sábado, 15 de setembro de 2012

Mãe de Bombeirinho agradece milagre de encontrar doador e diz que filho já engordou 2 kg em Curitiba


A mãe do “Bombeirinho de Maringá”, Ana Paula Estevam, continua a luta diária de exames e consultas na preparação da cirurgia de transplante de medula óssea pela qual o seu filho, João Daniel de Barros, de seis anos, passará no próximo dia 5 de outubro, no Hospital de Clínicas (HC). Em Curitiba desde segunda-feira (10), o bombeirinho já engordou dois quilos, o que, segundo os médicos, é muito positivo para o procedimento.“A gente alugou uma quitinete para que ele possa se sentir em um lar, mas desde que ele chegou à capital, ele está em uma rotina de exames”, disse.

João possui leucemia e permaneceu na fila de espera a procura de um doador compatível durante quatro anos e veio do interior do Paraná após encontrar um doador com 90% de compatibilidade. A enfermeira do Setor de Medula Óssea do HC, em entrevista à Banda B, contou que foi realmente uma sorte dele, já que na raça branca a chance de encontrar um doador compatível é de uma em cada 100 mil. “O banco nacional de medula até tem um número considerável de doadores, cerca de 2 milhões, mas muitos que precisam dessa doação não encontram, já que a diversidade racial brasileira é muito grande”, afirmou.
Enquanto estava em Maringá, a família de João iniciou uma grande campanha de doação de medula e Ana Paula garante que, mesmo após a cirurgia, a campanha continua. “É um laço de amor que pode salvar muitas vidas. Enquanto ele fazia as sessões de quimioterapia nós pedíamos muito doadores e não apenas para ele”, disse.
A enfermeira do HC conta que a medula óssea pode ser considerada uma fabrica do sangue, que quando não funciona direito leva a doenças como leucemia e linfomas, já que prejudica a produção de algumas células importantes para o sangue. “Para o transplante é necessário ter compatibilidade e isso é independente do tipo de sanguíneos, é um tipo de célula especifica que a gente chama de antígeno que restabelece o funcionamento do sangue”, explicou.
Cadastro
Para fazer parte do banco de medula, o doador voluntário precisa ter entre 18 e 55 anos e procurar um dos bancos de sangue do país para a realização de um cadastro. É necessária apenas a coleta de 5 ml de sangue e manter os dados atualizados. “É importante que a pessoa não desista da doação mais tarde, se for compatível com alguém que necessite, a gente vai chamá-lo para refazer os exames para atestar a aptidão”, completou Ana Paula.
O doador fica internado apenas um dia e tem a medula 100% restabelecida em aproximadamente 30 dias.


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