segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Brasil registra 17 mil novos casos de mieloma múltiplo por ano


Mieloma múltiplo é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, especialmente em pacientes idosos

São Paulo - mieloma múltiplo, um tipo de câncer na medula óssea, provoca anemia e a destruição dos ossos. No Brasil, anualmente, são registrados 17 mil novos casos da doença, de acordo com os estudos da International Myeloma Foundation Latin America, organização dedicada à melhoria da qualidade de vida dos pacientes de mieloma e seus familiares, presente em mais de 113 países.

Vânia Hungria, professora adjunta da disciplina de hematologia e oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que todo tipo de câncer é um aumento exagerado de um determinado tipo de célula.

“No caso do mieloma – que acomete principalmente idosos – essa célula se prolifera e se infiltra por toda a medula óssea. Sabemos que 80% dos pacientes com a doença apresentam comprometimento ósseo e 20% têm problemas renais”, afirma a especialista.

Os principais sintomas do mieloma são: dores na coluna vertebral e bacia, além de fraqueza e cansaço físico, devido à anemia. A professora informa que no Brasil o diagnóstico da doença costuma ser tardio, pois as pessoas demoram para se consultar com um médico.

Para diagnosticar a doença é preciso realizar um exame chamado eletroforese de proteínas. Segundo Vânia, não existe cura para esse tipo de câncer.

“Porém, com o tratamento, o tempo de vida mediana dos pacientes é de cinco anos, o que dependerá de vários fatores, incluindo o quadro de saúde e idade do indivíduo. De acordo com as condições clínicas, pode ser indicado o transplante de medula óssea. Caso contrário, o tratamento é feito com medicamentos que também são muito eficientes”, conclui.

Fonte: D24am.com com informações do site ATMO - Amigos do Transplante de Medula Óssea

Consórcio ajuda a reduzir mortes por leucemia


Projeto envolvendo países da América permitiu que o tratamento no Brasil atingisse eficácia semelhante ao oferecido na Europa

Uma iniciativa inédita de membros da Associação Americana de Hematologia (ASH, na sigla em inglês) resultou na criação de um consórcio internacional de especialistas com o objetivo específico de diminuir a mortalidade por leucemia promielocítica aguda (LPA) nos países em desenvolvimento. O projeto permitiu que, no Brasil, o tratamento da doença atingisse eficácia semelhante ao oferecido por Estados Unidos e Europa.

Os resultados do projeto foram publicados nesta semana no site da revista Blood, publicação da ASH. O artigo é assinado pelo médico Eduardo Rego, coordenador no Brasil do Consórcio Internacional de Leucemia Promielocítica Aguda (IC-APL) e pesquisador do Centro de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto (CTC-HRP).
Segundo Rego, que é diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a LPA é um tipo de leucemia rara e agressiva. Mas, nos países desenvolvidos, onde o diagnóstico é feito precocemente, apenas 6% dos pacientes morrem nos primeiros 30 dias. A sobrevida global em três anos é de quase 90%. Já no Brasil, 30% dos pacientes morrem nos primeiros 30 dias e a sobrevida global após três anos é de 52%.

O médico conta que o grupo internacional partiu de um brainstorm para definir um novo protocolo para diagnóstico e atendimento da doença que levou em conta a realidade dos países em desenvolvimento.
Uma das adaptações do modelo de tratamento para os países latino-americanos foi a substituição da droga idarurrubicina - remédio de alto custo da classe dos antracíclicos adotado pelos países ricos - pela daurorrubicina, antracíclico barato de mais fácil acesso, disponível inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Uma comparação com um protocolo gêmeo espanhol mostrou que as duas drogas têm efeito semelhante.

Outra adaptação foi o uso de uma técnica de imunofluorescência anti-PML para diagnóstico da doença. A técnica foi desenvolvida e fornecida gratuitamente por um pesquisador italiano do consórcio. Além disso, a rede internacional de especialistas passou a se reunir semanalmente por conferências via internet para discutir caso a caso. Participaram do estudo 183 pacientes com a doença (122 do Brasil, 30 do México, 23 do Chile e 8 do Uruguai), recrutados em 2005.

Com o novo protocolo e a possibilidade de networking entre os maiores especialistas do mundo, a sobrevida global dos pacientes brasileiros que participaram do estudo aumentou para 80% e a mortalidade precoce diminuiu para 15%.
Rego afirma que a melhora dos resultados do tratamento foi garantida pela mudança de protocolo, pela garantia de diagnóstico da doença nas primeiras horas, pelo início imediato do tratamento e pela troca de experiência entre pesquisadores brasileiros e de fora.

Diante do sucesso da estratégia, o objetivo é expandir o estudo para Peru e Paraguai e repetir o estudo com outro tipo de leucemia: a leucemia mieloide aguda. "O estudo mostrou como a internet é uma ferramenta importante em Medicina, pois permitiu todo esse intercâmbio e também mostrou os resultados positivos dessa colaboração internacional", diz Rego.
No Brasil, além da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, participaram do consórcio outras seis instituições de referência: Unicamp, Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Fundação Hemope, de Pernambuco, e Universidades Federais de São Paulo (Unifesp), Paraná (UFPR) e Minas Gerais (UFMG).

Mariana Lenharo - 16 de janeiro de 2013

Pequenos com drama extra: falta remédio para leucemia


Fim da produção de medicamento contra a doença vendido no Brasil preocupa famílias de pacientes. Ministério da Saúde fará  chamamento público.

