quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cientistas franceses conseguem reanimar células-tronco de pessoas mortas


Grupo do Instituto Pasteur conseguiu reativar células-tronco musculares de pessoas mortas há 17 dias, que funcionaram normalmente após transplante

Imagem mostra células-tronco musculares ativas que foram retiradas de uma pessoa morta há 17 dias

Cientistas franceses conseguiram reanimar células-tronco de músculos e medula óssea procedentes de pessoas que já estavam mortas há 17 dias, informa o periódico Nature Communications em um artigo divulgado nesta quarta-feira (13) na França. 

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Pasteur demonstrou que é possível reativar as células-tronco musculares de cadáveres humanos, transplantá-las e fazer com que outras novas nasçam em perfeito estado. 

Os cientistas descobriram que estas células não morriam junto com a pessoa. Isso porque, as mesmas reduziam sua atividade ao mínimo e, após se desfazer das mitocôndrias (pequenos corpos que auxiliam sua respiração), ficavam em estado de hibernação. 
Desta forma, as células conseguiam sobreviver mesmo em um meio tão hostil, sem oxigênio e no meio de um banho de ácido, assim como no caso de uma lesão muscular: "dormindo e esperando a tempestade passar", como afirmou o professor Fabrice Chrétien ao jornal Libération.

"Essa reserva de células-tronco poderia servir para fazer transplantes de medula óssea, utilizados no tratamento de leucemia e doenças sanguíneas, entre outras afecções. Elas também poderiam suprir a falta de doadores", explicou Chrétien, que dirigiu o estudo ao lado do pesquisador Shahragim Tajbakhsh. 

Apesar dos avanços, que também foram testados com sucesso em ratos, o experimento revelou um aumento de um tipo de substância denominada ROS, que, por sua vez, apresenta uma incompatibilidades com as células e o genoma, apontou o professor Jean-Marc Lemaitre ao jornal Le Figaro. Por conta deste fato, o estudo ainda precisa apurar se estas novas células, mesmo em perfeito estado, podem esconder más-formações ainda não detectadas.

Jovem do DF cria campanha para doação de medula óssea para irmão

Uma jovem do Distrito Federal iniciou uma campanha para encontrar um doador de medula óssea para o irmão, diagnosticado com leucemia em 2010. Poliana Nicolau Ferreira diz que desde o início do projeto conseguiu doadores para outras pessoas que precisam de transplante.

Há um mês, segundo Poliana, seu irmão Robledo Ferreira, de 28 anos, foi avisado pelos médicos que para sobreviver seria preciso realizar um transplante. Com a campanha “Uma vida pode estar em suas mãos”, a família distribui panfletos em locais com grande circulação de pessoas. Poliana chega a levar os voluntários ao Hemocentro, localizado na Asa Norte, para identificar se há  compatibilidade para a doação.

“Depois que iniciamos a campanha, teve um dia que 70 pessoas foram doar. Poucas pessoas entendem o que é precisar ter a vida de volta”, disse Poliana em entrevista ao Bom Dia DF.
 Segundo o Hemocentro, o voluntário precisa doar cinco mililitros de sangue. Se for compatível com o de algumas pessoas que precisam de transplante, o Cadastro Nacional de Doadores de Medula Óssea entra em contato. O voluntário que concordar com o procedimento doa 10% do líquido da medula para o transplante.

“É um procedimento bem simples, todas as pessoas deveriam se sensibilizar e doar também”, disse a representante comercial Sarah Oliveira, que aderiu à campanha de doação.

Poliana faz um apelo para que as pessoas sejam doadoras. “Seja doador de medula óssea, venha ao Hemocentro, salve a vida não só do meu irmão, mas de tantas outras pessoas que precisam urgente de transplante para ter a vida de volta”, enfatizou.

VEJA O VÍDEO AQUI
V

segunda-feira, 4 de junho de 2012

MARIA JULIA PERDE A LUTA CONTRA O CANCER



MARIA JULIA PERDE A LUTA CONTRA O CANCER

A garotinha Maria Julia Franciosi Gelinski, 11 anos, que passou por um transplante de medula óssea no final em 2011, vinha enfrentando intensa luta contra o câncer linfático, chamado de linfoma descoberto em 2010. Mesmo depois do transplante ter sido bem sucedido o organismo de Maria Julia no último mês apresentou sinais de rejeição ao tratamento com medicamentos importados. A luta contra o câncer lamentavelmente foi interrompida na madrugada desta quinta-feira (22), quando a equipe médica do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, que acompanhava o caso divulgou a morte de Maria Julia, por volta da 1 hora A causa da morte não foi revelada.

