sábado, 3 de março de 2012

Legislativo incentiva doação de medula óssea


Santa Rita é o autor do projeto de incentivo á doação de medula óssea


RESENDE
Criada através do Projeto de Lei nº 007/2011, de autoria do vereador Carlos Santa Rita (PSDB), e transformada em lei (nº 2.854 de 7 de julho de 2011) pela sanção do prefeito José Rechuan (PP), a Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea do município segue como proposta para a Secretaria de Saúde adotar ao longo do ano, inserida no calendário oficial de datas e eventos da prefeitura. Durante a semana de incentivo aos voluntários seriam promovidas palestras e cursos, dentre outras atividades que ressaltem a importância da doação de medula óssea.
As atividades envolveriam toda a sociedade, com ações nas escolas, parques e unidades de saúde. Segundo o vereador Carlos Santa Rita, o projeto visa à mobilização de voluntários. “O foco é o esclarecimento e a mobilização do doador voluntário, cuja compatibilidade sanguínea permite ser doador de medula óssea, em vida, sem prejuízo a sua saúde. O transplante de medula óssea é indicado para pacientes que sofrem de leucemia, linfomas, anemias graves e imunodeficiências congênitas, além de outras 70 doenças relacionadas aos sistemas sanguíneo e imunológico”, salienta.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa de novos casos em 2012 é de 8.510 pacientes, sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres. O Inca designa a leucemia como doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), geralmente de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A medula é o local de formação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.
O projeto do vereador teve como embasamento o sofrimento da família do jovem resendense José Carlos da Silva Nascimento, o Carlinhos, que travou batalha contra a leucemia desde 2008 e faleceu em fevereiro de 2011, aos 22 anos. “Ao detectar o problema de saúde, familiares, parentes e amigos envolveram-se na busca por um doador compatível, drama que muitas famílias no Brasil enfrentam, dada as dificuldades de se encontrar a compatibilidade no círculo familiar ou até mesmo no Brasil”, comenta Santa Rita.
DOADORES
Segundo o Inca, para se cadastrar como doador de medula óssea o indivíduo precisa ter entre 18 e 55 anos, boa saúde e não apresentar doenças infecciosas ou hematológicas. A pessoa deve apresentar documento oficial de identidade com foto e preencher o formulário de cadastramento. No ato do cadastro o voluntário recebe todos os esclarecimentos sobre o processo de doação e, em seguida, é colhida uma pequena amostra de sangue (5ml) que será submetida a um exame genético de histocompatibilidade (HLA).
O resultado da tipagem HLA e os dados cadastrais da pessoa são incluídos em um banco de dados, chamado Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), que é coordenado pelo Inca. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 35%. Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos semelhantes. Embora, no caso do Brasil, a mistura de raças dificulte a localização de doadores, é possível encontrá-los em outros países.

Postado em 02/03/2012 10:31:19

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