quinta-feira, 2 de maio de 2013

Transplante inédito de medula cura menina com Talassemia


Maria Vitória, de 6 anos, está curada da talassemia após ser submetida a um transplante de medula óssea e de sangue de cordão umbilical doados pela sua irmã, Maria Clara, de 1 ano


Médico opera um paciente em uma cirurgia de transplante

Cláudia Veloso, vice-presidente da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta), diz que o resultado desse transplante é uma esperança para a cura e deve encorajar outros pais
São Paulo - Maria Vitória, de 6 anos, está curada da talassemia. A menina foi submetida a um transplante de medula óssea e de sangue de cordão umbilical doados pela sua irmã, Maria Clara, de 1 ano, que nasceu após ter sido geneticamente selecionada por não ter o gene da talassemia e ser 100% compatível com a irmã mais velha - procedimento inédito no Brasil.

Maria Vitória sofria de talassemia major, uma doençacrônica e grave que acontece quando a medula óssea produz menos glóbulos vermelhos e, consequentemente, não consegue fabricar sangue na frequência necessária.
Por isso, ela recebia transfusões de sangue a cada três semanas e tomava remédios diariamente para controlar a quantidade de ferro no corpo.
Depois de procurar mais de 30 médicos em busca de uma solução para a doença da filha, os pais de Maria Vitória - Jênyce Reginato da Cunha e Eduardo da Cunha - decidiram passar pela fertilização in vitro para selecionar um embrião que pudesse ajudar na cura de Maria Vitória.
Na prática, funcionou assim: a fertilização resultou em dez embriões, que tiveram suas células analisadas. Desses, dois eram saudáveis e totalmente compatíveis com a menina. Eles foram implantados no útero de Jênyce, mas apenas um sobreviveu. Foi aí que nasceu Maria Clara, em fevereiro do ano passado.
No parto, os médicos colheram as células do cordão umbilical de Maria Clara. Como a quantidade não era suficiente para o transplante, foi necessário esperar que o bebê completasse 1 ano para coletar um número maior de células da medula ósseas.
Maria Vitória foi internada em meados do mês de março no Hospital Sírio-Libanês para dar início ao condicionamento: recebeu altas doses de quimioterapia para destruir as células da sua medula óssea e deixar o sistema imunológico zerado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário