segunda-feira, 30 de julho de 2012

Médico com leucemia vira cobaia em tratamento pioneiro contra doença

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O centro de oncologia onde faz a pesquisa é referência no mapeamento do genoma e no combate à doença conhecida como câncer do sangue
Foto: Reprodução

Lukas Wartman é um médico especialista em leucemia que conseguiu se recuperar da própria doença pela terceira vez após um tratamento de ponta ter encontrado nos genes dele a origem do câncer.

Ele atualmente trabalha em um hospital de St. Louis, nos Estados Unidos, e o centro de oncologia onde faz a pesquisa é referência no mapeamento do genoma e no combate à doença conhecida como câncer do sangue.

A enfermidade tem origem na medula óssea e mata mais de 250 mil pessoas por ano em todo o mundo, de acordo com dados da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer.

Ele descobriu ter leucemia pela primeira vez durante o último ano de seus estudos de medicina na Universidade de Washington, ainda em 2003, quando passou por um tratamento de quimioterapia que durou dois anos.

"Eu estava passando por momentos difíceis, estava me sentindo muito fraco e, logo depois fui diagnosticado com leucemia", lembra ele.

O então estudante já tinha grande interesse no combate ao câncer de sangue e depois de se recuperar da doença, decidiu se especializar nesta área.

"Não havia dúvidas do que fazer com a minha vida, depois que fui diagnosticado. Foi fácil se manter motivado, terminar a residência e prosseguir para uma bolsa de estudos nesta área", conta ele.

RECAÍDAS - Alguns anos depois, ele voltou a sofrer os sintomas e, mais uma vez, se encontrou na posição de paciente.

Desta vez, a solução foi um transplante de medula óssea do seu irmão mais novo, o que o manteve saudável durante três anos, mas em 2011, a leucemia evoluiu novamente.
Dr Lukas Wartman da Universidade Washington.

O médico se empenha agora na pesquisa contra a leucemia (Foto: Washington University)

Nesta época, Wartmann trabalhava como professor de medicina na mesma universidade em que havia estudado. Ele, melhor do que ninguém, sabia que as chances de sobreviver a uma segunda recaída eram pequenas.

Na mesma época ele deu início a estudo de ponta baseado na leitura de suas próprias células saudáveis e cancerígenas.

Os pesquisadores descobriram que a causa do câncer estava na produção excessiva de uma proteína feita por uma gene saudável de Wartmann.

Foi utilizado, então, um remédio para câncer nos rins que consegue inibir esta produção de proteína e, assim, a leucemia regrediu pela terceira vez.

Os médicos estão otimistas com o tratamento que pode virar referência no combate ao câncer de sangue.

No entanto, como a experiência é inédita, ninguém sabe ao certo quais serão as consequências dos procedimentos adotados, que ainda estão em fases de teste.

Dr. Wartman, como é conhecido, voltou a conduzir o estudo, mais motivado do que nunca em busca de respostas.

O coordenador das pesquisas no laboratório, Timothy Ley, acredita que a experiência do colega é um diferencial importante.

"Ele tem uma paixão que eu nunca vi em outras pessoas que trabalharam no meu laboratório para entender a biologia da leucemia e para rapidamente pegar os resultados do que desenvolvemos no laboratório para ser testado em clínicas".

Amigos do Transplante de Medula firmam parceria com Polícia Militar de RO


Policiais militares participarão de palestras sobre doação de medula óssea
Estimular o cadastro de novos doadores, tirar dúvidas quanto aos procedimentos e ampliar a participação de Rondônia no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) foram os temas abordados durante reunião no Comando Geral da Polícia Militar com o Núcleo da ATMO (Amigos do Transplante de Medula Óssea) em Porto Velho. O comando Geral através do seu setor de Recursos Humanos reuniu os comandantes e representantes dos batalhões da corporação para definir como serão realizadas as atividades de sensibilização.
Na ocasião, o coordenador do Núcleo da ATMO em Porto Velho, Lindberg Oliveira, falou sobre a importância do ato solidário, que aumenta as chances de cura de pacientes portadores de doenças do sangue. “Para se tornar um doador a pessoa deve ter idade entre 18 e 55 anos, não possuir doença infecciosa transmissível pelo sangue, realizar a doação de 5ml de sangue para realização de exame, que é essencial para determinar a compatibilidade entre doador e receptor e preencher um formulário com seus dados pessoais”.
Lindberg acrescentou ainda que o sangue coletado é apenas para verificar se o doador é compatível com algum paciente que necessite do transplante. “Muitas pessoas acham que pelo fato de acontecer à coleta na hora do cadastro, a doação já foi feita e não é. Por isso, a importância da sensibilização, pois a doação acontece através de um procedimento de uma punção na bacia dentro de um bloco cirúrgico, ou através de aférese como se fosse uma doação de plaquetas sem necessidade de internação, que não representa risco para o doador e pode salvar uma vida, pois ela se regenera em torno de sete dias”. Lindberg ressaltou ainda que já aconteceram casos de se achar um doador compatível e haver recusa da doação, pois a pessoa não recebeu as orientações necessárias.
O coordenador de Recursos Humanos do Comando Geral da PM, Coronel Mendes, disse que a Polícia Militar apóia este trabalho que é de extrema relevância social. “É uma ação que olhando pelo lado humano não tem preço. A Polícia Militar estará sempre apoiando causas sociais, assim como esta”.
Liliane Peritore, Diretora de Educação e Captação da ATMO com sede Recife, ressalta que é essencial para o trabalho da instituição este tipo de parceria. “Contar com apoio da Polícia Militar irá ajudar pessoas que estão precisando de um transplante. Os militares podem contribuir como multiplicadores e estimular mais pessoas a realizarem o cadastro de doador”, disse ainda da importância da fidelização atualizando do cadastro sempre que houver mudanças de endereço e telefone pelo site: www.inca.gov.br/doador. Evitando com isso encontrar o doador compatível e esse não ter atualizado seu endereço e telefone, com isso perdendo a oportunidade de salvar vidas.
As campanhas de sensibilização nos batalhões da PM iniciam na próxima semana. Cada comandante irá verificar a disponibilidade de tempo e irá mobilizar a corporação para participar das palestras e a realização de cadastro dos interessados.

