quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MEDULA ÓSSEA 66 transplantes feitos em 5 anos

Até o momento, no Estado do Ceará, 25 procedimentos já foram realizados. Tempo de espera é de 60 dias
O Ceará comemora em 2012 mais um recorde de transplantes de medula óssea, com o total de 66 procedimentos realizados, do ano de 2008 até hoje. A redução do tempo de espera pelo transplante no Estado, que é hoje de 60 dias, é um dos fatores que contribui para o aumento desse número. No Brasil, esse tempo de espera caiu de um ano, em 2004, para seis meses, no ano de 2010.
Para esclarecer sobre a questão, o Hemoce participa da mobilização nacional para a doação de medula óssea até o dia 21 de dezembro FOTO: ALEX COSTA

No Ceará, foram três procedimentos realizados em 2008, sete em 2009, 14 em 2010, 17 em 2011 e em 2012, até o momento, 25 transplantes. O Estado conta, hoje, com cinco pacientes na fila de espera. Em todo o Brasil, são 1.200 pessoas esperando para a realização do transplante de medula óssea.

Corpo
A medula óssea é um líquido armazenado dentro de alguns ossos do corpo e tem como função a produção das células do sangue. O transplante de medula óssea funciona como um tipo de tratamento para algumas doenças que afetam as células do sangue, a exemplo disso, a leucemia e o linfoma, e que consiste na substituição de uma medula óssea doente por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

O transplante autólogo, quando o paciente recebe células sadias da própria medula, é realizado pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio.

Já a partir de 2013, será solicitado o credenciamento para a realização do transplante alogênico, quando a unidade de transplantes de medula óssea do Hospital Universitário passar dos quatro leitos existentes atualmente para oito. Nesse tipo de procedimento, a medula vem de um doador. O Banco de Sangue Umbilical e Placentário do Ceará, no Hemoce, conta com 30 amostras preservadas, 27 já disponíveis para transplante, o que corresponde a um percentual de 90%, bem acima da média nacional, que é de 50%. Para esclarecer sobre a questão, o Hemoce participa da mobilização para a doação de medula até o dia 21.

A partir de 2003, a Fundação Edson Queiroz passou a levantar a bandeira em favor da doação de órgãos no Ceará com o Movimento Doe de Coração. Com essa iniciativa, o número de doações não parou de crescer.

Com dez anos, a campanha, que tem o apoio do Sistema Verdes Mares e da Universidade de Fortaleza (Unifor), segue estimulando a conscientização pela doação voluntária no Ceará. 


fonte>>http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1215976

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