segunda-feira, 10 de setembro de 2012

'Bombeirinho' que fez campanha consegue doador de medula óssea


Menino sonha em ser bombeiro e virou 

símbolo de campanha em Maringá.


Família chegou a Curitiba para a realização 

do transplante.



O menino João Daniel, de seis anos, que tem leucemia e é conhecido em Maringá, no norte do Paraná, como João Bombeirinho porque sonha em ser bombeiro, chegou a Curitiba para a realização de um transplante de medula óssea nesta segunda-feira (10).  A família saiu de Maringá às 9h30 e chegou ao Aeroporto do Bacacheri às 10h30 em um avião fretado pela empresa do plano de saúde do menino.
A mãe Ana Paula Stevam explicou ao G1 que a viagem estava programada para o dia 28 de agosto, mas precisou ser adiada por conta de uma infecção na garganta de João. "Graças a Deus conseguimos chegar. Foi uma viagem rápida e tranquila".
João e a família foram recebidos por dois soldados do Corpo de Bombeiros (Foto: Adriana Justi / G1)João e a família foram recebidos por dois soldados do
Corpo de Bombeiros (Foto: Adriana Justi / G1)
João veio vestido com uma réplica do uniforme dos bombeiros e contou que viajou de avião pela primeira vez.
"Foi muito legal, eu gostei muito. É muito alto, mas eu quero viajar mais vezes", contou o menino, que assim que desceu do avião, correu para ir ao banheiro. 
A família descobriu a doença em 2007. Em outubro de 2010, após uma semana de várias sessões de quimioterapia, os bombeiros de Maringá realizaram um dos sonhos do menino. Vestido com a réplica do uniforme da corporação ele foi 'resgatado' do quarto do Hospital do Câncer de Maringá a bordo da escada da equipe de resgate. "Ele ficou muito feliz e emocionado, afirmou várias vezes que queria ser bombeiro quando crescer para salvar a vida de muitas pessoas", contou a mãe.
Desde então, João desfila como bombeiro com o apoio de amigos e grupos que atuam no combate ao câncer para convencer as pessoas a entrar para o cadastro de doadores. As campanhas são realizadas nos principais pontos da cidade, como parques, praças e shoppings.
João descobriu a doença em 2007 e desde então faz campanhas  (Foto: Ana Paula Stevam / Arquivo pessoal)João descobriu a doença em 2007 e desde então faz
campanhas (Foto: Ana Paula Stevam / Arquivo pessoal)
João e os pais foram recebidos pelos soldados dos bombeiros Flávio e Franciele, que os levaram em um veículo oficial da corporação até o Hospital de Clínicas (HC).
De acordo com a mãe, há possibilidade de o garoto passar por exames ainda nesta segunda-feira.
Esta é a segunda vez que o bombeirinho recebe a notícia de que teria um doador. O primeiro caso foi em maio de 2011, mas os exames apontaram apenas 40% de compatibilidade. "Desta vez é diferente, esse doador tem 90% de compatibilidade. Estamos todos com muita esperança (...), tenho certeza que agora vai dar certo", relata a mãe.
Segundo o Hospital de Clínicas (HC), o transplante ainda não tem data definida, mas está marcado para o início de outubro.
Como doar
Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos que não tenha doença infecciosa transmissível pelo sangue pode doar. É só procurar um Hemocentro mais próximo onde será coletada uma pequena quantidade de sangue (5 ml) e preencher um formulário com dados cadastrais.
Se for verificada compatibilidade com algum paciente cadastrado no Registro de Receptores de Medula Óssea, o doador é, então, convocado para fazer testes confirmatórios e realizar a doação.

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