Jocemara Freitas, 25 anos, cuida da filha Isabelle, 04 anos, que está internada no Hospital Santo Antônio da Criança. Foto: André Feltes / Agencia RBS

A suspensão da produção do único remédio para tratamento da leucemia linfoide aguda em crianças vendido no Brasil deixou familiares de pacientes em pânico e mobilizou o Ministério da Saúde. O laboratório Bagó, responsável pela importação e venda do Elspar (também chamado de Asparaginase), fornecerá o produto para os hospitais por somente mais seis meses.
A diretora técnica, Soraia Moraes, afirma que a empresa está buscando outro fabricante, mas não deu prazo para a solução.

Taxa de cura chega a 80%
 No país, a cada ano, surgem 3 mil casos da doença. Segundo a coordenadora do setor de Oncologia Pediátrica do Hospital Santo Antônio da Santa Casa da Capital, Mariana Michalowski, a taxa de cura com o uso do remédio pode chegar a 80%.
Não existe um remédio equivalente no mercado nacional. O único disponível, de nome Erwinase, é caro, importado e só pode ser adquirido, por via judicial, mediante indicação médica para alérgicos ao Elspar. Uma caixa com cinco ampolas dura duas semanas e custa mais de R$ 10 mil.

- "Fiquei chocada"
 A dona de casa Jocemara Freitas, 25 anos, está preocupada com a saúde da filha Isabelle, quatro anos. Internada no setor de Oncologia da Santa Casa, a menina depende do medicamento para fazer a doença regredir.
- Fiquei chocada. Ela está no segundo ciclo da doença, mas melhorou muito - afirma a mãe.

No Clínicas, mais quatro meses
Nos hospitais da Capital, o estoque é baixo. A farmácia da Santa Casa dispõe de apenas 30 ampolas de asparaginase. No Clínicas, após nova compra, há lotes para quatro meses.
- É uma situação bem delicada, e a Santa Casa vai tentar comprar tudo o que puder. A Asparaginase é uma medicação eficiente usada no tratamento inicial da leucemia linfoide aguda - explicou a hematologista Mariana.

Saiba mais
O que é a doença
- Leucemia: é o câncer que afeta os glóbulos brancos (leucócitos) e a medula óssea, a "fábrica de sangue" do corpo. A principal característica é o acúmulo de células jovens anormais na medula que substituem as células sanguíneas normais.
- Sintomas: anemia, infecções e hemorragias
- Tipos de leucemia: em crianças, o mais comum é a linfoide aguda (linfoblástica). Em adultos, é a mieloide aguda.

Remédio
- Nome: Elspar (Asparaginase)
- Como age: destruindo uma enzima essencial para a sobrevivência das células cancerosas.

Ministério da Saúde convocará laboratórios
Na próxima semana, o Ministério da Saúde fará um chamamento público para que laboratórios nacionais e estrangeiros apresentem, em caráter de urgência, uma alternativa ao Elspar. Em caso de emergência, o ministério importará o medicamento similar disponível.
Para o presidente do Instituto do Câncer Infantil e chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital de Clínicas, Algemir Brunetto, a situação é extremamente grave:
- Na próxima semana, a Sociedade de Oncologia Pediátrica se reunirá para discutir a questão.

Importação de remédio é demorada
A secretária Gilvanda Matozo de Matos, 39 anos, da Capital, levou quase um ano para conseguir importar, por ordem judicial, o Erwinase para o filho João Felipe de Matos,
20 anos. O remédio é usado por pacientes que tiveram algum tipo de reação ao Asparaginase.
Gilvanda ingressou com pedido na Defensoria Pública do Estado. Além da demora - ele é importado do Reino Unido -, o trâmite burocrático é arrastado e desgastante. Por não ser regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a entrada do Erwinase no país exige apresentação de muitos documentos.

Sete caixas a R$ 60 mil
Além disso, é preciso comprovar ao banco o motivo da remessa para o Exterior.
- Se não fosse desse jeito, não conseguiria. Sete caixas com 35 ampolas custaram quase R$ 60 mil - lembra Gilvanda.

Para pedir auxílio
- Na Capital, a Defensoria Pública do Estado fica na Rua Sete de Setembro, 666, Centro.
- Na segunda-feira, funciona das 12h às 18h.
Na terça, quarta e quinta-feira, das 8h às 12h
e das 13h30min às 17h30min. Na sexta-feira, das
8h às 15h.
OBs.: Os pais só devem procurar a Defensoria para requisitar o Erwinase se tiverem indicação por escrito do médico.

Fonte: Eduardo Rodrigues/ Diário Gaúcho/ 19/01/2013

Doação de sangue e saúde da mulher são alvos de campanhas da CASS

A Coordenação de Assistência e Saúde do Servidor (CASS) promove, nos dias 30 e 31 deste mês, em parceria com o Hemocentro-MT, uma campanha de doação de sangue. O ponto de coleta funcionará das 8h às 17h30m, no dia 30, em frente ao RU, e no dia 31, em frente ao bloco da FAeCC. Qualquer pessoa entre 18 e 67 anos pode ser doador. Os doadores com idade entre 16 e 17 anos só poderão doar mediante autorização formal dos pais. Além disso, o voluntário deve pesar mais de 50 quilos, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e não ter ingerido bebida alcóolica nas últimas 24 horas. Quem tiver sido acometido de hepatite depois dos 10 anos de idade não pode ser doador.No dia da ação, oconcessor deve apresentar um documento de identidade com foto. 