Cadastro ajuda paciente de Sorocaba a encontrar doador de medula óssea




"Uma luta diária e constante”. É assim que a mãe de Wesley Lucas, morador de Sorocaba (SP), vive. Há 10 meses, o menino de quatro anos foi diagnosticado com leucemia. A etapa mais difícil do tratamento o garoto já venceu: conseguiu encontrar um doador de medula compatível. Agora, ele procura um hospital onde possa fazer o transplante, como mostra a reportagem do TEM Notícias.
Fã declarado do jogador Neymar, Wesley conseguiu encontrar o doador por meio doRedome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), um site criado pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2000. No início, o site tinha 12 mil doadores cadastrados. Hoje, são dois milhões de pessoas inscritas, o que faz o Brasil ocupar o 3º lugar entre os maiores bancos de doações de medula óssea do mundo.
Além de funcionar como um cadastro nacional de doadores em potencial, a página também traz uma série de informações sobre a doença e sobre a cirurgia de transplante de medula.
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Desde que foi diagnosticado com leucemia, o garoto Wesley recebe os cuidados do GPACI (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil), que é referência no tratamento da doença na região de Sorocaba.

O hospital atende cerca de 90 pacientes em tratamento e 420 estão em acompanhamento. Destes, cinco ainda procuram um doador compatível.

Depois de encontrar o doador, é preciso enfrentar uma fila para conseguir vaga em um hospital que esteja capacitado para fazer a cirurgia. No Brasil, existem 70 centros para transplantes de medula óssea e 20 para transplantes com doadores não-aparentados. No Estado de São Paulo, apenas as cidades de Campinas, Jaú, Barretos e São Paulo possuem hospitais de referência.
 
VEJA O VÍDEO AQUI
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Transplante de medula óssea pode ter curado homens com HIV


Duas pessoas podem ter sido curadas do HIV após um transplante de medula óssea para tratar um câncer, segundo um estudo divulgado na Conferência Internacional sobre a Aids, em Washington. O estudo, liderado pelo doutor Daniel Kuritzkes, do Hospital de Mulheres de Brigham, em Boston (Massachusetts), analisou a evolução de dois portadores de HIV que se submeteram a um transplante de medula óssea após a detecção de um câncer.

Os dois homens, infectados durante anos, tinham se submetido ao tratamento antiretroviral que suprimiu totalmente a reprodução do HIV, mas tinham o vírus latente antes do transplante, segundo a pesquisa. Os dois receberam uma forma mais leve da quimioterapia antes do transplante, o que lhes permitiu seguir tomando seus remédios para o HIV durante o processo do transplante.

Segundo o estudo, os médicos detectaram o HIV imediatamente após o transplante, mas, com o tempo, as células transplantadas da doadora substituíram os próprios linfócitos dos pacientes, e a quantidade de HIV no DNA de suas células diminuiu até o ponto de ficar indetectável.

Um paciente recebeu acompanhamento por quase dois anos após seu transplante, enquanto o outro foi testado durante três anos e meio, e “não há rastro do vírus” em nenhum dos casos, informaram os responsáveis pela pesquisa em comunicado.
 
“Acreditamos que a administração contínua de um tratamento antiretroviral que protege as células da doadora de infectar-se do HIV, enquanto eliminam e substituem as células dos pacientes, é efetiva para eliminar o vírus dos linfócitos do sangue dos pacientes”, indicaram os especialistas.
 
Mesmo assim, os médicos se mantêm cautelosos e, quando questionado se os pacientes podem se considerar curados do HIV, Kuritzkes assinalou: “estamos sendo muito cuidadosos em não fazer isso”. Por enquanto, os dois homens estão tomando medicamentos antiretrovirais até que eles possam ser retirados aos poucos.

“Nunca seremos capazes de fazer transplantes de medula óssea nos milhões de pacientes que estão infectados, mas podemos estimular o vírus e eliminar essas células, podemos proteger as células restantes da infecção”, assinalou Kuritzkes. 

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Entidade voltada a doação de medula óssea inicia atividades em Porto Velho

A ATMO (Amigo do Transplante de Medula Óssea) iniciou na última semana suas atividades em Porto Velho. A instituição sem fins lucrativos apoia os familiares e pacientes portadores de leucemias, mieloma múltiplo e outras doenças do sangue. Além desta dedicação a ATMO também faz a sensibilização para cadastro de novos doadores voluntários de medula óssea no Redome (Registro Nacional de Medula Óssea). Trabalho fundamental que aumenta as chances de pacientes que precisam de transplante de medula, ter acesso ao melhor tratamento possível. As primeiras atividades foram marcadas pela realização de palestras para os servidores do Ministério Público de Rondônia. Componentes da ATMO também mobilizaram servidores do Tribunal de Justiça que atuam no Fórum Criminal para realizarem cadastro de doador na Fhemeron.

De acordo com o coordenador do núcleo da ATMO em Porto Velho, Lindberg Oliveira, a atuação da instituição era informal, acompanhando o hemocentro nas ações de cadastro de doadores. “Hoje contamos com 13 componentes, a formação do núcleo aconteceu no dia 14 de julho. Agora o trabalho de sensibilização de novos doadores voluntários será constante e contaremos sempre com a parceria da Fhemeron, responsável pela coleta de amostras para realização do exame de compatibilidade”.

Lindberg acrescenta que após as palestras realizadas no Ministério Público, 70% dos servidores que conheceram um pouco mais sobre a importância deste ato solidário, realizaram o cadastramento de doador voluntário. “A partir do momento em que as pessoas ficam sabendo da importância de se tornar um doador voluntário e tiram suas dúvidas sobre o procedimento,conseguimos captar grande número de novos cadastros”.

A ATMO foi fundada em Recife em 2005 e conta agora com um Núcleo em Porto Velho que em breve estará com sede física na rua José Ferreira Sobrinho, nº 1664, Conjunto Santo Antônio.

Saiba mais


Qualquer pessoa, entre 18 e 55 anos de idade, que não tenha doença infecciosa transmissível pelo sangue pode cadastrar-se. Existem duas formas de doar. A escolha do procedimento mais adequado é do médico. Nos dois casos a medula do doador se recompõe em 15 dias.
A doação pode ajudar pacientes que têm o transplante como única chance de cura. Atualmente mil e cinquenta pacientes aguardam por transplante de medula óssea. A chance de encontrar um doador compatível fora da família varia de um para cem mil até de um para um milhão. É mais fácil achar um doador compatível na população de origem.



FONTE>>http://www.rondoniagora.com/noticias/entidade-voltada-a-doacao-de-medula-ossea-inicia-atividades-em-porto-velho-2012-07-25.htm

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Transplante de medula óssea como opção terapêutica de doenças: evolução, desafios e papel do TMO


No Brasil, número de TMOs cresceu mais de 100% nos últimos dez anos. Assunto será debatido no XVI Congresso da SBTMO.
O transplante de medula óssea (TMO) como opção terapêutica de doenças do sangue benignas e malignas será alvo de discussão de hematologistas e profissionais que atuam na área, como enfermeiros, dentistas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e fisioterapeutas, durante o XVI Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (XVI CSBTMO), que acontece nos dias 2 a 5 de agosto, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
Em 2011 o número de TMOs realizados no Brasil chegou a um total de 1.732, o que representa um crescimento de 146,4% nos últimos dez anos, de acordo com dados divulgados no início deste ano (2012) pelo Ministério da Saúde. Segundo o diretor da SBTMO, Luis Fernando Bouzas, hoje o transplante pode ser feito de três formas: autogênico (autólogo), quando a medula ou as células são do próprio transplantado; alogênico, utiliza a medula óssea ou célula-tronco de um doador para um paciente; e o singênico, em que o doador é um irmão gêmeo.
Bouzas explica ainda que o transplante autogênico é designado a alguns tipos de doenças, principalmente as que não atingem a medula óssea ou em que é possível se separar a célula doente da célula sadia. Nesse caso se retira a medula, a armazena, e se trata o paciente com quimioterapia ou radioterapia para eliminar a doença. Às vezes é necessário também tratar a própria medula óssea que foi retirada para separar as células malignas das células benignas. “As indicações clássicas dos TMOs autogênico são o mieloma múltiplo, linfomas e tumores sólidos”, relata Bouzas.
Já o transplante alogênico possui duas modalidades, aparentado, quando o doador é irmão ou parente próximo compatível com o paciente; e não-aparentado, ou seja voluntários sem vínculo sanguíneo com o paciente, inscritos no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME) ou de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário públicos (BSCUP).
Atualmente, as doenças que mais exigem transplante alogênico são as leucemias agudas, tanto a linfoblástica (na qual as células precursoras dos linfócitos tornam-se cancerosas e substituem rapidamente as células normais da medula óssea) quanto a mieloblástica (na qual as células precursoras dos granulócitos, tornam-se cancerosas e, também, rapidamente substituem as células normais na medula óssea).
Evoluções e desafios -Ainda é considerado um desafio no campo dos transplantes a busca por doadores compatíveis e também na forma de lidar com mitos existentes em torno da doação de medula óssea. De acordo com Bouzas, as pessoas imaginam que a medula está na coluna vertebral. Muitos indivíduos têm medo quando se fala em doação de medula óssea. Quando está diante de alguém com dúvidas o médico explica que a medula espinhal é o tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e parte do sistema nervoso central. Já a medula óssea fica dentro dos ossos e é conhecida popularmente como tutano.
A medula óssea é um tecido semilíquido, onde são produzidas as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas, componentes do sangue. Ela é mais abundante em ossos como a bacia e a tíbia. Quando há a necessidade do transplante, é feita a “aspiração” da medula e realizada a transferência do tecido como um todo ou de células selecionadas.
Hoje existem técnicas em que se pode estimular as células e fazer com que elas saiam da medula óssea e circulem no sangue periférico. A técnica é chamada de mobilização celular e, por meio de uma “máquina” (aférese), pode-se colher o material a partir do sangue periférico. “A vantagem está em não ser necessário utilizar a técnica tradicional de aspiração da medula óssea em centro cirúrgico com anestesia.” Entretanto, Bouzas descarta a possibilidade de a aspiração tornar-se obsoleta.
Outra fonte que vem sendo cada vez mais utilizada é o sangue do cordão umbilical e placentário que é um material rico em células tronco hematopoiéticas que pode ser coletado, armazenado e utilizado para o transplante. Esta é uma das principais evoluções do transplante de medula óssea alogênico, de acordo com Bouzas, é o fato de o profissional poder usar o sangue periférico (veias) e o sangue do cordão umbilical como fonte de células tronco. “Graças a constituição dos Registros de Doadores voluntários e dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), temos uma maior possibilidade de oferecer aos pacientes que não tinham um doador na família, a realização do transplante”, relata o di retor da SBTMO.
.[XVI Congresso da SBTMO,de 2 a 5 de agosto,no Hotel JP – Ribeirão Preto – SP|Site oficial:www.abhheventos.com.br/sbtmo2012| O encontro: http://www.sbtmo.org.br/noticia.php?id=104].


SÃO PAULO SEDIA EVENTO GRATUITO SOBRE CÂNCER DE SANGUE



Seminário da Fundação Internacional do Mieloma é voltado para Pacientes e Familiares 

O mieloma múltiplo, um câncer da medula óssea que ataca e destrói o osso, será tema de um seminário gratuito em São Paulo no dia 28 de julho no Blue Towers Morumbi. Durante o evento serão apresentados os avanços no tratamento do mieloma, segunda doença mais frequente entre os cânceres de sangue.

Com uma estimativa de 15 mil casos novos ao ano, o mieloma atinge principalmente pessoas acima dos 50 anos, mas os mais jovens também podem contrair a doença, que ainda não tem cura. 

