segunda-feira, 30 de abril de 2012

Centro de Transplante de Medula Óssea do Hemope permanece fechado


O Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) da Fundação Hemope permanece fechado. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (24) em um julgamento na 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Três desembargadores federais deram o parecer a respeito do recurso interposto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), no último dia 2 de fevereiro. Ainda falta ser julgado o mérito da ação popular processada na 1ª Vara, mas, por enquanto, os procedimentos continuarão a ser realizados no Real Hospital Português, na Ilha do Leite.
Os transplantes continuarão no RHP até que o governo do estado inaugure a nova unidade especializada, a ser construída dentro do Hospital do Câncer, em Santo Amaro.
De acordo com os desembargadores, a decisão acompanhou os argumentos apresentados pelo governo ao transferir  os procedimentos para o RHP. "A baixa produtividade do CTMO, a impossibilidade de expansão do número de leitos na área, a qualidade superior na prestação do serviço, o aumento no número de leitos em relação ao Hemope, a redução dos custos de internação e a construção do novo centro de transplante", informou a Procuradoria Geral do Estado através da assessoria de imprensa.
Entenda o caso
Antonio Jordão de Oliveira Neto, ex-presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e secretário das Relações Trabalhistas do Conselho Regional de Medicina, e Liliane  Medeiros Viana Peritore, diretora da Associação dos Amigos do Transplante de Medula Óssea (ATMO), ajuizaram ação popular contra a União, o Governo do Estado de Pernambuco e o Instituto de Medicina Integrada de Pernambuco (IMIP), com o intuito de anular dois atos do governo estadual: a nomeação do secretário estadual de saúde e  o fechamento do CTMO.

Os impetrantes da ação popular alegaram que Antonio Carlos Figueira não tinha condições de ser nomeado para o cargo de secretário de estado, pois presidia o IMIP, fundação que tinha vários contratos com o Governo do Estado. Por outro lado, os autores da ação requereram a reabertura  do CTMO, sob a fundamentação de que transferir as atividades, antes desempenhadas pela unidade, para o Hospital Português, pelo Sistema Único de Saúde, geraria custos adicionais e reduziria a capacidade de oferta de leitos pelo estado.

O Juízo do Primeiro Grau concedeu liminar determinando a reabertura do Centro de Transplante. A Procuradoria do Estado ajuizou agravo de instrumento e pedido de reconsideração da decisão, sob a justificativa de que o CTMO, por suas limitações físicas, não oferecia condições para a modernização e ampliação do serviço ali prestado. A primeira medida judicial é da competência de processamento e julgamento do Pleno, com relatoria da presidência. A segunda medida, de competência das Turmas do Tribunal.

O presidente do TRF5, desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, negou o pedido de reconsideração, por entender que o foro legítimo para julgar ações dessa natureza e circunstância é a Turma, por ocasião do julgamento do agravo, visto que não estava demonstrado o perigo de grave lesão à ordem pública, à economia, à saúde pública ou à segurança pública.

A quarta Turma do TRF5, inicialmente, deu provimento ao agravo interposto pelo Estado de Pernambuco para suspender a determinação da 1ª Vara (PE). Em seguida, apreciando novo pedido da ATMO, negou o pedido de reabertura do CTMO. Hoje, no julgamento do mérito do agravo interposto pelo Estado, o Colegiado deu provimento, por unanimidade, seguindo o voto do relator, desembargador federal Lázaro Guimarães, confirmando a competência da Justiça Federal para julgar o processo e negando a reabertura do centro.

