quinta-feira, 25 de outubro de 2012

João Bombeirinho passa por dias difíceis até o transplante

O dia 24 de outubro tem sido aguardado com ansiedade pelo menino João Daniel de Barros, o "João Bombeirinho". Nesta data ocorrerá o tão esperado transplante de medula óssea, que poderá lhe salvar da leucemia (câncer no sangue).

A última semana antes do procedimento, no entanto, não tem sido fácil para o menino, de apenas seis anos. Desde terça-feira (16) ele passou por 15 sessões de radioterapia e iniciou, neste domingo (22), as quimioterapias. São duas sessões até amanhã, uma que começa às 4h e segue até as 6h, e outra que dura das 14h às 20h.

"Ele tem febres altas, de 39º C, e muito vômito, de tal forma que não está conseguindo comer e por isso está se alimentando por sonda. Mas é um procedimento necessário para destruir plaquetas, leucócitos e outras partes doentes das células do sangue. Somente assim ele poderá receber uma nova medula, que irá produzir elementos saudáveis ao corpo", explica a mãe do garoto, Ana Paula Estevan.

Mas assistir o filho passar por tais provas não é fácil para uma mãe. "Ele está abatido e sem imunidade. É triste ver seu filho definhar deste jeito. Mas sabemos que depois do transplante ele irá renascer para uma vida saudável", fala.


João ficou assustado ao ter que ficar isolado na sala de radioterapia em Curitiba

As sessões de radioterapia foram extremamente difíceis para João, conta Ana. O procedimento foi realizado no Hospital Angelina Caron, em Curitiba. "O lugar é longe de onde estamos, que é o Hospital das Clínicas. Tínhamos que ir três vezes por dia até lá. Se somarmos o trajeto percorrido nos cinco dias dá mais de 600 km. Isso para um menino debilitado é muito ruim", conta Ana.

A radioterapia assustou o menino, que tinha medo de ficar isolado na sala de tratamento. "Ele ficou com medo, mas havia um sistema de áudio, e eu pude cantar para ele se acalmar", lembra.

Quando está no hospital, João só recebe visitas de sua mãe, por conta da imunidade baixa. Ele passa o tempo jogando vídeo-game e brinca com jogos e brinquedos pedagógicos. "É uma travessia difícil, mas sabemos que e para o melhor dele, e para que ele nunca mais tenha que passa por este sofrimento. É uma grande prova de fé", diz.


João fará o tranplante de medula óssea
nesta quarta-feira (24)


Bombeirinho

O diagnóstico de leucemia linfoide aguda foi dado quando João Bombeirinho tinha apenas 1 ano e 11 meses. A partir daí, o menino enfrentou sessões de quimioterapia e passou por cirurgias durante dois anos, mas a doença não regrediu e os médicos disseram que só um transplante de medula óssea traria a cura a João.

A família iniciou, então, a busca por um doador compatível, já que nenhum parente poderia ser o doador. E veio o problema: as chances de achar um doador em um banco público de medula óssea são raras e podem ser de até uma em 1 milhão.

Como João sempre dizia que seu sonho era ser bombeiro quando crescesse, em 2010, o Corpo de Bombeiros realizou uma homenagem a ele. O menino foi retirado em uma escada magirus, utilizada em resgates, do quarto do Hospital do Câncer de Maringá, após uma sessão de quimioterapia.

Desde então, o garoto e a família iniciaram uma série de atividades para incentivar a doação de medula óssea. As campanhas se popularizaram e ganharam destaque em todo o Paraná, resultando no aumento do número de doadores.


FONTE
http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/612762/joao-bombeirinho-passa-por-dias-dificeis-ate-o-transplante/

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