A iniciativa do evento é da Fundação Internacional do Mieloma (IMF – sigla em inglês), que luta pela aprovação da lenalidomida, medicamento já aprovado em mais de 80 países. “Além de seminários realizados por todo o país, como este que acontece agora em São Paulo, o movimento ganha força com a criação da página do Apoia Brasil no facebook”, conta a fundadora da IMF na América Latina, Christine Battistini. A cada “curtir” é computada uma assinatura virtual para o abaixo-assinado que será apresentado para o governo mais uma vez, mas com muito mais pessoas apoiando.

Mário Celso Rodrigues é um dos pacientes que precisa da lenalidomida e já recorreu diretamente à ANVISA. “Recebi uma orientação de que, caso eu comprovasse a necessidade do fármaco, receberia uma guia para, por meios próprios, importar o produto. Se a ANVISA não reconhece a lenalidomida como essencial aos portadores de mieloma múltiplo, por que daria uma guia de importação?”, indigna-se o paciente.

Este é um dos assuntos que será discutido no seminário, que está em sua 8ª edição em São Paulo. “Nos últimos anos, a IMF já realizou mais de 60 eventos nesse formato pelo Brasil e América Latina, alcançando milhares de pessoas que precisam de informação e apoio”, diz Battistini. Para participar, é necessário se inscrever antecipadamente pelo site www.myeloma.org.br ou pelo telefone (11) 3726.5037.
O evento é totalmente gratuito para pacientes, familiares, cuidadores e profissionais da saúde.

SERVIÇO

Seminário para Pacientes & Familiares IMF em São Paulo

Data: Sábado, 28 de julho de 2012.
Horário: das 09 às 13h

Local: Blue Towers Morumbi

Endereço: Av. Roque Petroni Jr., 1000 – São Paulo 

Sobre a IMF

Enquanto não existe cura conhecida para o mieloma, médicos têm muitas formas de ajudar os pacientes com mieloma a viver mais e melhor. A International Myeloma Foundation -IMF foi fundada em 1990 por Brian e Susie Novis logo após o diagnóstico do mieloma de Brian aos 33 anos de idade. Hoje a IMF possui mais de 185.000 membros em todo o mundo.

A IMF LATIN AMERICA foi fundada em 2004 por Christine Jerez Telles Battistini, filha de uma paciente que, por oito anos, travou dura luta contra a doença, e Dra. Vânia Tietsche de Moraes Hungria, médica hematologista, Professora Adjunta da Disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e membro do Conselho Científico da International Myeloma Foundation desde 1998.

É a IMF Latin América quem traz aos pacientes e à comunidade médica da America Latina os mesmos serviços hoje disponíveis nos Estados Unidos, Europa e Japão, como Seminários para Pacientes & Familiares e Conferências clínicas e científicas para médicos.

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domingo, 22 de julho de 2012

Ribeirão Preto recebe 16º Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea


Encontro reunirá mais de 800 participantes de todo o Brasil e contará com a presença de 20 convidados internacionais especialistas em TMO e áreas correlatas.
A décima sexta edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (XVI CSBTMO) será realizada entre os dias 2 e 5 de agosto. Com sede em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a expectativa é que o encontro receba mais de 800 participantes de diferentes regiões do País, além de convidados internacionais da Espanha, Inglaterra, França, Estados Unidos, Alemanha.
De acordo com a presidente da Comissão Científica do encontro, a hematologista e especialista em transplante de medula óssea (TMO), Belinda Simões, que também é a atual coordenadora da Unidade de Transplante de Medula Óssea do HC (Hospital das Clínicas) da USP de Ribeirão Preto, o Congresso será pautado na troca de experiências com base em situações e problemas vivenciados no dia a dia dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontologistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais, entre outros. “Percebemos que aproximar por meio das discussões científicas médicos e multiprofissionais dos serviços transplantadores traria benefícios a todos, inclusive, ao paciente. Não dá para fazer TMO sem equipe multi e reforçar esta integração é essencial”.
Dentre os destaques da programação estão os desafios no transplante não aparentado, que tem crescido no Brasil nos últimos anos; o tratamento da Doença do Enxerto Contra-Hospedeiro (DECH); efeitos tardios do TMO; transplante de células tronco hematopoiéticas em pediatria, nas doenças autoimunes e nas benignas; o papel da dieta no sucesso do TMO; entre outros. Também haverá mesas redondas de debate sobre a segurança do doador de medula óssea e políticas públicas de saúde relacionadas ao TMO.
Neste ano será abordado ainda o TMO em idoso. “A população brasileira e do mundo está envelhecendo e nós, como especialistas, teremos de encarar esta nova realidade, ainda mais sendo este é um paciente de risco”, conta Belinda.
.[Confira grade científica; premiação de trabalhos científicos e informações sobre inscrição em www.abhheventos.com.br/sbtmo2012. |XVI Congresso da SBTMO, dias 2 a 5 de agosto,noHotel JP – Ribeirão Preto – SP |www.abhheventos.com.br/sbtmo2012].


FONTE>>http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=210814

VÍDEO>>Campanha ABRALE - Reynaldo Gianecchini

sábado, 21 de julho de 2012

Adolescente santa-mariense ainda precisa de doadores de medula óssea


O adolescente de Santa Maria de Itabira, Danilo Lage Lott, de 13 anos, portador de Síndrome Mielodisplásica (SMD), ainda necessita de doadores de medula óssea, doença que causa deficiência nas células e reduz os glóbulos vermelhos e plaquetas. Desde a confirmação da enfermidade, no mês de maio, a família do jovem iniciou uma campanha para encontrar doadores compatíveis.
 
Segundo a servidora pública Manuela Guerra – que está à frente da campanha – muitos voluntários se prontificaram em ajudar o garoto. “Inclusive, um ônibus levou 40 pessoas de Itabira ao Hemominas, mas agora tem diminuído bastante a procura”, disse. Ela explica que quanto maior o número de voluntários, maiores as chances de se encontrar um doador compatível.
 
Evangeline Lage Lott, mãe de Danilo, diz que no momento ele passa bem, mas os exames estão um pouco alterados. Para sobreviver, o adolescente necessita do transplante de medula óssea. Por isso, a mãe pede que as pessoas procurem a responsável para receber as orientações. “Se puderem doar o mais rápido possível, é muito importante. Agradeço a todos que estão fazendo o exame para análise de compatibilidade”, afirma a mãe.
 
