quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mielofibrose prejudica a qualidade de vida dos idosos e pode evoluir para leucemia


A mielofibrose é um câncer raro do sangue, no qual a medula óssea é substituída por tecido fibroso e deixa de produzir quantidades normais de células sanguíneas1. Esse mau funcionamento da medula óssea pode provocar aumento do volume do baço, alteração no número e formato de células sanguíneas e sintomas debilitantes, como fadiga, perda de peso e dores, que diminuem as habilidades funcionais e a qualidade de vida dos pacientes.
As causas da mielofibrose são desconhecidas e, apesar de manifestar-se em qualquer idade, a mielofibrose é tipicamente diagnosticada entre os 50 e 80 anos2. A média de sobrevida da doença é de 5 a 6 anos, caindo para 1,33 ano em pacientes classificados como de alto risco. “A substituição de células normais da medula óssea resulta na diminuição da produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, causando anemia e aumentando as chances de infecções e sangramento. Para compensar esse processo, o baço e o fígado participam da produção de células sanguíneas e acabam aumentando de tamanho. Outro fator importante é a possibilidade da doença evoluir para uma leucemia aguda”, explica o Dr. Carmino Antonio de Souza, onco-hematologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). 
Em alguns casos, o baço pode chegar a pesar 10 kg e medir até 36 centímetros, causando desconforto frequente no abdome superior esquerdo ou dor no ombro esquerdo. Outros sintomas2,6 associados à doença são fraqueza, fadiga, falta de ar ao fazer esforço físico, perda de peso, suor noturno, palidez, hematomas, aumento das chances de desenvolver infecção e fígado aumentado. O diagnóstico da mielofibrose pode ser suspeitado durante exames de sangue de rotina, como o hemograma, a partir de uma contagem anormal de células sanguíneas.
A doença pode levar a complicações mais graves. Em até 10 anos após o diagnóstico de mielofibrose primária, cerca de 20% dos pacientes pode progredir para leucemia mieloide aguda, um tipo de câncer agressivo com alta taxa de mortalidade4,5. Atualmente, as opções de tratamento para a mielofibrose são limitadas e a única cura potencial é o transplante de células-tronco. A sobrevida após 5 anos do transplante chega a 30%7. No entanto, devido à idade avançada, grande parte dos pacientes não possui elegibilidade para o transplante.
Sabe-se que a mielofibrose afeta atualmente entre 0,5 e 1,5 pessoa a cada 100 mil habitantes no mundo e muitas pesquisas para estudar a doença e encontrar novas alternativas terapêuticas estão em andamento. Recentemente o jornal científico The New England Journal of Medicine (NEJM) publicou os resultados de dois estudos Fase III que estão investigando uma nova molécula, a ruxolitinibe, para o tratamento da mielofibrose. De acordo com os resultados, após 24 semanas, 41,9% dos pacientes que receberam o medicamento tiveram uma redução de pelo menos 35% no volume do baço, diminuindo os sintomas debilitantes e melhorando a qualidade de vida. A nova molécula, da Novartis, atua na inibição das enzimas tirosina quinase JAK1 e JAK2, responsáveis pela regulação da função imunológica, formação e desenvolvimento das células sanguíneas, e que no caso da mielofibrose estão funcionando de maneira descontrolada.
Sobre a Novartis (www.novartis.com.br)
A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constante mudança dos pacientes e da população. Com sede em Basileia, Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio para melhor atender a essas necessidades: medicamentos inovadores, cuidados com os olhos, medicamentos genéricos de baixo custo, vacinas preventivas, ferramentas de diagnóstico, e produtos de consumo em saúde e saúde animal. A Novartis é a única empresa global com posição de liderança em todas essas áreas. Em 2011, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 58,6 bilhões, enquanto cerca de US$ 9,6 bilhões (US$ 9,2 bilhões excluindo encargos de depreciação e amortização) foram investidos em pesquisa e desenvolvimento em todo o Grupo. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 124.000 pessoas e operam em mais de 140 países ao redor do mundo.
Referências
1 Dictionary of Cancer Terms. National Cancer Institute. US National Institutes of Health. Disponível no endereço:http://www.cancer.gov/dictionary/. Acessado em abril de 2011.
2 Leukemia & Lymphoma Society. Idiopathic myelofibrosis. Disponível no endereço:
http://www.lls.org/content/nationalcontent/resourcecenter/freeeducationmaterials/mpd/pdf/idiopathicmyelofibrosis. Acessado em abril de 2011.
3 Gangat N, Caramazza D, Vaidya R, et al. DIPSS-plus: A refined Dynamic International Prognostic Scoring System (DIPSS) for primary myelofibrosis that incorporates prognostic information from karyotype, platelet count and transfusion status. J Clin Oncol. 2011;29:392-397.
4 Abdel-Wahab O, Manshouri T, Patel J, et al. Genetic analysis of transforming events that convert chronic myeloproliferative neoplasms to leukemia. Cancer Res. 2010;70(2):447-452.
5 Beer PA, Green AR. Pathogenesis and management of essential thrombocythemia. Hematology Am Soc Hematol Educ Program. 2009;621-628.
6 National Center for Biotechnology Information, US National Library of Medicine, National Institutes of Health. Myelofibrosis. Disponível no endereço: 
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/ . Acessado em abril de 2011.
7 Patriarca F, Bacigalupo A, Sperotto A, et al. Allogeneic hematopoietic stem cell transplantation in myelofibrosis: the 20-year experience of the Gruppo Italiano Trapianto di Midollo Osseo (GITMO). Haematologica. 2008;93 (10):1514-1522. <erica.sato@inpresspni.com.br>



FONTE>>http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=23699&op=saude
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