mas-menino-segue-na-uti.aspx