Para ser doador é necessário ter entre 18 e 55 anos. O transporte será disponibilizado de Santa Maria de Itabira ao Hemominas, localizado à Alameda Ezequiel Dias – 321 – bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Mais informações pelos telefones: (31) 3838-1340 ou 8339-6867, falar com Manuela.

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Rondônia: Servidores fazem inscrição no registro nacional de doadores de medula óssea


Uma ação solidária com propósito de estimular novos adeptos à prática. Foi com este pensamento que a equipe (estagiários e servidores) do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulheres da comarca de Porto Velho(RO) se mobilizou para realizar inscrição no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - REDOME. A coleta do sangue é feita na Fhemeron, ao lado do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, setor industrial, região norte da capital rondoniense.


Para doar medula, o primeiro passo é se cadastrar como doador. Como precisa haver compatibilidade entre a medula do doador e do receptor, no cadastro será feita uma coleta de sangue (5 ml) para o teste de compatibilidade. Os dados ficam no Registro de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e quando surgir uma oportunidade os profissionais entram em contato.


De acordo com a assistente social Alline Sarges, o procedimento é prático e rápido. "Não precisa ter medo, pois a coleta assemelha-se ao método de fazer exame de sangue. Portanto, junte-se a nós nessa corrente do bem para doar esperança e vida às centenas de pessoas que aguardam por um transplante de medula óssea".


Saiba mais 

Qualquer pessoa, entre 18 e 55 anos de idade, que não tenha doença infecciosa transmissível pelo sangue pode cadastrar-se. Diferente dos transplantes de coração e pulmão, a doação de medula óssea não envolve cirurgia, apesar de o procedimento ser feito em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas.

Atualmente mil e cinquenta pacientes aguardam por transplante de medula óssea. De cada cem mil possíveis doadores apenas um possui medula óssea compatível com a de um paciente. Para aumentar as chances dos pacientes encontrarem doadores compatíveis é preciso que o maior número de pessoas se cadastre. O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para pessoas com leucemias, linfomas e alguns tipos de anemias.

Assessoria de Comunicação Institucional

Com informações do site (www.inca.gov.br)

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Filho de Carlos Martins trouxe mais dadores, mas não mais transplantes

Carlos Martins (José Sena Goulão/Lusa)
Portugal tem mais de 300 mil dadores de medula óssea, segundo os últimos números oficiais, de maio de 2012, que consagram o segundo lugar europeu, atrás da Alemanha, nos países com mais dadores por milhão de habitantes. Só o caso do filho do jogador de futebol Carlos Martins, que recebeu entretanto um transplante, terá trazido cerca de 50 mil novos dadores.

«O registo nacional de dadores de medula óssea beneficia destes casos mediáticos, que voltam a lembrar as pessoas da importância da doação e chamam mais gente que de outra forma não se disponibilizaria», afirmou ao tvi24.pt Helena Alves, diretora do Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), no âmbito do Dia do Transplante, celebrado esta sexta-feira.

De acordo com os dados que o tvi24.pt recolheu, durante o ano de 2011 foram colhidas 106 células para transplantes de medula óssea, 79 para o estrangeiro e 27 para Portugal, numa média de cerca de 8,8 por mês. Nos primeiros cinco meses de 2012, foram realizadas 53 colheitas, 42 para o estrangeiro e 11 para Portugal, aumentando a média para 10,6 por mês. «Este ano vamos colher mais, talvez 120 ou 130 até ao fim do ano», adiantou o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Hélder Trindade.

Apesar de os dadores e de as colheitas estarem a aumentar, o reflexo positivo no número de transplantes ainda não se verifica. Em 2011, o total de transplantes com dador não aparentado, como no caso de Gustavo Martins, foi de 68 (41 realizados com dador estrangeiro e 27 com dador do registo nacional), ou seja, cerca de 5,7 transplantes por mês. Entre janeiro e maio de 2012, foram realizados 20 destes transplantes de medula óssea (11 com dadores nacionais e nove internacionais), tendo a média mensal descido para os quatro.

«O tempo ainda é curto para avaliar esse reflexo. Ao longo do ano a distribuição é irregular, pelo que o facto de nos primeiros meses o número de transplantes ter diminuído não significa que chegaremos ao fim do ano com essa média», explicou Helena Alves.

A responsável do CHN revelou que «a média de pedidos está a ser superior à do ano passado», pelo que, depois de as compatibilidades serem avaliadas, a curto prazo, espera que o número aumente. «Nada faz prever que haja menos transplantes este ano», completou.

Com a passagem do mediatismo sobre o caso do filho de Carlos Martins, a também membro da direção da Sociedade Portuguesa de Transplantação não acredita na diminuição do número de dadores. «Os casos mediáticos são acompanhados por um trabalho de educação nas escolas e universidades. A informação que prestamos não deixa esmorecer esses casos. Claro que temos picos de doação com estes casos, mas há um trabalho sustentado».

Segundo a diretora do CHN, a taxa de desistência de doação é «apenas de cerca de um por cento». «Os voluntários respondem quase sempre, fazem uma nova colheita quando são contactados devido ao surgir de uma compatibilidade e acabam por doar», elogiou, acrescentando que há mesmo casos de dadores que pedem para a colheita ser realizada ao fim de semana ou que tiram férias para não faltarem ao emprego, mas também não deixarem de ajudar.

Helena Alves garante que os novos voluntários que surgiram durante o caso de Gustavo Martins vão ficar no registo até aos 55 anos, a não ser que surja alguma «contraindicação», como uma doença que afete a doação. «Este caso vai ter repercussão durante muitos anos. Se há uma certeza que estas famílias que se mobilizam podem ter é que se essa campanha não servir para elas, serve para outras famílias certamente», concluiu, destacando ainda os casos de envolvimento local de autarquias e escolas, que produzem «outros picos localmente muito produtivos» de doação de medula óssea.



