sábado, 12 de janeiro de 2013

Com doença grave, Bruno Rios aguarda doador de medula compatível


O jogador Bruno Rios, que fez parte do elenco do União Mogi em 2010, União Suzano (Usac) em 2011 e tem passagens pelas bases do Corinthians, Portuguesa, Vasco e Seleção Brasileira, está internado há mais de dois meses com aplasia medular e, sem familiares compatíveis, ainda aguarda um doador de medula para um transplante. Enquanto isso, ele faz tratamento à base de medicamentos.

Para o Dr. Luís Pracchia, médico hematologista do Hospital São Camilo de São Paulo, que acompanha de perto o caso do jogador, a doença de Bruno é considerada grave. “O paciente Bruno Rios Estradiote apresenta o diagnóstico recente de anemia aplástica idiopática grave, conhecida popularmente como aplasia de medula óssea. Ele está em tratamento sob internação hospitalar e encontra-se estável”, conta.
Segundo o médico, não há formas de evitar a doença por não haver um conhecimento da causa específica. Ela pode ser leve/moderada ou grave, como no caso do jogador.

Tratamento
Existem duas formas de tratamento da doença. A primeira é através do transplante de medula óssea alogeneico que utiliza uma célula tronco do doador. O transplante é o tratamento de escolha para todos os pacientes com menos de 45 anos e que tenham um doador de medula compatível, seja um familiar ou não.

Já a segunda, o tratamento de imunossupressão, visa acabar com a reação imunológica do organismo e permitir o crescimento de novas células tronco com a recuperação do funcionamento da medula. Os resultados desse tratamento podem ocorrer em até três meses.

No caso de Bruno, ele não tem doador compatível na família para o transplante e está aguardando a busca de um doador não familiar através do Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme). Ele foi tratado há 20 dias com a imunossupressão e, segundo o médico responsável, ainda é cedo para observar a resposta desse tratamento.

Se o remédio sofrer o efeito esperado pela família, o jogador pode não precisar do transplante de medula. “O tratamento (por imunossupressão) é bem sucedido em aproximadamente 80% dos pacientes”, conta Pracchia.

Bruno Rios ainda não tem previsão de alta do hospital. Ele segue se recuperando do tratamento à base de remédios e aguarda uma avaliação médica futura que vai definir se será necessário ou não o transplante.

O que é aplasia medular?

Muita gente já ouviu falar da doença, porém não sabe como ela age no corpo da vítima e como pode ajudar. “A aplasia medular é uma doença rara do sangue, na qual ocorre uma reação imunológica do organismo contra as células tronco da medula óssea, que leva ao bloqueio da produção normal do sangue e à diminuição das células vermelhas do sangue. Isso acarreta em anemia, diminuição das células brancas, aumento do risco de infecções graves e diminuição das plaquetas, podendo aumentar o risco de sangramentos graves”, explica Pracchia.

Como doar?

A medula óssea é o centro de produção de todas as células do sangue, originada das células tronco sanguíneas. Os interessados em doar medula óssea voluntariamente, podem procurar o Hemocentro da Santa Casa de São Paulo (Rua Marquês de Itu, nº 579, Vila Buarque, próximo à estação Santa Cecília, do Metrô). Todas as pessoas com boa saúde e idade entre 18 e 54 anos podem doar.

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