Lista de doadores voluntários de medula óssea terá número fixo


A lista de doadores voluntários de medula óssea terá, a partir de agora, um número fixo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou portaria que estabelece a manutenção regulada de novos doadores no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Antes ilimitada, a lista terá como número máximo de cadastro de doadores 267.190 por ano.
O objetivo, de acordo com Padilha, é melhorar aqualidade do material. “Com isso, melhoramos a qualidade do material coletado e armazenado, com melhor regulação no processo de captação e, ainda por cima, reduzimos os custos pagos pelos procedimentos”.
Atualmente, o Sistema Único  de Saúde (SUS) investe R$ 270 milhões por ano com a captação de doadores voluntários para o Redome. Com a regulação do número de doadores, o gasto passará a ser R$ 100 milhões. “Essa economia vai possibilitar o remanejamento dos recursos para outras ações”, disse Padilha.
Segundo o Ministério da Saúde, o Redome é hoje o terceiro maior registro mundial de doadores voluntários de medula óssea. São mais de 2,7 milhões de doadores cadastrados, número 22.400% maior que o total de registros de 2000, quando havia 12 mil voluntários inscritos.
Quanto ao número de transplantes, em 2011, foram realizados um total de 1.732 – crescimento de 7,2% em relação a 2010. Hoje, há 1.205 pessoas aguardando pela identificação de um doador de medula óssea no país. Existem 104 pessoas aguardando por um transplante não aparentado de medula óssea, já com doador identificado e selecionado
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2012/04/27/lista-de-doadores-voluntarios-de-medula-ossea-tera-numero-fixo/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

SOLIDÁRIOS ATÉ À MEDULA


A sensibilização da sociedade civil para a adesão a esta causa!

No espaço de 10 anos, o registo nacional de dadores de medula óssea passou de último lugar nos rankings mundial e europeu para o lugar de 2.º maior registo da Europa e 3.º maior registo do mundo, por milhão de habitantes. Este é fruto do trabalho desenvolvido pela Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) com a qual a RTP desenvolveu uma parceria em prol de uma causa tão nobre como o combate a esta doença que regista todos os anos cerca de 1000 novos casos no nosso país. Desta parceria resulta uma emissão especial, em direto na RTP1, no dia 19 de abril com a designação “Solidários Até à Medula”. Entre as 10h00 e as 19h00, o programa é conduzido por Tania Ribas de Oliveira e João Baião. A partir do Parque das Nações, e ao longo de 9 horas, esta operação contará com a presença de vários convidados, desde médicos especialistas no tratamento de leucemia, investigadores, dadores de medula e doentes.

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Nininho busca alternativa para aumentar número de doadores de medula

"Queremos que o número de doadores de medula cresça a cada ano, aumentando a chance de salvar pacientes com leucemia ou outras doenças”, diz deputado



O número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doares de Medula Óssea (Redome) de Mato Grosso pode aumentar consideravelmente. Pelo menos é o que propõe o deputado estadual, Ondanir Bortolini –Nininho (PR/MT), por meio de Projeto de Lei que visa instituir a Semana Estadual de Conscientização da Importância da Doação de Medula, ao final do mês de Maio. De acordo com os dados do Hemocentro MT, 26.517 pessoas estão cadastradas no Estado para doação de medula. Já o número de doares de sangue é quase três vezes superior, com 77.226 voluntários, de acordo com o registro de 15 de Fevereiro desse ano, do MT Hemocentro.
O parlamentar acredita que ampliar a discussão sobre o tema e promover a Semana de Conscientização contribuirá para que o número de doadores de medula fique mais próximo dos doadores de sangue. “Instituir essa Semana de Conscientização é chamar a população e a imprensa para debater o assunto e multiplicar as informações sobre esse tema. Com isso, queremos que o número de doadores de medula cresça a cada ano, aumentando a chance de salvar pacientes com leucemia ou outras doenças”, argumenta Nininho.
Ele explica que no ato de doação de sangue, com a coleta de apenas 10 ml a mais seria possível realizar o teste de tipagem HLA, o que permite fazer a comparação de compatibilidade imunológica entre o paciente e seu potencial doador de medula óssea. O republicano tem buscado ampliar o debate no Estado pela organização da rede de doadores de medula.
Atualmente, a doação de medula pode ser realizada no Hemocentro em Cuiabá ou em uma das 33 Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs) localizadas no interior do Estado, que estão interligadas pela rede de computadores para cadastro no Redome. No ano passado, o legislador republicano apresentou um Projeto de Lei, aprovado em primeira votação e aguarda uma segunda apreciação da Casa Cidadã, que busca ampliar a hemorrede capaz de fazer o cadastro de doadores de medula.
Somente os Hemocentros e suas unidades descentralizadas fazem esse cadastro na rede pública estadual de saúde. Nininho quer a extensão dessa competência para a rede privada. “Estamos otimistas da aprovação desse Projeto de Lei e agora queremos a criação da Semana Estadual de Conscientização da Importância da Doação de Medula, para a última semana do mês de Maio”, justifica o deputado.
http://www.expressomt.com.br/matogrosso/nininho-busca-alternativa-para-aumentar-numero-de-doadores-de-medula-10165.html