A notícia foi confirmada através do twitter da mãe da menina, Karen Franciosi, que postou a informação na Internet, e pela madrasta Francelize Ferrari que confirmou sua morte por telefone. A família está em Curitiba e cuida do translado do corpo de Maria Julia que será velado na Capela Mortuária de Guarapuava, onde os familiares residem. O horário e o local do sepultamento não foram confirmados pela família.

SOLIDARIEDADE

No ano passado, uma campanha envolveu quase dois mil laranjeirenses para cadastrar pessoas que poderiam ser possíveis doadores de medula para o transplante. Na época, o número de doadores cadastrados superou todas as expectativas da família. O problema agora é que novos linfomas voltaram a surgir. Por isso, Maria Julia retornou ao Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, no dia 2 de fevereiro.





Conforme a família, Maria Julia chegou a receber a intervenção de medicamento importado dos Estados Unidos (EUA) para combater diretamente nas células cancerígenas. O remédio foi lançado em novembro de 2011 e ainda não foi liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os trâmites para que o remédio seja importado é burocrático e lento, além do custo elevado. “É justamente essa demora que está provocando a angústia de toda a família”, comentou Francelize Ferrari, madrasta da menina.

O CÂNCER

A luta de Maria Julia contra um câncer linfático começou há um ano, no dia 4 de agosto de 2010, e em 2 de setembro iniciava o tratamento quimioterápico. A partir de então familiares e amigos, começavam uma verdadeira maratona em busca de doações de medula óssea com a intenção de encontrar um doador compatível. Mais de dois mil doadores foram registrados.

Em 8 de novembro de 2011, Maria Julia havia encontrado um doador com 100% de compatibilidade. No dia 18 de novembro, após quatro horas de cirurgia, a menina teve a nova medula transplantada. No dia 12 de dezembro teve alta do hospital e foi para casa. “Um nódulo que surgiu em uma das pernas e o quadro febril levaram Maria Julia de volta ao hospital. Por isso, é grande a expectativa que o medicamento seja liberado o quanto antes, pois a possibilidade de cura é certa. A família está confiante”, conta a madrasta Francelize Ferrari emocionado ao relatar o caso da menina.



http://www.radiocampoaberto.com.br/?p=7994
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MORRE MENINA QUEIMADA EM CENTRO RADIOTERAPICO NA TIJUCA, RIO DE JANEIRO



MARIA EDUARDA 7 ANOS


Maria Eduarda se tratava de leucemia grave e foi queimada em outubro.
Pais entraram com ação judicial contra o Centro San Peregrino.

Pais de Maria Eduarda, de 7 anos, estão inconformados com a morte da menina na quarta-feira (30). A menina, que tinha uma forma rara de leucemia diagnosticada em 2010, foi vítima de queimaduras graves durante tratamento da doença, no Centro Radioterápico San Peregrino, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, como informa o RJTV.

Segundo os pais, Maria Eduarda começou a fazer as sessões de quimioterapia logo após o diagnóstico. Mas os médicos informaram que seria necessário complementar o tratamento com radioterapia.

As sessões foram feitas no centro radioterápico, que funciona dentro do Hospital Venerável da Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, em outubro do ano passado. A família percebeu que a pele da menina escureceu, mas segundo o pai de Maria Eduarda, a médica responsável pelo tratamento disse que era um dos efeitos colaterais.

“Quando começaram a se manifestar as lesões na cabeça no couro cabeludo, ainda estava no início e eu ainda levei foto, expliquei a ela que não era normal. Inclusive os médicos nunca viram coisa igual”, disse o pai de Maria Eduarda, Ronaldo Rodrigues Rosa.

As sessões continuaram e a menina começou a apresentar queimaduras na orelha, na cabeça e danos cerebrais, que levaram a dificuldades para falar e andar.