Além dessa iniciativa, a CASS, por meio de sua Gerência de Desenvolvimento Social e de Saúde, promoverá, durante o mês de fevereiro, uma campanha em prol da saúde da mulher. A gerência convida a participar da campanha todas as mulheres pertencentes à comunidade universitária que não realizaram, nos últimos seis meses, o exame preventivo de câncer de colo uterino, ou aquelas que têm mais de 40 anos e, há mais de 12 meses, não efetuaram uma mamografia.Quem se encaixar nesse perfil deve procurar a CASS para agendamento de consulta e realização desses exames no período de 4 a 22 de fevereiro de 2013,das 7h30m às 12h.Mais informações pelo telefone 3615.8056.


Carteirinhas


A Coordenação de Assistência e Saúde do Servidor informa aos doadores que participaram da Campanha de Doação de Sangue nos dias 04, 05 e 06 de dezembro de 2012, que as carteirinhas já estão disponíveis, devendo ser retiradas na sede da CASS, das 07h30 às 17h, de segunda a sexta-feira. Para retirá-las é preciso levar um documento oficial com foto.


FONTE>>http://www.ufmt.br/ufmt/site/noticia/visualizar/9592/Cuiaba

Franca tem 15 mil doadores cadastrados de medula óssea


A funcionária Andreia Rose Peixoto com amostra de sangue de francano que vai para o banco de medula óssea
Quinze mil francanos estão cadastrados como doadores de medula óssea (tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, conhecido popularmente por “tutano”). Segundo o Hemocentro de Franca, eles estão inscritos no Redome (Registro Nacional de Doadores

Voluntários de Medula Óssea). Por mês, em média, são feitos 180 novos registros na cidade. No país, o Redome tem 3 milhões de cadastrados. O número poderia ser bem maior, segundo Marco Antônio Benedetti Filho, hematologista do Hemocentro de Franca, se as pessoas fossem mais bem informadas sobre o assunto. “Grande parte da população acha que a extração da medula óssea é dolorida, mas isso é uma simples confusão. O processo que envolve dor é a coleta da medula espinhal”, disse o médico.



O transplante de medula óssea é o tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma, por exemplo. “Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. Lembrando que a médula óssea é um sangue rico em células-mãe que fica dentro dos ossos”, afirmou Benedetti Filho.

O grande problema para a realização do transplante é a dificuldade de se encontrar um doador cujo HLA (Antígenos Leucotiários Humanos, na sigla em inglês) seja 100% compatível com o do doente. “A maior chance está entre os membros da família, mais precisamente nos irmãos. Eles têm 25% de compatibilidade. Já quando é necessário estender essa busca à população, essa chance é de uma para 100 mil”, disse o especialista. “É por isso que um banco de dados volumoso é de suma importância.”

Para se cadastrar no Redome, qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos e que esteja com a saúde em dia pode se dirigir ao Hemocentro. Todo o processo leva apenas 10 minutos e não é preciso estar em jejum. “É feito o cadastro inicial, depois é preciso que o doador responda a um questionário e então é feita a coleta de 10 ml de sangue”, disse Marco. “Essa amostra vai para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde é feito o mapeamento do HLA, que depois é enviado para o Redome. Os exames para saber se o doador carrega alguma doença só são feitos quando for constatada a necessidade de transplante.”

EXTRAÇÃO

Em caso de compatibilidade, o doador é imediatamente chamado ao HC de Ribeirão para realizar a extração de medula. “Atualmente existem dois métodos. No primeiro, é feita uma punção na região da bacia e, daqueles ossos, é retirada a medula. Tudo é feito sob o efeito de anestesia. Já o segundo método é mais moderno, porém extrai menos líquido. O paciente recebe um remédio que faz com que a medula óssea vá para as veias. Então um aparelho filtra o sangue e separa a medula”, afirmou o especialista. A escolha do método para a extração é feita entre o doador e os médicos.

Depois de extraída e devidamente filtrada, a medula é levada até o receptor e aplicada diretamente na veia. Depois de três semanas, as características imunológicas do doador são “transferidas” para o enfermo. “Existem casos em que até o tipo sanguíneo do paciente se transforma, passando a ser o mesmo que o de seu doador”, afirmou Benedetti. “Você se cadastra como doador e pode ser que a única esperança de toda uma família seja você.”

Todos os gastos referentes ao transplante são pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

fonte>>http://www.gcn.net.br/jornal/index.php?codigo=199616&codigo_categoria=4

sábado, 26 de janeiro de 2013

VÍDEO>>DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA 22-01 TV CAMPOS DE MINAS



VÍDEO>>Especial - Doação de Medula Óssea

Segue baixo número de doadores de medula óssea


Com três anos de existência o banco doadores de medula óssea, no Hemonúcleo de Três Lagoas, tem, hoje, apenas 2.945 pessoas cadastradas. O índice, segundo Vânia Lydia Nahas, responsável pelo setor de medula óssea, é considerado muito baixo quando comparado à demanda existente e à população local.  Ela explica que a média mensal de cadastro no órgão é 10 a 15 pessoas, quando o ideal seria em torno de 300 pessoas, considerando a população do município de aproximadamente 106 mil habitantes.

