quinta-feira, 9 de maio de 2013

Doação de medula óssea cresce quase 1000% em dez anos

Levantamento realizado pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea e o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostraque o número de transplantes de medula óssea entre pessoas sem parentesco subiu de 29 doadores (em 2003), para 248 ano passado.

Para Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca, esse número ainda pode crescer com a quebra de velhos mitos sobre doação. "É muito comum às pessoas confundirem medula óssea com medula espinhal. A medula óssea é um tecido de consistência líquido-gelatinosa que se encontra dentro das cavidades ósseas e que contém células progenitoras, que dão origem ao sistema hematopoético (sangue) e imune. A medula espinhal é parte do sistema nervoso e fica dentro da coluna vertebral. Justamente por esta dúvida, muitas pessoas ficam preocupadas em doar medula, pois ouvem falar em pessoas que ficam paraplégicas por acidentes com a coluna vertebral, mas uma coisa não se relaciona com a outra", afirma.

Existe também a ideia de que o doador pode ter problemas futuros, que o transplante é dolorido e exige um longo afastamento do trabalho. "A doação é segura e não provoca problemas hematológicos ou no sistema imune em longo prazo, pois a porcentagem retirada, cerca de 15% do material existente, é recomposta em apenas 15 dias. A dor é tolerável, o procedimento tradicional em centro cirúrgico utiliza anestesia e o doador necessita de analgésicos simples por, no máximo, três a quatro dias após a coleta da medula. O afastamento do trabalho é variável e dura em média de cinco a sete dias", explica Bouzas.

O cadastro de doador voluntário de medula óssea pode ser realizado nos Hemocentros. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos de idade e que esteja em bom estado geral de saúde, podem se cadastrar. Para se tornar um voluntário, é preciso retirar uma pequena quantidade de sangue (5 ml) e preencher uma ficha com informações pessoais. O sangue será tipificado por exame laboratorial de histocompatibilidade (HLA), onde são identificadas as características genéticas que podem influenciar no transplante.

Fonte: Isaúde

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