Os pais de Maria Eduarda a levaram ao hospital para fazer curativos. Segundo a equipe médica que atendeu a menina, ela desenvolveu a Síndrome Cutânea da Radiação, que acontece quando o paciente é exposto a radioterapia. No caso da menina, ela apresentou o grau mais profundo do problema. O lobo direito frontal do cérebro foi afetado. Esta parte é responsável, entre outras funções, pelo comportamento e capacidade de locomoção.

O pai entrou com uma ação na 4ª Vara Cível de Bangu, na Zona Oeste. O juiz responsável pelo caso nomeou um médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para fazer uma perícia no equipamento de radioterapia usado na menina durante as sessões.




De acordo com o laudo, a máquina não tinha nenhum defeito na regulagem. Mas o perito não pode analisar a dose ministrada na paciente, porque as informações ficam na ficha de tratamento. As fichas que já tinham sido enviadas para o advogado de defesa do centro radioterápico.

O perito concluiu que o protocolo de atendimento foi seguido, mas não descartou a possibilidade de ter havido erro humano no cálculo ou na aplicação da dose durante o tratamento.

Segundo a família de Maria Eduarda, o centro radioterápico propôs um acordo para resolver a questão. Mas eles preferiram o levar o caso adiante e esperam que os culpados sejam punidos.

Homicídio culposo


O caso está na 19ª DP (Tijuca), de acordo com a polícia, a física Lídia Cristina Salzberg e os técnicos Hosana Pereira Cirino e Richardson Magno Medeiros de Moura responder homicídio culposo. O caso foi encaminhado à Justiça.

Lídia é a física que calculou a quantidade das sessões de radioterapia, e os outros dois são as pessoas que operavam a máquina de radioterapia.

O Centro Radioterápico San Peregrino foi interditado no dia 17 de fevereiro e continua interditado até hoje. Em nota, a Clínica San Peregrino disse que, assim que as causas das lesões foram identificadas, começou a prestar tratamento especializado. Ainda determinou a seus médicos e advogados que se prontificassem a oferecer toda a ajuda necessária e solicitada pelos pais da menina.

Sobre os funcionários que vão responder por homicídio culposo, a clínica disse que espera o pronunciamento das autoridades para definir a condução do caso.

O Tribunal de Justiça, em nota, disse que, até agora, não houve comunicação oficial sobre a morte de Maria Eduarda. Ainda segundo o TJ-RJ, também não houve petição e a juíza tomou conhecimento do caso pela imprensa.






http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/06/morre-menina-queimada-em-centro-radioterapico-na-tijuca-no-rio.html
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ENTENDA O CASO

Centro radioterápico onde menina sofreu queimaduras é interditado



Vigilância Sanitária realizou duas vistorias antes de fechar a unidade.
Segundo hospital, fechamento é para reciclagem de corpo técnico.

O Centro Radioterápico San Peregrino, na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual, em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). A decisão foi tomada após duas inspeções da Vigilância estadual e de as autoridades tomarem conhecimento pela imprensa de que o serviço foi responsável por queimaduras graves em uma paciente de 7 anos.

Na época do acidente com a menina, a instituição tinha a responsabilidade de informar a estes órgãos o que havia ocorrido, mas não o fez, segundo a Vigilância Sanitária. Para não interromper o tratamento de pacientes agendados para os próximos dias, ficou acordado com os responsáveis pelo Centro Radioterápico San Peregrino que será feita a transferência dessas pessoas para outras unidades do mesmo grupo, pelo período que a interdição estiver em vigor.

De acordo com a clínica, no entanto, a interdição foi feita apenas para reciclagem do corpo técnico, que será realizada na próxima quarta-feira (22).



http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/02/centro-radioterapico-onde-menina-sofreu-queimaduras-e-interditado.html
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NOVA UBIRATÃ REALIZA EM JUNHO CAMPANHA DE DOAÇÃO DE SANGUE

UCT NECESSITA DE VOLUNTÁRIOS; PREFERENCIA É PARA O NEGATIVO

CONFIRA OS POSTOS DE DOAÇÃO DE SANGUE DA BAIXADA SANTISTA

CHEGADA DO FRIO TEM AFASTADO DOADORES DE SANGUE EM MINAS GERAIS

FALTA SANGUE NO HEMONÚCLEO DE SOROCABA