domingo, 23 de setembro de 2012

Moradora de Tabapuã pode ser compatível



Nos últimos anos a população tem participadocom maior freqüência e dedicação de pedidos de doação de medula óssea, doação de sangue, de órgãos, etc. pulação tem participado com maior freqüência e dedicação de pedidos 

 O próprio Governo e instituições filantrópicas usam de artifícios modernos e chamativos, como por exemplo, a participação de pessoas famosas e do meio artístico (cantores, atriz, jogadores de futebol) nas propagandas de rádio e televisão para conseguir conscientizar e levar as pessoas para a doação.

Na cidade de Tabapuã,  o motivo que levou a advogada Karina Peres de Almeida Franco, casada, mãe de duas filhas gêmeas, a participar do banco de medula óssea foi a sensibilidade à “flor da pele”, ou seja, quando uma moça do mesmo município ficou doente e necessitou de um transplante, mas morreu pela falta, no ano de 2008.

Na primeira oportunidade Karina foi voluntária e doadora quando o Posto de Saúde de Tabapuã realizou um mutirão e colheu o material para a doação de medula óssea.

Para sua surpresa e alegria, a doadora recebeu o primeiro contato informando a sua suposta compatibilidade no dia 29 de agosto deste ano.

“Fiquei eufórica com a possibilidade de poder salvar a vida de alguém. Não tenho como resumir em palavras o que eu senti. Eu tinha apenas dezessete anos quando perdi minha mãe de câncer de mama, então essa doença mexe comigo de uma maneira bem profunda, saber que eu posso dar esperança para uma família de não se separar de um ente querido é simplesmente maravilhoso e uma benção divina”, explicou, emocionada.

A princípio a advogada se inscreveu no banco de medula óssea, por causa da garota da cidade que ficou doente e necessitou de transplante. 

Posteriormente, a doadora pesquisou sobre a doença e percebeu que como era difícil achar alguém compatível, até mesmo entre familiares.

“Então pensei, porque não tentar ajudar outras pessoas doentes também. Além de participar do banco de medula óssea, também já doei sangue algumas vezes”, disse.


A mãe da advogada antes de falecer necessitou de sangue, mas o tipo era muito raro na época (A negativo).

“Nesse período percebi e senti na pele o que é precisar de sangue e não ter. E hoje penso da mesma forma em relação à medula óssea”, comentou.

O Hemonúcleo de Catanduva realizou no dia 29 de agosto um novo teste de compatibilidade na doadora e agora Karina aguarda o contato para a realização de outros exames.

A doadora afirmou que gostaria muito de conhecer pessoalmente a pessoa a qual ela é compatível, mas não a título de curiosidade, e sim para poder abraçá-la.

“Eu gostaria de dizer muito obrigada pela oportunidade de me fazer um ser humano melhor, me sinto abençoada por Deus e feliz”, frisou. 

Hemonúcleo de Catanduva

Para se tornar um doador de medula óssea, segundo o Hemonúcleo de Catanduva, é necessário ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado de saúde, comparecer com os documentos pessoais (RG, CPF, e cartão do SUS), cadastrar os dados pessoais no hemonúcleo e colher 4 ml de sangue para o teste de compatibilidade (HLA).

Caso a pessoa seja portadora do vírus HIV ou esta em tratamento de câncer ela não poderá ser doadora.

De acordo com a responsável pelo setor de captação e assistente social, Francisca Caparroz Vicentin, os dados do doador e o resultado do exame (HLA) são encaminhados para um banco de dados (Redome) e quando surgi um paciente sua compatibilidade será verificada.

“Se o doador for compatível, outros testes sanguíneos serão necessários e se confirmada a compatibilidade a pessoa será consultada para decidir a doação”, explicou Francisca.

Atualmente em Catanduva cerca de 8 mil pessoas, possível doadores, estão cadastradas no Hemonúcleo e 62 pessoas foram novamente convocadas para a segunda fase do processo.

“É importante lembrar que para o paciente pode representar a única possibilidade de cura e quanto maior o número de pessoas cadastradas, maior a chance de encontrar um doador compatível. Quando passamos a informação que o doador é compatível, a gente pensa primeiro no paciente que possivelmente será salvo e depois na família por encontrar um doador”, afirmou a responsável pelo setor.  

As doenças que podem ser curadas ou tratadas com o transplante de medula óssea são as que comprometem a produção do sangue pela medula, como leucemias, linfomas, aplasias de medula óssea e crianças com alguma doença genética.

“Estamos a espera de novos doadores de medula óssea e sangue, contamos com a solidariedade das famílias de Catanduva e da região. 

Com certeza você poderá fazer a diferença. Lembre-se que ao ouvir o som da sirene passando perto de seu trabalho ou sua casa, pode ser alguém que esta sendo socorrido, entre a vida e a morte, precisando da sua doação”, finalizou Francisca.  

O Hemonúcleo Catanduva esta localizado na rua 13 de Maio, nº 974, no centro e o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7 às 13 horas e no sábado das 7 ás 12 horas.


fonte>>http://www.oregional.com.br/portal/detalhe-noticia.asp?Not=288413

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