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Transplante de medula nem sempre é melhor opção em crianças com leucemia aguda



Um estudo internacional que incluiu o Hospital Pediátrico St. Jude, nos Estados Unidos, descobriu que os transplantes de medula óssea nem sempre são a melhor opção para alguns pacientes jovens que sofrem com leucemia linfoblástica aguda (LLA) – um tipo de tumor que afecta o sangue – e que não conseguem atingir remissão clínica após as primeiras semanas de quimioterapia intensa, conhecida como terapia de indução avança o PIPOP – Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando o Hospital Infantil St. Jude.

O maior estudo de sempre com pacientes pediátricos que sofrem com LLA identificou um subgrupo de crianças que obtiveram taxas de sobrevivência a 10 anos de 72 por cento após a quimioterapia adicional, ao invés de receberem um transplante de medula óssea.

Os resultados surgem publicados na revista New England Journal of Medicine e o estudo envolveu investigadores de 14 grupos de pesquisa nos EUA, Europa e Ásia.

"A falha de indução é um evento raro, afectando apenas 2 a 3 por cento de todos os pacientes pediátricos. Mas estas crianças estão em risco muito elevado para maus resultados e sempre foram considerados candidatos ao transplante de medula óssea", disse um dos autores do estudo do Departamento de Oncologia do Hospital Pediátrico de St. Jude.

Os resultados sugerem que a falha de indução não deve ser considerada uma indicação automática para transplante, pelo que o estudo mostra a importância “da colaboração internacional para fazer avançar resultados do tratamento para estes pacientes", revelou um pesquisador do Centro Médico e Universitário Schleswig-Holstein, na Alemanha.

Os investigadores avaliaram os resultados de 44017 pacientes que tinham no máximo 17 anos. Cada um foi tratado num ensaio clínico num dos centros participantes nesta análise internacional.

O estudo identificou taxas de sobrevivência a longo prazo de 72 por cento entre alguns pacientes jovens com leucemia de linhagem B tratados com quimioterapia adicional após falha da terapêutica de indução. Os pacientes tinham idades entre 1 a 5 anos quando o tumor foi diagnosticado e muitos tinham mais de 50 cromossomas nas células de leucemia, ao invés dos comuns 46 cromossomas.

No total, a amostra correspondia a cerca de 25 por cento dos pacientes cuja doença não entra em remissão após terapia de indução, motivo pelo qual os cientistas lembram que nem sempre é a melhor opção sujeitar estes doentes a transplantes, colocando-os em risco de uma variedade de problemas de saúde imediatos e crónicos.

