quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fhemeron coleta amostras para doação de medula óssea, em Cacoal

Amostras de possíveis doadores são coletadas pela Fhemeron (Foto: Paula Casagrande/G1 RO)


Desde segunda-feira (13) a Fundação de Hemoterapia do Estado de Rondônia (Fhemeron), em Cacoal (RO), está coletando amostras de sangue para cadastramento no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Nesta terça-feira (14), cerca de 10 possíveis doadores já tinham coletado a amostra de sangue para o registro.
A técnica em enfermagem Valquíria Potin, de 28 anos, é doadora de sangue há dois anos. Ao comparecer ao hemocentro para mais uma doação, aproveitou para se cadastrar também como doadora de medula óssea.
“É uma ação importante e que não custa quase nada. Um dia pode ser a gente precisando, então é cada um fazer sua parte”, reconhece. A medula óssea é usada para tratamento de doenças como câncer e anemias mais severas.
Para Clarice Hamanaka, enfermeira responsável pelas coletas sanguíneas, as doações de sangue realizadas em Cacoal para o cadastramento de doadores de medula óssea representam uma vitória.
“Antes, as pessoas só podiam se cadastrar por Porto Velho ou quando a carreta do Hospital do Câncer de Barretos fazia o trajeto por aqui”, ressalta.
A enfermeira destaca que a ação é importante para aumentar o banco de dados de doadores e as chances de encontro entre doador e receptor. “Quanto mais pessoas cadastradas, as chances de salvar vidas se tornam maiores. As chances de encontrar um doador compatível é de um para 100 mil. Entre familiares próximos, as chances são de 25%", explica.
De acordo com Clarice, num primeiro momento apenas cinco ml de sangue são coletados do doador. A amostra é enviada para a Fundação Hemeron, em Porto Velho, onde passa por exames, quando o doador será cadastrado no registro nacional.
Sangue é enviado para hemocentro de Porto Velho (Foto: Paula Casagrande/G1 RO)Sangue é enviado para hemocentro de Porto Velho
(Foto: Paula Casagrande/G1 RO)
“[O doador] não está doando medula, só colhendo sangue para entrar no banco de cadastro nacional. Caso alguém compatível seja encontrado, é feito contato com o doador”, adianta.
Para o diretor técnico da Fhemeron, Arthur Freire de Barros, além de se tornar um doador, é importante também manter o cadastro atualizado. “Temos que ter essa segurança para que, caso seja encontrado o doador, possa ser feito contato com urgência”, finaliza.

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