De acordo com Vânia Lygia, a chance de encontrar um doador compatível fora da família é de uma em 100 mil pessoas. “Por isso, quanto maior o número de cadastrados, mais chances os doentes terão”, pontuou.
Conforme, Vânia Lygia, ainda há muito medo por parte da população em ser doador. Mas, ela explica que não há risco algum em doar a medula óssea, pois em 14 dias o organismo repõe o líquido retirado. “É tão simples salvar uma vida”, frisou.
Transplante
O transplante de medula óssea é indicado para pacientes com leucemia, linfomas, anemias graves, imunodeficiências e outras 70 doenças relacionadas ao sistema sanguíneo e imunológico. Um transplante é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Para ser doador é preciso estar com boas condições de saúde e ter entre 18 e 55 anos. Os voluntários devem preencher um formulário com dados pessoais e depois é coletada uma amostra de sangue para o teste que verifica a compatibilidade do doador com o eventual receptor. O cadastramento é feito apenas uma vez e os doadores devem manter suas informações de contato sempre atualizadas.
O Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) armazena todos os resultados em um banco de dados. O doador é acionado quando a compatibilidade é confirmada. Para que o transplante de medula óssea seja realizado é necessário que a compatibilidade entre o doador e receptor seja de 100%.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

HEMONÚCLEO PRECISA DE DOADORES DE SANGUE COM URGÊNCIA

Pedidos são para abastecer hospitais da cidade e região; precisa-se de sangue de todos os tipos

O Hemonúcleo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está pedindo a ajuda da população para que doem sangue. A campanha visa arrecadar dos os tipos de sanguíneos e deve abastecer os hospitais de Araraquara e região.
Em nota, a Universidade informou que nos últimos tempos o número de doadores tem aumentado, mas as bolsas existentes no estoque não são suficientes para atender a demanda de pacientes que necessitam receber a transfusão. 
Unesp pede colaboração para doações de sangue
Foto: Divulgação

As doações podem ser feitas no Hemonúcleo Regional, situado na Rua Expedicionários do Brasil, 1.621, no Centro de Araraquara, entrada pela lateral, na Alameda da Saudade. Eles atendem pelo telefone 3301-6102. Os horários de atendimento são: de segunda à sexta-feira das 07 horas ás 18 horas e aos sábados das 8 horas ás 12 horas.

Para ser um doador basta ter idade entre 16 e 67 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e comunicar se estiver tomando algum medicamento; não estar em jejum; não comer alimentos gordurosos como carne gorda, feijoada, ovo, maionese, fritura; não fumar uma hora antes e não ingerir bebida alcóolica nas últimas 12 horas; após o almoço guardar três horas para doar sangue e para aqueles que fizeram endoscopia ou colonoscopia, somente seis meses após a realização do exame.

O doador precisa apresentar carteira de identidade (RG) ou carteira de habilitação (CNH). Doadores com 16 anos precisam estar acompanhados dos pais ou responsáveis e, maiores de 60 somente se já doaram sangue anteriormente.

fonte>>http://www.portalk3.com.br/Artigo/cidade/unesp-precisa-de-doadores-de-sangue-com-urgencia

ABECEDÁRIO DO TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA




A de Altruísmo
B de Boa vontade
C de Compatível
D de Doador
E de Enzima
F de Fé
G Galactocerebrosidase*
H Histocompatibilidade* 
I de Imunidade
J de Júbilo
de Licença
M de Medula
N Nascer de novo
O de Óssea
P de Proteção divina
Q Quimioterapia
R de Ribeirão*
S de Saúde
T de Transplante
U de União
V de Vitória
X Xô Baixo Astral e
de zelar

* Galactocerebrosidase é o nome da enzima que está insuficiente em meu sangue
* Histocompatibilidade é o exame para confirmar se duas pessoas tem medula óssea compatível

Reportagem especial mostra a importância da doação de medula óssea

Instantâneo 1 (22-01-2013 17-38)

Solidariedade. E esta atitude que vários pacientes de leucemias e linfomas esperam. Um gesto de doação pode salvar muitas vidas, pois a cada ano, milhares de crianças e adultos desenvolvem doenças que necessitam do transplante da medula óssea. Pacientes que na maior parte das vezes esbarram na falta de doadores o que dificulta a compatibilidade para realização do procedimento. Um gesto simples, mas que pode mudar a vida de muita gente. O Jornal Candidés vai mostrar a importância deste ato.




fonte>>http://www.sistemampa.com.br/candides/reportagem-especial-mostra-a-importancia-da-doacao-de-medula-ossea/

Hemoce e HUWC realizam o 70° transplante autólogo de medula óssea

Na manhã desta terça-feira, 22 de janeiro, a equipe do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) e do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) realizaram o septuagésimo (70) transplante autólogo de medula óssea, aquele em que o paciente recebe células sadias da própria medula. A paciente beneficiada pelo procedimento sofria de mieloma múltiplo, um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea por conta do crescimento descontrolado de células plasmáticas, que fazem parte do sistema imunológico do corpo e são liberadas para a corrente sanguínea.

O primeiro transplante autólogo realizado através do Sistema Único de Saúde do Ceará aconteceu em setembro de 2008 e desde então o número de transplantes é crescente ano a ano. Foram dois transplantes em 2008, sete em 2009, 14 em 2010, 17 em 2011, 26 em 2012 e o quarto somente no início deste ano. Para o médico responsável pela equipe, Dr. Fernando Barroso, o avanço dos números e aceitação ao tratamento é uma conquista para o Estado. "O sucesso nos procedimentos nos impulsiona a trabalhar e acreditar ainda mais em nosso trabalho, que é o de salvar vidas", afirma.

Cadastro de medula óssea

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemia, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando ele recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o alogênico, quando precisa receber células da medula de outra pessoa.

Para aumentar as chances de vida dos pacientes que necessitam de transplante alogênico, é preciso aumentar o número de pessoas cadastradas como doadores de medula óssea. Atualmente, o Ceará reúne aproximadamente 113 mil pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Vale ressaltar que no Brasil as chances de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil, por isso, quanto mais pessoas cadastradas mais chances de compatibilidade.

Para se cadastrar é muito simples, basta estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motorista ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10ml de sangue.

O cadastro para doador de medula óssea é único, por isso, é importante mantê-lo atualizado. Se o seu cadastro foi realizado através do Hemoce, a mudança de dados podem ser enviadas para o e-mailnucleo.medula@hemoce.ce.gov.br . Caso não tenha sido feito através da Hemorrede do Ceará, o cadastro deve ser alterado através do site do Instituto Brasileiro de Câncer (Inca).

Transplante alogênico

Este ano - com previsão para fevereiro - quando a unidade de transplantes de medula óssea do Hospital Universitário Walter Cantídio passará dos atuais quatro leitos para oito, será solicitado o credenciamento para a realização de transplante alogênico. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O Hemoce iniciou em 2012 a a coleta não aparentada de medula óssea para transplante alogênico. Dois pacientes foram beneficiados. A primeira coleta foi realizada em julho e o receptor mora na Itália e segunda coleta aconteceu em outubro e o beneficiado mora em São Paulo.

A coleta para transplante alogênico era realizada somente no hemocentro de Natal e Recife. Para o Dr. Fernando Barroso, o feito marca um avanço para a saúde do Estado. "O procedimento prova que o Ceará tem buscado avanços para a saúde, não esquecendo da excelência e qualidade", disse.

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Suzana de Araújo Mont'Alverne
Assessora de Imprensa - Hemoce
3101.2308 / 9663.2344 / 8768.0618

 

Garoto de 1 ano e 9 meses receberá medula óssea em hospital

Assim que confirmou a tão sonhada gravidez, a psicóloga Juliene Azevedo, 33 anos, seguiu a cartilha das gestantes. Acompanhou em detalhes o crescimento do bebê, dedicou-se à hidroginástica, posou para as tradicionais fotografias. Na euforia e na delicadeza do momento dos preparativos, ela e o marido, o servidor público Poty Carvalho, 41, não imaginavam o que estava por vir. O filho deles teria um raríssimo tipo de anemia medular, conhecido como síndrome de Blackfan Diamond. Ela limita a produção das células vermelhas do sangue.

O menino, Guilherme Frazão Oliveira, começou a manifestar a doença após o primeiro mês de vida. O mal acomete uma em cada 150 mil crianças. Guilherme faz parte de um grupo ainda mais restrito de pacientes: tem a síndrome associada a uma imunodeficiência primária. “Um estudo recente, feito nos Estados Unidos e ainda não publicado, relatou que de um universo de 59 casos pesquisados, 10% têm a síndrome associada a uma imunodeficiência primária”, afirma a médica responsável pelo setor de Onco-hematologia pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, Juliana França da Mata.

Essa trama, que começa triste, anda cheia de boas notícias. O menino já tem data para passar por um transplante de medula óssea, única cura para seu caso. Em 3 de fevereiro, embarca com a família para São Paulo - em Brasília, só são feitos transplantes autólogos, que reinjetam a medula do próprio paciente, e apenas em adultos. O procedimento está marcado para o dia 18, no Hospital Sírio Libanês da capital paulista. Ontem, a Amil, plano de saúde que atende a família, liberou o procedimento.


fonte>>http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2013/01/22/interna_brasil,419249/garoto-de-1-ano-e-9-meses-recebera-medula-ossea-em-hospital.shtml

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Artistas se reúnem para campanha de doação de sangue no carnaval

Várias ações estão sendo programadas para a campanha, que só termina depois do Carnaval
 Carlos Grevi

Várias ações estão sendo programadas para a campanha, que só termina depois do Carnaval