Hemosul cadastra 234 doadores de médula óssea na última campanha


Ao todo, 234 doadores de medula óssea se cadastraram no Hemosul (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul) no último domingo (15), durante o evento da Campanha da Fraternidade “Promover Saúde é Promover Vida”. A ação aconteceu nos altos da avenida Afonso Pena, na Cidade da Saúde, onde foi colocada uma unidade móvel do Hemosul para captação de doadores.
A ação também teve como objetivo conscientizar a população sobre como é feita a doação da medula. Pessoas entre 18 e 55 anos, com boa saúde estão aptas a fazer a doação. A forma mais comum das doações é a retirada da medula do interior dos ossos, na região da bacia, por meio de punção. O método não é uma cirurgiã, sendo considerado simples. O transplante de medula é a única esperança de cura para portadores de leucemias, além de outras doenças do sangue.
No próximo fim de semana, o Hemosul deverá receber novos doadores por meio de uma campanha realizada pela torcida do Corinthians da Capital.
Doações de sangue:
O Hemosul precisa de sangue do tipo negativo para esta semana. Podem doar pessoas com idade entre 16 e 68 anos. Para fazer a doação é necessário levar o documento com É necessário que o doador tenha se alimentado, além de não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas. Menores só podem doar se tiverem autorização dos pais ou responsáveis. O Hemosul fica na avenida Fernando Corrêa da Costa, n°1.304, na região central de Campo Grande. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30 e no sábado das 7h às 12h30. Interessados podem entrar em contato com o Hemosul pelo telefone 3312-1517
http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/hemosul-cadastra-234-doadores-de-medula-ossea-na-ultima-campanha

domingo, 15 de abril de 2012

Jovem consegue doador de medula, mas espera remédio de R$ 400 mil para transplante


O estudante Johnny Lucas Figueiredo, de 16 anos, morador da Capital, que superou um mês em coma, aproximadamente 100 dias internado e chegou a ser desacreditado por médicos devido a uma leucemia, conseguiu um doador de medula óssea.
Porém para a realização do transplante, Johnny necessita de quatro seções de quimioterapia do medicamento Clorafabine, avaliada em R$ 400 mil. O juiz federal Clorisvaldo Rodrigues dos Santos determinou no dia 29 de fevereiro de 2012, que o poder público forneça o medicamento.
Como réu na ação estão a União Federal, Estado de Mato Grosso do Sul e Município de Campo Grande. De acordo com a mãe do jovem, Glauce Figueiredo de 38 na a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), informou que o remédio deve ser pego na Casa da Saúde, lidado ao governo do Estado.
De acordo com a decisão do processo 0001376-24.2012.403.6000, o artigo 196 da constituição Federal prevê que “a saúde é direito de todos e dever do Estado (...)”. Da mesma forma, o artigo 2° da Lei n° 8.080/90 dispõe que “a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”.
Na decisão também está fixada a multa diária de R$ 1 mil para o caso de descumprimento da presente decisão por parte dos réus.
Amparim Lakatos
A Secretaria de Saúde do Estado informou que por ser importada, a medicação será entregue provavelmente até a próxima semana para a família. Leia sobre o caso de Johnny na matéria relacionada.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Protocolo pioneiro para angariar dadores de medula (c/video)


