sábado, 18 de maio de 2013

Batalha por doador de medula óssea para salvar "guerreira"

Ana Clara


Com apenas 6 anos, Ana Clara Assunção dos Santos é uma guerreira. No fim de 2012, a menina recebeu o diagnóstico de aplasia de medula e agora precisa de um transplante para sobreviver. A luta de Cacá, como é chamada pela família e pelos amigos, mobiliza milhares de pessoas em uma rede social da internet na busca por doadores de medula.
Diferentemente da leucemia – em que há uma proliferação de células jovens ocupando a medula óssea de forma desordenada, levando à dificuldade na produção de glóbulos vermelhos, plaquetas e glóbulos brancos sadios –, na aplasia a medula para de produzir as células do sangue.
 
“Essa doença leva a uma baixa imunidade, com risco de infecções, anemia e sangramento por baixa de plaquetas. O tratamento é à base de substâncias que alteram a imunidade do organismo, mas, em alguns casos, somente o transplante pode levar à cura por completo”, explica o médico hematologista Ricardo Vilas Freire de Carvalho.
 
Só na cama
 
A garotinha alegre e ativa agora fica cansada com facilidade e brinca somente em cima da cama, para não correr o risco de cair e ter uma hemorragia. Apesar disso, a menina também não perde a esperança e até ajuda a mãe nas campanhas feitas pelo Facebook.
 
“É uma situação muito difícil. Por isso, tentamos ‘segurar’, ficar forte por causa dela”, diz a enfermeira Fernanda Assunção Santana, mãe de Ana Clara. 
 
Procura
 
“Ninguém da família é compatível com ela, por isso a campanha é fundamental para incentivar a doação de medula por várias pessoas, porque muita gente precisa”, diz a mãe.
 
Segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), até novembro do ano passado havia 45 pacientes na lista de espera por um transplante de medula óssea em Minas Gerais.
 
Os voluntários só são convocados para a realização do transplante após confirmada a compatibilidade entre eles e o receptor.



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