domingo, 22 de janeiro de 2012

Hemocentro tem poucos doadores de medula


Disponível nos hemocentros de Rondônia, o cadastramento de doadores de medula óssea ainda é pouco procurado pela população. Para pacientes com leucemia, linfomas e outras doenças do sangue, o transplante pode ser o caminho para a cura, mas como as chances de encontrar um doador compatível são de uma em um milhão é necessário o cadastramento. 
Em Ariquemes, o serviço está disponível há seis meses. O assistente social da unidade, José Mendes revela que a procura ainda é baixa. “Tem gente que não conhece os procedimentos para ser um doador de medula óssea e por isso acaba criando preconceitos e rejeições”, afirma. 
Mendes explica que há confusão entre medula óssea e medula espinhal, o que acaba afastando os doadores. “A medula óssea é retirada dos ossos do quadril, através de punções, com agulhas especiais sob anestesia e sem cortes. É um procedimento simples”, argumenta.
Mas talvez o paciente fique a vida inteira cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e não seja acionado para fazer a doação, por causa das pequenas taxas de compatibilidade. Entre os membros de uma mesma família, as chances de encontrar alguém compatível são de 30%. 
Para ser doador de medula óssea, o cidadão deve ter entre ter entre 18 e 55 anos, além de boa saúde. Também é necessário fornecer dados pessoais para possível contato, caso algum paciente compatível seja encontrado. O doador necessitará retirar amostras de sangue, que serão submetidas a exames e os dados genéticos obtidos serão armazenados em um banco de dados. 
 
SUPERAÇÃO

Mitos e preconceitos que aos poucos estão sendo superados pela conscientização. É o caso de Geovani Batista Ribeiro, doador de sangue há três anos. Ele percorre 100 km a cada 90 dias para fazer a sua contribuição voluntária. Geovani é administrador de uma fazenda no município de Jaru e lá não há hemocentro, a unidade mais próxima fica em Ariquemes.  “Eu me sinto bem fazendo a doação de sangue é como se eu soubesse que estou salvando uma vida, isso é muito bom, não tem preço que pague”, enfatiza. 

AJUDA

O que o administrador de fazendas não sabia é de que poderia ajudar outras pessoas, com doenças graves, onde só o transplante de medula óssea é a solução para a cura. “Não custa nada ajudar as outras pessoas e ser um possível doador de medula é apenas mais um gesto que eu estou fazendo. Eu espero que um dia eu seja chamado para ajudar alguém”, afirma. 
Em caso de compatibilidade do doador com o paciente, todos os custos do procedimento são pagos pelo governo.


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