quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ANEMIA PODE SER UMA INDICAÇÃO DE QUE SUA MEDULA ÓSSEA ESTEJA FALINDO


A principal função da medula óssea é produzir as células do sangue, ou seja, a hemoglobina, os leucócitos e as plaquetas. Sua falência, ou aplasia, pode ser herdada geneticamente ou resultar de doença autoimune. É mais comum na Ásia, entre 15 e 30 anos. A primeira indicação em geral é anemia, que causa fraqueza, cansaço, falta de ar e, dependendo da gravidade, pode ser fatal.





Aplasia significa falência. Já a medula óssea constitui-se de um tecido líquidoesponjoso avermelhado que ocupa o interior dos ossos. Todo o tecido medular se comunica entre si. É mais volumoso nos ossos longos dos braços e das pernas e nos do quadril. A principal função da medula óssea é produzir as células do sangue, ou seja, os leucócitos, encarregados da defesa; a hemoglobina, que transporta o oxigênio; e as plaquetas, que participam na coagulação do sangue. As células são produzidas na medula e, quando se tornam adultas, vão para a corrente sanguínea. Infelizmente, como outros órgãos e tecidos humanos, a medula óssea pode apresentar doenças, como a falência.
Há várias doenças que se apresentam pela falência da medula óssea. Caracteriza-se a chamada aplasia medular, também conhecida como anemia aplástica, quando o tecido perde a capacidade de produzir adequadamente as células sanguíneas. Ela adquire uma coloração esbranquiçada característica de gordura. O tecido da medula fale inteiramente, embora a intensidade possa variar de uma porção para outra. Embora não se saiba por quê, a doença é mais comum na Ásia, onde a incidência atinge cinco a 10 portadores em cada grupo de 1 milhão de pessoas. É rara no Ocidente. Pode manifestar-se em qualquer idade, mas ocorre mais entre os 15 e os 30 anos.
A aplasia medular pode ser passada geneticamente de pai para filho, manifestando-se já na infância, ou sobretudo, como disse, entre os 15 e os 30 anos em casos onde nao há um fator genético. Portadores da forma genética, claro, nascem com a doença. Já no segundo caso, que é o mais frequente, se trata de uma doença autoimune, ou seja, em que o próprio organismo, ainda não se sabe por quê, produz células que atacam a medula e a levam a falir.
O primeiro sintoma da aplasia medular em geral é anemia, que leva a fraqueza, cansaço, falta de ar e falta de força. Nas situações mais graves, claro, em especial quando cai bastante o número das células sanguíneas, muitas vezes ocorrem também sangramentos excessivos importantes (número de plaquetas está baixo)  e infecções (número de leucócitos está baixo).
Vale destacar que, nos casos menos intensos, às vezes a doença até passa despercebida e só é descoberta quando o portador doa sangue, faz exame de sangue como preparação para uma cirurgia ou realiza check-up. Nas situações mais graves, porém, pode até matar. Por isso mesmo, pessoas com sintomas, sobretudo se o número de dois dos três tipos de células de seu sangue está baixo, devem consultar logo um médico clínico geral ou hematologista. Se leu este artigo, até pode alertá-lo para a possibilidade de se tratar da doença. 
O diagnóstico inicial é baseado no histórico do caso, no exame físico, na contagem das células do sangue e em fazer uma biópsia de medula óssea, em geral retirada do osso do quadril. Aplasias mais discretas em geral não precisam ser tratadas, são apenas acompanhadas. Para os casos mais graves, em que a vida do portador pode correr risco, existem dois tipos de tratamento: transplante de medula óssea ou o uso de medicamentos que anulam a ação das células que atacam a medula. As duas formas, felizmente, dão ótimos resultados.

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