quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cearense Ana Cecília faz transplante de medula pelo SUS, em São Paulo

Criança Ana Cecília consegue transplante pelo SUS (Foto: Arquivo pessoal)

Depois de meses de espera, a menina Ana Cecília Pontes, de 4 anos, de Fortaleza, realizou o transplante de medula óssea necessário à sua sobrevivência. Portadora de leucemia linfoblástica aguda, a menina recebeu a medula da irmã, Letícia, em um procedimento realizado no sábado (25), no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), em São Paulo (SP).
O transplante foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem que houvesse a necessidade de utilizar os recursos disponibilizados pelo Governo do Estado do Ceará para que fosse realizado em um hospital particular, o Albert Einstein, de São Paulo. A vaga no Itaci surgiu 3 dias antes do procedimento marcado no Hospital Albert Einstein.

Em fevereiro deste ano, a mãe de Ana Cecília, Juliana Nobre, ajuizou uma ação na Justiça requerendo que o Estado do Ceará pagasse todos os custos necessários ao transplante - cerca de R$ 500 mil - bem como o pagamento das despesas da irmã, que era a doadora compatível. A ação se fez necessária por não haver vaga disponível no Itaci e dada à urgência necessária para realização do procedimento,  devido à gravidade do estado de saúde de Ana Cecília. Em 12 de março, o Governo do Estado disponibilizou os recursos.
O transplante teve que ser adiado por conta de complicações de saúde de Ana Cecília e, com isso, surgiu uma vaga em um hospital público, o Itaci. De acordo com Ítalo Malveira, pai de Ana Cecília, o transplante foi realizado com sucesso. "Ela foi internada na quinta-feira (23)  e submetida a sessões de rádio e quimioterapia para que a medula dela fossse destruída e pudesse receber a da irmã", conta.
A irmã de Ana Cecília, Letícia, foi internada na noite de sexta-feira (24) e recebeu alta em 24 horas. "Ana Cecília continua no hospital por tempo indeterminado até que a medula recebida seja "aceita" pelo organismo. Como a medula da irmã era 100% compatível, o transplante é de baixo risco e a esperança é de que esse processo demore o mínimo possível", diz o pai.
Ítalo Malveira comemora o resultado do procedimento e o fato de ter sido realizado em hospital das rede pública. "Não precisamos utilizar o dinheiro do Estado e aqui [no Itaci] temos o tratamento necessário e eficiente para a recuperação da Ana Cecília".

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