FONTE>>http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/carlos-martins-transplante-medula-ossea-gustavo-martins-transplantes-tvi24/1362499-4071.html
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Letícia à espera de um transplante

Letícia, de 3 anos, está internada no Centro Pediátrico do Câncer (CPC) desde a última sexta-feira. Ela tem leucemia e necessita de um transplante de medula óssea. Para ser doador, basta se cadastrar no Hemoce


Letícia Eva vai completar 3 anos no dia 8 de setembro e um pequeno ato de solidariedade pode ser o melhor presente de aniversário da menina, que sofre de leucemia desde os quatro meses de idade. A garota está internada no Centro Pediátrico do Câncer (CPC), mantido pela Associação Peter Pan, desde a última sexta-feira, 6, após uma recaída da doença.

Segundo a mãe de Letícia, Sarah Fontenelle, 26, a garota necessita de um transplante de medula óssea e vai realizar testes de compatibilidade com a mãe biológica e com uma irmã de 5 anos. “Temos que contar com a possibilidade de não ser compatível. O médico falou que são 100 mil doadores para achar um”, explicou.

Sarah foi diagnosticada com mesma doença de Letícia e, há cerca de dois anos, está curada da leucemia. Ela conheceu a criança quando ainda estava em tratamento. “Ela passa 15 dias na minha casa e os outros 15 na casa da mãe biológica. Ela é filha de uma pessoa que conheci e, a partir da convivência, criamos laços. Ela me chama de mãe”, diz emocionada.


Doação


Para ser um doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos e realizar cadastro como doador voluntário no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). Os voluntários doam apenas 10 ml de sangue e a amostra passa por um exame de laboratório chamado de HLA, que define a genética da pessoa e será a base para buscar um doador compatível nos registros nacionais e internacionais.

As doações podem ser feitas em qualquer unidade do Hemoce, localizado na avenida José Bastos, no bairro Rodolfo Teófilo. Coletas externas são realizadas em unidades móveis que recolhem as doações em Fortaleza e no Interior.

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.


ENTENDA A NOTÍCIA


Para ser doador de medula, basta ter entre 18 a 55 anos, não ter tido câncer nem doenças em que o contágio se dá pelo sangue. O cadastro, feito em qualquer unidade do Hemoce, é simples e leva poucos minutos.


Serviço
Doação de medula óssea
Quem: pessoas entre 18 e 55 anos
Onde: Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce)
Endereço: avenida José Bastos, 3.390, Rodolfo Teófilo
Outras informações: 3101 2300 ou captacao@hemoce.ce.gov.br
Quando: de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 18h30min, e aos sábados, das 8 às 16 horas.
Se o interessado estiver dentro do perfil, basta se dirigir ao hemocentro mais próximo com documento de identidade e comprovante de endereço.
Além de preencher ficha de cadastro e termo de consentimento, o candidato doa 10 ml de sangue para a realização de exames de características genéticas.
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Mielofibrose prejudica a qualidade de vida dos idosos e pode evoluir para leucemia


A mielofibrose é um câncer raro do sangue, no qual a medula óssea é substituída por tecido fibroso e deixa de produzir quantidades normais de células sanguíneas1. Esse mau funcionamento da medula óssea pode provocar aumento do volume do baço, alteração no número e formato de células sanguíneas e sintomas debilitantes, como fadiga, perda de peso e dores, que diminuem as habilidades funcionais e a qualidade de vida dos pacientes.
As causas da mielofibrose são desconhecidas e, apesar de manifestar-se em qualquer idade, a mielofibrose é tipicamente diagnosticada entre os 50 e 80 anos2. A média de sobrevida da doença é de 5 a 6 anos, caindo para 1,33 ano em pacientes classificados como de alto risco. “A substituição de células normais da medula óssea resulta na diminuição da produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, causando anemia e aumentando as chances de infecções e sangramento. Para compensar esse processo, o baço e o fígado participam da produção de células sanguíneas e acabam aumentando de tamanho. Outro fator importante é a possibilidade da doença evoluir para uma leucemia aguda”, explica o Dr. Carmino Antonio de Souza, onco-hematologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). 
Em alguns casos, o baço pode chegar a pesar 10 kg e medir até 36 centímetros, causando desconforto frequente no abdome superior esquerdo ou dor no ombro esquerdo. Outros sintomas2,6 associados à doença são fraqueza, fadiga, falta de ar ao fazer esforço físico, perda de peso, suor noturno, palidez, hematomas, aumento das chances de desenvolver infecção e fígado aumentado. O diagnóstico da mielofibrose pode ser suspeitado durante exames de sangue de rotina, como o hemograma, a partir de uma contagem anormal de células sanguíneas.
A doença pode levar a complicações mais graves. Em até 10 anos após o diagnóstico de mielofibrose primária, cerca de 20% dos pacientes pode progredir para leucemia mieloide aguda, um tipo de câncer agressivo com alta taxa de mortalidade4,5. Atualmente, as opções de tratamento para a mielofibrose são limitadas e a única cura potencial é o transplante de células-tronco. A sobrevida após 5 anos do transplante chega a 30%7. No entanto, devido à idade avançada, grande parte dos pacientes não possui elegibilidade para o transplante.
Sabe-se que a mielofibrose afeta atualmente entre 0,5 e 1,5 pessoa a cada 100 mil habitantes no mundo e muitas pesquisas para estudar a doença e encontrar novas alternativas terapêuticas estão em andamento. Recentemente o jornal científico The New England Journal of Medicine (NEJM) publicou os resultados de dois estudos Fase III que estão investigando uma nova molécula, a ruxolitinibe, para o tratamento da mielofibrose. De acordo com os resultados, após 24 semanas, 41,9% dos pacientes que receberam o medicamento tiveram uma redução de pelo menos 35% no volume do baço, diminuindo os sintomas debilitantes e melhorando a qualidade de vida. A nova molécula, da Novartis, atua na inibição das enzimas tirosina quinase JAK1 e JAK2, responsáveis pela regulação da função imunológica, formação e desenvolvimento das células sanguíneas, e que no caso da mielofibrose estão funcionando de maneira descontrolada.
Sobre a Novartis (www.novartis.com.br)
A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constante mudança dos pacientes e da população. Com sede em Basileia, Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio para melhor atender a essas necessidades: medicamentos inovadores, cuidados com os olhos, medicamentos genéricos de baixo custo, vacinas preventivas, ferramentas de diagnóstico, e produtos de consumo em saúde e saúde animal. A Novartis é a única empresa global com posição de liderança em todas essas áreas. Em 2011, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 58,6 bilhões, enquanto cerca de US$ 9,6 bilhões (US$ 9,2 bilhões excluindo encargos de depreciação e amortização) foram investidos em pesquisa e desenvolvimento em todo o Grupo. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 124.000 pessoas e operam em mais de 140 países ao redor do mundo.
Referências
1 Dictionary of Cancer Terms. National Cancer Institute. US National Institutes of Health. Disponível no endereço:http://www.cancer.gov/dictionary/. Acessado em abril de 2011.
2 Leukemia & Lymphoma Society. Idiopathic myelofibrosis. Disponível no endereço:
http://www.lls.org/content/nationalcontent/resourcecenter/freeeducationmaterials/mpd/pdf/idiopathicmyelofibrosis. Acessado em abril de 2011.
3 Gangat N, Caramazza D, Vaidya R, et al. DIPSS-plus: A refined Dynamic International Prognostic Scoring System (DIPSS) for primary myelofibrosis that incorporates prognostic information from karyotype, platelet count and transfusion status. J Clin Oncol. 2011;29:392-397.
4 Abdel-Wahab O, Manshouri T, Patel J, et al. Genetic analysis of transforming events that convert chronic myeloproliferative neoplasms to leukemia. Cancer Res. 2010;70(2):447-452.
5 Beer PA, Green AR. Pathogenesis and management of essential thrombocythemia. Hematology Am Soc Hematol Educ Program. 2009;621-628.
6 National Center for Biotechnology Information, US National Library of Medicine, National Institutes of Health. Myelofibrosis. Disponível no endereço: 
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/ . Acessado em abril de 2011.
7 Patriarca F, Bacigalupo A, Sperotto A, et al. Allogeneic hematopoietic stem cell transplantation in myelofibrosis: the 20-year experience of the Gruppo Italiano Trapianto di Midollo Osseo (GITMO). Haematologica. 2008;93 (10):1514-1522. <erica.sato@inpresspni.com.br>



