quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ceará chegará ao 60º transplante e visa ampliações

Desde 2008, quando o procedimento começou, já foram 59 transplantes, sendo 19 só em 2012. O transplante realizado no Ceará é o autólogo, em que as células são do próprio paciente. Em 2013, novo tipo será iniciado




O Ceará chegará, na próxima sexta-feira, a 60 transplantes de medula óssea realizados após quatro anos do início do procedimento. O tipo de transplante feito no Estado é o autólogo, em que o paciente recebe células da própria medula. Até outubro de 2012, foram 19 transplantes autólogos. Segundo o chefe do departamento de Transplante de Medula Óssea do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fernando Barroso, a próxima sexta-feira marcará o 20º procedimento deste ano. 

O ano de 2013 trará novos horizontes para o tratamento no Estado. Um processo de licitação está em andamento para a construção de uma unidade com oito leitos, sendo quatro para transplante autólogo, três para o alogênico (em que as células vêm de um doador externo) e um de retaguarda. Hoje, quem precisa do transplante alogênico busca-o em outros estados.

O investimento é do Ministério da Saúde, após envio de projeto pela equipe cearense. No início de 2013, as obras devem começar e a expectativa é de que os procedimentos sejam possíveis já no segundo semestre.

Recomeços

Entre os 59 pacientes que passaram pelo transplante autólogo nos últimos quatro anos, está Gerlúcio Alves Marcelino, 33, natural do município de Cedro. Em setembro último, ele completou dois anos como transplantado. Encaminhado a Fortaleza para buscar o diagnóstico de um inflamação que não cessava, ele soube do linfoma e da necessidade de quimioterapia. Após seis sessões e uma volta esperançosa para casa, a doença voltou e os caminhos da saúde o trouxeram à Capital, onde passou por um processo rápido de transplante autólogo.

As visitas bimestrais a Fortaleza são para realizar os exames de acompanhamento. Ele continua a receber o suporte do Grupo de Apoio ao Paciente Onco-hematológico do Ceará (Gapo).

Segundo o médico Fernando Barroso, a cada transplante, 40 profissionais multidisciplinares se envolvem. É ao empenho dessas pessoas que Fernando Barroso relaciona o crescente número de transplantes, assim como o sucesso alcançado - apenas duas pessoas, das 59, vieram a óbito. Ele ressalta também a importância da parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), “essencial no processo”.

Serviço 
Mais sobre doação de medula óssea:

Hemoce
Endereço: av. José Bastos, 3.390 - Rodolfo Teófilo
Telefone: (85) 3101 2296
FONTE>>

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