O Banco Virtual Municipal de Medula Óssea vai ser uma realidade no concelho da Trofa.
O protocolo foi assinado no sábado, dia 31, durante a cerimónia de homenagem aos dadores de sangue. Foi durante uma cerimónia solene de homenagem aos dadores de sangue que o protocolo que prevê a criação de um Banco Municipal de Medula Óssea foi assinado, permitindo a disponibilização de material informativo e de apoio logístico na recolha de dadores.
O Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), a Câmara Municipal da Trofa, o Lions Clube da Trofa e todas as oito juntas de freguesia são parceiros neste protocolo considerado inovador no país.
Uma iniciativa que partiu de uma ideia do Lions Clube da Trofa, que dinamiza colheitas de sangue regulares, conseguindo que as doações do concelho representem sete por cento do sangue consumido, anualmente, no Hospital de S. João, do Porto. No futuro, tanto as juntas de freguesia como a Câmara Municipal terão um papel fundamental, fornecendo material informativo e participando em ações de educação para o transplante e educação para a saúde, junto das escolas e população em geral.
Esta iniciativa insere-se numa campanha de sensibilização para a angariação de mais dadores de medula óssea, informando os potenciais dadores e facilitando o acesso dos cidadãos no cumprimento deste ato solidário. Recorde-se que, todos os que tiverem entre os 18 e os 45 anos podem participar no Registo Português de Dadores de Medula Óssea como potenciais dadores. 
Luís Reis, presidente do Lions Clube da Trofa, felicitou o CHN, a autarquia trofense e as oito freguesias, por participarem neste protocolo. José Carneiro, coordenador do pelouro do sangue da associação, e um dos impulsionadores deste protocolo, afirmou que este documento “permitirá seguramente aumentar em muito a captação de dadores de medula óssea com uma grande economia de recursos”. 
Helena Alves, diretora do CHN, foi perentória: “É importante dizer que, para além deste trabalho de captação de dadores de medula óssea, vamos fazer um outro trabalho de prevenção e de educação para a saúde, no sentido de evitar as necessidades do transplante. Muitos dos doentes que nos chegam para transplante são doentes que podiam ter ao longo da vida comportamentos diferentes de maneira a evitar algumas das doenças que atacam o rim, o coração, os pulmões, o fígado e que levam depois à necessidade de transplante”.
Já José Magalhães Moreira, vice-presidente da Câmara Municipal da Trofa, espera que este protocolo “atinja patamares de excelência, conseguindo rapidamente uma percentagem de dadores de medula óssea concelhia acima da média nacional”. Depois de o protocolo ter sido celebrado, chegou a vez de os dadores de sangue serem homenageados, tendo recebido merecidos elogios das entidades participantes. “Não é a maior prova de amor ao próximo do que dar sem nada esperar receber? Por isso, não é demais dizer-vos o quanto estamos gratos por responderem sempre positivamente e sem reservas, quando solicitamos as vossas dádivas”, afirmou Luís Reis.
“Hoje na minha frente estão muitos heróis. Homens e mulheres que foram e são extraordinários pela sua magnanimidade. Dar sangue é dar vida, é dar o bem mais precioso que, em termos físicos cada um de nós possui, de uma forma tão desinteressada sem saber quem dele vai beneficiar”, elogiou José Carneiro. Este protocolo inovador é apenas o segundo a nível nacional, sendo o primeiro no seio dos Lions Clube.
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Cadastro de medula óssea é realidade no Hospital do Oeste


Mais uma conquista do Hospital do Oeste! Começa a ser realizado nesta segunda, 09, na unidade de coleta e transfusão de Barreiras, que funciona no HO, o cadastro para doadores de medula óssea. O objetivo do cadastro é integrar possíveis doadores de qualquer parte do mundo a pessoas que estejam na fila de espera por um transplante. Em 2011 na Bahia, 2.226 pessoas se cadastraram, e foram realizadas 31 doações.


A demanda por pacientes na fila de espera deve-se à dificuldade em encontrar doadores compatíveis. A possibilidade de haja doadores na mesma família é de 35%, essa chance é bem menor no caso de pessoas sem parentesco, caindo para apenas 1%.

A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, é nela que são produzidos os componentes do sangue, por isso, o transplante é indicado no caso de algumas doenças que afetam as células do sangue, como a leucemia.

Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar saudável. O cadastro é feito por meio do preenchimento de um termo de consentimento da doação e da coleta de uma pequena amostra de sangue para que seja enviado para o Registro Nacional de doadores voluntários de medula óssea (REDOME).

Feito o cadastro, assim que surgir um paciente com a medula compatível, o candidato será chamado, é nesse momento que o doador decidirá de fato sobre a aceitação do transplante que será realizado em alguma capital do Brasil.

Essa conquista deve-se ao esforço dos profissionais da unidade de coleta e transfusão e da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital do Oeste. “É preciso muita conscientização das pessoas, é preciso que entendam que o procedimento é muito simples quando se pensa em salvar uma vida”, comentou Katrinna Porto.

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