segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Franca tem 15 mil doadores cadastrados de medula óssea


A funcionária Andreia Rose Peixoto com amostra de sangue de francano que vai para o banco de medula óssea
Quinze mil francanos estão cadastrados como doadores de medula óssea (tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, conhecido popularmente por “tutano”). Segundo o Hemocentro de Franca, eles estão inscritos no Redome (Registro Nacional de Doadores

Voluntários de Medula Óssea). Por mês, em média, são feitos 180 novos registros na cidade. No país, o Redome tem 3 milhões de cadastrados. O número poderia ser bem maior, segundo Marco Antônio Benedetti Filho, hematologista do Hemocentro de Franca, se as pessoas fossem mais bem informadas sobre o assunto. “Grande parte da população acha que a extração da medula óssea é dolorida, mas isso é uma simples confusão. O processo que envolve dor é a coleta da medula espinhal”, disse o médico.



O transplante de medula óssea é o tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma, por exemplo. “Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. Lembrando que a médula óssea é um sangue rico em células-mãe que fica dentro dos ossos”, afirmou Benedetti Filho.

O grande problema para a realização do transplante é a dificuldade de se encontrar um doador cujo HLA (Antígenos Leucotiários Humanos, na sigla em inglês) seja 100% compatível com o do doente. “A maior chance está entre os membros da família, mais precisamente nos irmãos. Eles têm 25% de compatibilidade. Já quando é necessário estender essa busca à população, essa chance é de uma para 100 mil”, disse o especialista. “É por isso que um banco de dados volumoso é de suma importância.”

Para se cadastrar no Redome, qualquer pessoa com idade entre 18 e 55 anos e que esteja com a saúde em dia pode se dirigir ao Hemocentro. Todo o processo leva apenas 10 minutos e não é preciso estar em jejum. “É feito o cadastro inicial, depois é preciso que o doador responda a um questionário e então é feita a coleta de 10 ml de sangue”, disse Marco. “Essa amostra vai para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde é feito o mapeamento do HLA, que depois é enviado para o Redome. Os exames para saber se o doador carrega alguma doença só são feitos quando for constatada a necessidade de transplante.”

EXTRAÇÃO

Em caso de compatibilidade, o doador é imediatamente chamado ao HC de Ribeirão para realizar a extração de medula. “Atualmente existem dois métodos. No primeiro, é feita uma punção na região da bacia e, daqueles ossos, é retirada a medula. Tudo é feito sob o efeito de anestesia. Já o segundo método é mais moderno, porém extrai menos líquido. O paciente recebe um remédio que faz com que a medula óssea vá para as veias. Então um aparelho filtra o sangue e separa a medula”, afirmou o especialista. A escolha do método para a extração é feita entre o doador e os médicos.

Depois de extraída e devidamente filtrada, a medula é levada até o receptor e aplicada diretamente na veia. Depois de três semanas, as características imunológicas do doador são “transferidas” para o enfermo. “Existem casos em que até o tipo sanguíneo do paciente se transforma, passando a ser o mesmo que o de seu doador”, afirmou Benedetti. “Você se cadastra como doador e pode ser que a única esperança de toda uma família seja você.”

Todos os gastos referentes ao transplante são pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

fonte>>http://www.gcn.net.br/jornal/index.php?codigo=199616&codigo_categoria=4

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