FONTE>>http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=23699&op=saude
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Hemepar fará coleta de doações de medula para criança de Campo Largo




Anderson Paulart Junior é portador de leucemia Foto: PMCL
No dia 28 de julho haverá coleta para o teste de medula óssea para o campolarguense Anderson Paulart Junior de 10 anos, ele é portador de leucemia.
A pedido dos pais do menino, uma equipe do Hemepar, em parceria com o Hospital Erasto Gaertner, estará no município realizando os testes para encontrar compatibilidade com o pequeno Anderson.
Como?
Os interessados podem saber se são compatíveis fazendo uma pequena coleta de sangue para o teste. Este teste fica cadastrado junto ao Hemepar e pode ser solicitado não só para o Anderson, mas para outras pessoas que necessitem e sejam compatíveis.
Quando?
Campanha para Coleta do Teste de Medula
Dia: 28 (Sábado)
Horário: entre 10h e 16h.
Local: Salão de Eventos João Paulo II (Próximo à Igreja Matriz)
Rua: Centenário, s/nº, esquina com Barão do Rio Branco - Centro - Campo Largo/PR.

TRANSPLANTE- Negativa de familiares chega a 40% no Ceará


No Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), o número chega a 47%, quando o esperado é que fosse 20%

Muito mais do que um gesto de amor e solidariedade, a doação de órgãos pode salvar vidas. De acordo com a Central de Transplantes do Ceará, o Estado está com a quarta melhor taxa de doadores de órgãos do Brasil. Apesar disso, 716 pessoas continuam na fila, à espera por um transplante. A assistente social Rosângela Cavalcante comenta que o índice de negativa familiar nas entrevistas realizadas no Ceará é de 40%.

Com o objetivo de conscientizar a população, o Hias realiza uma caminhada de conscientização hoje, de 7h às 11h, na Avenida Beira-Mar Foto: Alex Costa

A maior fila de espera é pela doação de córnea (297), em seguida vem rim (251), fígado (143), medula óssea (nove), coração (oito), pâncreas/rim (cinco) e pulmão (três).

Já o número de transplantes é considerado estável. No primeiro semestre deste ano, 573 foram realizados, enquanto, em igual período do ano passado, foram 575. Para a Central de Transplantes, o maior desafio é para manter essa média.

Segundo Rosângela Cavalcante, existe o desconhecimento por parte da população sobre a morte encefálica. A profissional explica que, apesar de não ser um impedimento, a doação está muito casada com a política de humanização dos hospitais. "O transplante é o único procedimento médico que só acontece com a participação da sociedade. Por isso, é importante que as pessoas se informem sobre o assunto e apoiem esse movimento, que é para salvar vidas", reforça.

Com intuito de sensibilizar a população para a importância da doação de órgãos, uma caminhada será realizada hoje, de 7h às 11h, na Avenida Beira-Mar. A concentração será no Náutico Atlético Cearense, seguindo até a Praça dos Estressados, onde haverá distribuição de folders, serviços de saúde e orientação sobre a doação de medula óssea.

A iniciativa é do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) e marca o encerramento do III Curso de Sensibilização em Transplantes. A expectativa, conforme a organização do evento, é que 200 pessoas participem da caminhada. Somente crianças acima de dois anos podem fazer transplantes. No Hias, o grupo representa 40% do público alvo.

Francimeire Arraes de Castro, coordenadora da Comissão de Transplantes do Hias, destaca que o grande gargalo que enfrentam é na demora para abertura do protocolo de morte encefálica, para que possa ser feita a abordagem com familiares. Acrescenta que os médicos demoram até dois dias para fechar o documento, tempo precioso para quem está com a vida por um fio. Com a morosidade, o órgão perde a qualidade e, muitas vezes, o transplante não pode ser feito.