Este ano, o “Vista a Fantasia da Solidariedade” trará mais personalidades para sua tradicional campanha, que chega ao décimo ano. Eles se uniram a Luiza Brunet para que os estoques estejam abastecidos no período da folia. As musas Selminha Sorriso, Milena Nogueira, Quitéria Chagas e Viviane Araújo, que todos os anos brilham na Sapucaí desfilando pelas suas escolas de samba também estarão participando desta ação, ao lado dos atores Daniel Rocha, Mateus Solano, Alexandra Richter, Adriana Birolli, Marcos Caruso e Elke Maravilha.
Luiza Brunet estará na abertura, dia 23, candidatando-se à doação de sangue, como faz todos os anos.
“É essencial que façamos da doação de sangue um hábito. Fico muito orgulhosa em participar dessa campanha tão importante. Todos que por algum motivo ainda não doaram sangue, deveriam vir, pois é uma sensação emocionante. Com uma única doação, podemos salvar até quatro vidas, o que torna este ato, gratificante”, explicou a madrinha da campanha.
O ator Daniel Rocha, que interpretou o jogador de futebol Roni na novela Avenida Brasil, tem consciência da importância da doação de sangue regular.
“Doo sangue desde os 19 anos e a última vez, doei por aférese, que é um processo mais complexo, onde somente as plaquetas são coletadas. Fiquei muito feliz em participar da campanha, pois reconheço a importância desse gesto. O período do carnaval é uma época complicada, pois historicamente, acontecem muitos acidentes, mesmo com todas as campanhas preventivas e de conscientização, aumentando a necessidade de transfusões e tratamentos emergenciais. Essa é uma época na qual a doação voluntária deveria ser maior e o que acontece é justamente o contrário, portanto, todo incentivo e conscientização são fundamentais “, alertou Daniel.
Marcos Caruso, que participou da mesma novela acredita que a doação de sangue é algo que tem um sentido muito amplo, que vai muito além do simples gesto.
“Em qualquer doação você tem o retorno do recebimento, mesmo que ele seja da realização pessoal. Mas, no caso da doação de sangue, esse retorno é muito maior, pois ele é a base da vida. Quando se doa sangue, você está recebendo vida, e está recebendo também amor, fraternidade e cidadania”, argumentou.
Mateus Solano também já doou sangue mas reconhece que a maioria das pessoas ainda não possuem este hábito. Por isso também estimula as campanhas de doação.
"Nunca ouvimos uma notícia dizendo que os hemocentros estão repletos e com o seu estoque em um nível ideal. Sempre há uma necessidade constante, que se agrava em períodos de feriados prolongados e festas como réveillon e carnaval, onde a doação de sangue se torna fundamental. Se você é saudável e preenche os requisitos exigidos, não deixe de doar. Imaginem que qualquer um de nós pode precisar um dia. E se, por um acaso isso acontecer, todos nós gostaríamos que houvesse sangue disponível para nos atender, mas isso só pode acontecer se houver doação”, explicou o ator.
Acompanhada de sua alegria e irreverência, a veterana Elke Maravilha também ficou muito feliz e surpresa em participar de uma campanha de doação de sangue.
“Apesar de ter sido doadora durante vários anos, é a primeira vez que participo de uma ação como esta. Espero que consigamos muitos doadores não somente para esta campanha, mas também para todas as outras ações ao decorrer do ano”, disse a ex-manequim, que este ano também será enredo de uma escola de samba paulista.
Várias ações estão sendo programadas para a campanha, que só termina depois do Carnaval. A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro foi escolhida para abrir a campanha devido ao trabalho que realiza em parceria com o instituto, com a realização de coletas externas, durante o ano. No dia 27 (domingo), uma equipe do Hemorio vai realizar coleta móvel na quadra da vermelho e branco, na Tijuca. A coleta também vai ajudar o pai da rainha de bateria Viviane Araújo, que realiza um tratamento e precisa de transfusões regulares.
Para ser um doador de sangue, o voluntário precisa estar bem de saúde, deve trazer um documento oficial de identidade com foto, ter entre 16 e 68 anos e pesar mais de 50 quilos. Não é necessário estar em jejum. O candidato deve somente evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e as bebidas alcoólicas 12 horas antes. Jovens com 16 e 17 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsáveis. O modelo da declaração pode ser adquirido através do site do Hemorio – www.hemorio.rj.gov.br.

Banco de Sangue do Hospital Ana Costa precisa de doadores


O Banco de Sangue do Hospital Ana Costa está necessitando, com urgência, de doações de todos os tipos sanguíneos. Para doar, basta comparecer alimentado ao Banco de Sangue do Hospital que fica na Rua Amazonas, 143, no 8º andar do Centro de Diagnóstico do Hospital Ana Costa.

O funcionamento é de segunda a sexta feira, das 8h à 14h. Mais informações através do telefone 3226-9252.

Doar sangue é um ato de amor que salva vidas. O sangue é constantemente renovado, conforme a necessidade do nosso organismo. A cada bolsa de sangue doada, três pacientes são beneficiados, já que o sangue colhido do doador é fracionado em três componentes: as plaquetas, as hemácias e o plasma, cada um com um destinatário diverso.

Informações úteis

- O doador deve tomar café da manhã: não comparecer em jejum. Após o almoço aguardar 2 horas para doar.
- A idade mínima para doar é 16 anos e a máxima 67 anos. Comparecer com a carteira de identidade. Menores de idade devem vir acompanhados pelo responsável.
- O doador deve ter boa saúde. Não deve estar em uso de medicamento, gripado ou resfriado. Deve ter peso superior a 50 quilos.
- O intervalo para cada doação é de 2 meses para homens e de 3 meses para mulheres. Entre 60 e 65 anos o intervalo deve ser de 6 meses  para cada doação.
- Média de tempo para doação: 15 a 45 minutos
- Não pode doar sangue quem foi ou é portador de: Hepatite, Diabetes, Doenças do coração, Doenças dos rins, Doenças do sangue e Doenças infecciosas
Doar sangue é um ato de amor que salva vidas. (Foto: Divulgação)
Doar sangue é um ato de amor que salva vidas. (Foto: Divulgação)