Drama

Outro gargalo que cita é a negativa familiar. No Hias, chama atenção o alto índice de negativa: 47%, quando o esperado é que fosse 20%. Francimeire explica que, por se tratar de crianças, elas não têm como verbalizar o desejo de ser doadoras, cabendo aos pais essa decisão. Ressalta, ainda, o drama de quem está na fila à espera por um transplante de órgãos. "É o último tratamento que o médico passa para o paciente. É como se ele estivesse mandando a pessoa para o corredor da morte", frisa.

A artesã Helena Faustino, 44, conhece bem essa realidade. Por causa do um atrofiamento nos rins, ela teve de passar oito anos, cinco meses e um dia fazendo hemodiálise. Somente um novo órgão poderia salvá-la. Foram cinco meses de espera.

Hoje, sete anos depois, faz trabalhos voluntários falando sobre a importância da doação de órgãos. "Sofria muito, a hemodiálise me deixava muito debilitada, muitas vezes eu tinha que sentar no chão para não cair. Depois do transplante, passei a valorizar mais a vida, as pessoas, me tornei uma pessoa melhor".



´Doe de Coração´ sensibiliza pessoas


Exemplo de mobilização a favor da doação de órgãos no Ceará é a campanha "Doe de Coração", lançada em 2003, pela Fundação Edson Queiroz. A iniciativa consiste em um movimento efetivo de conscientização realizado anualmente por meio da veiculação de peças publicitárias nos principais meios de comunicação, como TV, jornal, rádio e internet, distribuição de camisas, cartilhas e material promocional de apoio, além da realização de palestras com profissionais especializados.

Para ser um doador, não é necessário fazer nenhum documento por escrito. Basta que a família esteja ciente da sua vontade. Por isso, o passo principal é conversar com os parentes e deixar bem claro o seu desejo de doar. Assim, quando for constatada a morte encefálica do paciente, uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas.

Lembre-se de que alguns órgãos podem ser doados em vida. São eles: parte do fígado, um dos rins e parte da medula óssea. A doação em vida pode ser realizada em caso de parentesco até 4º grau ou com autorização judicial (não parentes).

LUANA LIMA


FONTE>>
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1157332
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Hemope Garanhuns realiza campanha de doação durante o FIG

Entre os dias 02 e 12 de julho, no Hemocentro de Garanhuns, a Fundação Hemope realizará a campanha de doação de sangue durante o período do 22º Festival de Inverno, que tem como tema “Não deixe ninguém sentir aquele friozinho na barriga por falta de sangue”.

De acordo com o gerente de Interiorização do Hemope, Carlos Costa, durante o período do Festival de Inverno, o Hemocentro funcionará de segunda-feira à quinta-feira das 13h30 às 17h30.

“A campanha tem como objetivo aumentar o número de doações no Hemocentro do município, e consequentemente contribuir para melhorar o estoque de bolsas de sangue visando atender à população do estado, considerando que o mesmo se encontra em nível preocupante”, destaca Carlos.

O Hemocentro de Garanhuns, para reforçar a campanha, vai promover duas coletas externas nas cidades de Jupi e Bom Conselho, para complementar o volume das doações. No município de Jupi a ação acontecerá no dia 05 de julho das 8h até 12h. Jáem Bom Conselho, a coleta acontece no dia 12 de julho, também no horário das 8h até 12h.

DOAÇÃO – Para ser doador você deve ter de 16 até 67 anos, pesar no mínimo 50 quilos e apresentar um documento de identificação oficial com foto (RG/CNH/CPTS). Mais informações acesse www.hemope.pe.gov.br ou ligue para o disque doação no número 0800 081 1535. O Hemocentro Regional de Garanhuns fica na Rua Gonçalves Maia, s/nº Heliópolis. Telefone: (87) 3761- 8520.



FONTE>>http://agendagaranhuns.com/blog/

Davi Germano Markioli, tem apenas 2 anos e 6 meses e precisa urgente de doação de sangue

quarta-feira, 4 de julho de 2012

GEMEAS SÃO DIAGNOSTICADAS COM LEUCEMIA COM OITO DIAS DE DIFERENÇA



As gêmeas Megan e Grace Garwood estão celebrando juntas a cura da leucemia, depois de dois anos de tratamento contra a doença. Segundo o site “Mail Online”, as irmãs de 7 anos foram diagnosticadas com leucemia linfoblástica com oito dias de diferença uma da outra.

Durante o tratamento, as meninas perderam o cabelo, precisaram de cinco transfusões sanguíneas cada uma e foram submetidas a sessões de quimioterapia intensa. Os pais Emma, 41 anos, e Mark Garwood, 38, estão aliviados desde que os exames mostraram que as irmãs estavam livres da doença.





- É fantástico. Os últimos dois anos foram muito ruins, mas as garotas lidaram muito bem com isso. Elas são pequenas estrelas. Isso não parece ter afetado as duas - desabafou o pai, que vive com a família na região de Essex, Inglaterra. - Não importa se elas faziam transfusões sanguíneas ou tinham grandes agulhas enfiadas nas costas. Elas não tinham medo, apesar de não saberem que o pior poderia acontecer.

De acordo com Mark, os médicos disseram que havia apenas 10% de chance de um gêmeo idêntico ter o mesmo tipo de câncer que o irmão, em qualquer etapa da vida.







Emma e Mark descobriram o problema de Megan após um feriado. A menina voltou bem cansada e impossibilitada de andar. Ela foi levada ao hospital e diagnosticada com leucemia. Pouco mais de uma semana depois, Grace apareceu com os mesmos sintomas.

- Foi incrível descobrirmos a doença das duas com poucos dias de diferença - disse o pai. - Ver as duas no hospital, fazendo o mesmo tratamento lado a lado, foi viver um pesadelo.





Já curadas da leucemia, as meninas estão frequentando a escola, a natação e, de acordo com Mark, estão cheias de energia. Elas ainda precisam fazer exames regulares, para controlar a saúde., mas já planejam uma viagem à Disney.

- Elas são absolutamente fantásticas. Eu só espero que nós possamos ter muitos, muitos anos de felicidade e saúde para elas.





FONTE>>http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/gemeas-sao-diagnosticadas-com-leucemia-com-oito-dias-de-diferenca-5338726.html