Hemorio lança campanha para aumentar estoques de sangue no carnaval


Este ano, o “Vista a Fantasia da Solidariedade” trará mais personalidades para sua tradicional campanha, que chega ao décimo ano. Eles se uniram a Luiza Brunet para que os estoques estejam abastecidos no período da folia. As musas Selminha Sorriso, Milena Nogueira, Quitéria Chagas e Viviane Araújo, que todos os anos brilham na Sapucaí desfilando pelas suas escolas de samba também estarão participando desta ação, ao lado dos atores Daniel Rocha, Mateus Solano, Alexandra Richter, Adriana Birolli, Marcos Caruso e Elke Maravilha. 
Luiza Brunet estará na abertura, dia 23, candidatando-se à doação de sangue, como faz todos os anos.
- É essencial que façamos da doação de sangue um hábito. Fico muito orgulhosa em participar dessa campanha tão importante. Todos que por algum motivo ainda não doaram sangue, deveriam vir, pois é uma sensação emocionante. Com uma única doação, podemos salvar até quatro vidas, o que torna este ato, gratificante – explicou a madrinha da campanha.
O ator Daniel Rocha, que interpretou o jogador de futebol Roni na novela Avenida Brasil, tem consciência da importância da doação de sangue regular. 
- Doo sangue desde os 19 anos e a última vez, doei por aférese, que é um processo mais complexo, onde somente as plaquetas são coletadas. Fiquei muito feliz em participar da campanha, pois reconheço a importância desse gesto. O período do carnaval é uma época complicada, pois historicamente, acontecem muitos acidentes, mesmo com todas as campanhas preventivas e de conscientização, aumentando a necessidade de transfusões e tratamentos emergenciais. Essa é uma época na qual a doação voluntária deveria ser maior e o que acontece é justamente o contrário, portanto, todo incentivo e conscientização são fundamentais - alertou Daniel.
Marcos Caruso, que participou da mesma novela acredita que a doação de sangue é algo que tem um sentido muito amplo, que vai muito além do simples gesto.
- Em qualquer doação você tem o retorno do recebimento, mesmo que ele seja da realização pessoal. Mas, no caso da doação de sangue, esse retorno é muito maior, pois ele é a base da vida. Quando se doa sangue, você está recebendo vida, e está recebendo também amor, fraternidade e cidadania - argumentou.
Mateus Solano também já doou sangue mas reconhece que a maioria das pessoas ainda não possuem este hábito. Por isso também estimula as campanhas de doação.
- Nunca ouvimos uma notícia dizendo que os hemocentros estão repletos e com o seu estoque em um nível ideal. Sempre há uma necessidade constante, que se agrava em períodos de feriados prolongados e festas como réveillon e carnaval, onde a doação de sangue se torna fundamental. Se você é saudável e preenche os requisitos exigidos, não deixe de doar. Imaginem que qualquer um de nós pode precisar um dia. E se, por um acaso isso acontecer, todos nós gostaríamos que houvesse sangue disponível para nos atender, mas isso só pode acontecer se houver doação - explicou o ator.
Acompanhada de sua alegria e irreverência, a veterana Elke Maravilha também ficou muito feliz e surpresa em participar de uma campanha de doação de sangue. 
- Apesar de ter sido doadora durante vários anos, é a primeira vez que participo de uma ação como esta. Espero que consigamos muitos doadores não somente para esta campanha, mas também para todas as outras ações ao decorrer do ano - disse a ex-manequim, que este ano também será enredo de uma escola de samba paulista. 
Coleta móvel na quadra do Salgueiro
Várias ações estão sendo programadas para a campanha, que só termina depois do Carnaval. A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro foi escolhida para abrir a campanha devido ao trabalho que realiza em parceria com o instituto, com a realização de coletas externas, durante o ano. No dia 27 (domingo), uma equipe do Hemorio vai realizar coleta móvel na quadra da vermelho e branco, na Tijuca. A coleta também vai ajudar o pai da rainha de bateria Viviane Araújo, que realiza um tratamento e precisa de transfusões regulares.
A própria Viviane estará na quadra, recepcionando os doadores que comparecerem no dia. Para isso, convoca os salgueirenses para juntarem-se à campanha.
- É muito importante que toda a comunidade e amantes do samba estejam lá, ou então no próprio Hemorio. O Salgueiro quer mostrar que além de garra e samba no pé, também tem atitude e solidariedade correndo nas veias! – disse Viviane.
De acordo com a diretora geral do Hemorio, Clarisse Lobo, o apoio das escolas de samba tem sido muito importantes para a continuidade do sucesso da campanha.
- Desde que a ação foi criada, há dez anos, conseguimos manter os estoques para este período, que é crítico. E, a cada ano, buscamos mais parcerias para que o “Vista a Fantasia da Solidariedade” cresça. Para esta edição, conseguimos um time de personalidades que dará um brilho ainda maior, reforçando ainda mais as ações educacionais e o pedido para que a população doe sangue. O apoio das agremiações tem sido fundamentais para este sucesso, já que as atividades se estendem por todo o ano em suas comunidades e quadras e não ficam restritas somente à época do Carnaval – explicou a diretora.
Quem pode doar sangue?
Para ser um doador de sangue, o voluntário precisa estar bem de saúde, deve trazer um documento oficial de identidade com foto, ter entre 16 e 68 anos e pesar mais de 50 quilos. Não é necessário estar em jejum. O candidato deve somente evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e as bebidas alcoólicas 12 horas antes. Jovens com 16 e 17 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsáveis. O modelo da declaração pode ser adquirido através do site do Hemorio – www.hemorio.rj.gov.br.
O Hemorio é o hemocentro coordenador do Estado do Rio de Janeiro, que abastece com sangue e derivados cerca de 180 unidades de saúde, entre elas, as grandes emergências, maternidades e UTI´s. No Rio de Janeiro, ainda há mais 26 unidades de coleta de sangue coordenados tecnicamente pelo Hemorio como o Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel; Hospital da Posse, em Nova Iguaçu; Hospital Geral de Bonsucesso e o Instituto Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras. Os endereços e horários de funcionamento dos postos podem ser obtidos através do Disque Sangue (0800 282 0708) que esclarece outras dúvidas e agenda a doação com hora marcada.
O Hemorio fica na Rua Frei Caneca, 08 – Centro, ao lado do Campo de Santana e funciona todos os dias (inclusive sábados, domingos e feriados), das 7 às 18 horas.

Hemonorte precisa de doação para repor estoque de sangue em Natal

Estoque de sangue do Hemocentro de Botucatu está estável no momento.  (Foto: Lucas Machado/ Núcleo de Comunicação do HCFMB)


Há urgência para todos os tipos, principalmente os de fator RH Negativo.
Unidade explica o que é preciso fazer e os locais de doação.



O Hemocentro Dalton Cunha (Hemonorte), em Natal, está precisando, de sangue de todos os tipos, principalmente os de fator RH Negativo (A, B, AB e O). Segundo o órgão, que emitiu nota nesta segunda-feira (21), existe urgência em repor o estoque, atender as urgências e emergências, cirurgias eletivas e para transfusão de hemofílicos e de pacientes leucêmicos.


Em nota, o Hemonorte afirma que a unidade dispõe de pouco mais de 400 bolsas, sendo que deste total as de fator negativo estão quase acabando. Para que o estoque se mantenha equilibrado, a direção afirma que são necessárias 800 bolsas/dia.
Segundo o Hemonorte, para doar sangue é preciso: estar bem de saúde; ter entre 16 e 68 anos (incompletos) – jovens com 16 e 17 anos podem doar com autorização dos pais ou responsáveis legais; pesar no mínimo 50 quilos; não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação; portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista ou carteira do conselho profissional).
Informações pelos telefones (84) 3232-6701 / 6724.
Locais para doação:
Sede do Hemonorte - Av. Alexandrino de Alencar (próximo ao Parque das Dunas), das 07h às 18h;
Posto de Coleta da Zona Norte - Complexo Cultural, Av. João Medeiros Filho, Potengi, das 08h às 17h;
Unidade Móvel – Av. Marechal Deodoro da Fonseca (em frente à Catedral), Centro, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Brasil reduziu pela metade índice de mortalidade precoce de leucemia LPA




Rio de Janeiro – Um estudo elaborado em rede por países em desenvolvimento e desenvolvidos mostra que, nos últimos seis anos, o Brasil, México, Chile e Uruguai conseguiram reduzir pela metade o índice de mortalidade precoce da leucemia promielocítica aguda (LPA), um tipo mais agressivo de câncer do sangue e da medula óssea.  

Para o coordenador do grupo no Brasil, Eduardo Rego, do Centro de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto (CTC-HRP), a cooperação em rede foi fundamental para o bom resultado e para a melhoria operacional nos controles de casos.

“Esse tipo de câncer é um dos mais agressivos, há elevada mortalidade nos primeiros dias após o diagnóstico, devido a manifestações hemorrágicas muito graves. Por isso, o diagnóstico mais precoce é muito importante, e o fato de conseguirmos trabalhar em consórcio permitiu que a gente fizesse o reconhecimento dessa forma de leucemia em poucas horas, o que é crucial”.

Antes da criação do consórcio, em 2006, a mortalidade no primeiro mês após o diagnóstico era acima de 30% e a sobrevida global após três anos era cerca de 50%. Em 2011, a pesquisa mostrou que a taxa de mortalidade caiu para 15% e a de sobrevida aumentou para 80%. Rego explicou que, em países da Europa como a Espanha, a mortalidade precoce fica entre 5% a 7% e a taxa de sobrevida de 90%, onde o modelo de consórcio é antigo. “Esperamos alcançá-los em breve”.

O oncologista explicou que o grupo foi criado em 2006 para que países em desenvolvimento pudessem trocar experiências e dados de seus pacientes e receber apoio de grupos de referência da Europa e dos Estados Unidos. Estudos clínicos de sucesso nos países desenvolvidos foram adaptados às peculiaridades de cada país.  

Uma das adaptações de maior êxito, segundo o estudo foi a substituição da idarrubicina, substância mais utilizada no combate à doença na Europa e de elevado custo, peladaunorrubicina, que é uma substância de menor custo e mais facilmente encontrada no mercado brasileiro. “Ela alcança os mesmos resultados. A taxa de remissão, ou seja, de cura, foi semelhante a da  idarrubicina”, garantiu o médico.

Outras sete instituições brasileiras participam do consórcio: Universidade de Campinas (Unicamp); Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo; Fundação Hemope, de Pernambuco; e as universidades federais de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Além do Brasil, participam do consórcio internacional México, Chile, Uruguai, países da Europa e Estados Unidos.
O estudo foi patrocinado exclusivamente com dinheiro público e, no Brasil, o financiamento foi provido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo  (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na última segunda-feira (14), a pesquisa foi publicada no periódico científico Blood, da Sociedade Americana de Hematologia, referência mundial na especialidade. Para o editor-chefe da revista, Bob Löwenberg, o estudo aumenta o nível de percepção sobre os problemas médicos e estimula a cooperação e trocas entre especialistas para adaptar experiência às realidades de cada país.
“Esse estudo demonstra de forma convincente – não na teoria, mas dentro da realidade do cuidado médico - que é possível implementar experiências sofisticadas de tratamento em áreas do globo menos privilegiadas tanto em relação à infraestrutura com à expertise médica”, disse o editor.

No Brasil, o desconhecimento da incidência dos subtipos da doença compromete o tratamento, porque não existem estatísticas precisas da LPA. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) previu no ano passado 4.570 novos casos em homens e 3.940 em mulheres, mas o levantamento não distingue a leucemia aguda da crônica.
Eduardo Rego diz que a estimativa é que cerca de 20% das leucemias mielóides agudas sejam do tipo LPA.  “Faltam estudos claros de base populacional que indiquem qual a incidência das leucemias mielóides agudas. Ainda temos uma carência muito grande de base de dados populacional”, explicou.