domingo, 2 de junho de 2013

DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA: Uma atitude que pode salvar e mudar vidas

medulaossea
Muito se fala em atitudes e valores que o ser humano deve ter entre eles, a solidariedade, o amor ao próximo, o companheirismo, a ajuda aos necessitados, enfim, muitos outros. Às vezes, o mais simples dos gestos pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa. Nesse sentido, muitas campanhas são lançadas pelo governo ou por entidades que visam trabalhar essas atitudes.
Nesta semana o Jornal de Chapada falar sobre doação. Doar no dicionário significa ‘transmitir gratuitamente a outrem’, ou seja, doar algo à outra pessoa sem pedir nada em troca, e este é um ato de amor ao próximo e a si mesmo. Existem muitas pessoas que realizam este tipo de doação, uma das que mais se fala é a doação de sangue.
Também é possível visualizar na carteira de identidade de muitas pessoas ‘Doador de órgãos’, o que também é um ato de solidariedade. Porém, uma das doações que menos é pautada é a Doação de Medula Óssea.
Para falar sobre o assunto, o JC entrou em contato com Alexandra Mazzoca, Coordenadora de Captação de Doadores do Hemocentro Regional de Passo Fundo que respondeu algumas questões.
A equipe do Jornal de Chapada descobriu que no município existe uma doadora compatível que já está se preparando para realizar a doação, esta é Márcia dos Santos Dreifke, de 37 anos, que tem 3 filhos: Régis Luís – 18 anos, Robson Andrei – 11 anos e Dyenifer Luísa – 8 anos. Ela foi selecionada por ser compatível a um paciente que necessita de doação de medula, mas para realizar a doação, precisou assinar um termo de consentimento. Segundo o termo, o paciente pode ser brasileiro ou estrangeiro, estar no país ou fora dele. Após ser chamada, ela teve que se submeter a alguns exames laboratoriais como: hemograma, hemostasia/coagulograma, bioquímicos, sorológicos, grupo sanguíneo e fator RH, parasitológico e teste de gravidez (em caso de mulher), e clínicos: Raio X de tórax, eletrocardiograma e exame físico.
marciadreifke
A medula óssea doada é o material encontrado dentro dos ossos, rico em células tronco-hematopoéticas – CTH. A pessoa doadora ficará internada por no máximo 1 dia (o tempo necessário para a preparação, doação e recuperação).
O JC foi até a casa de Márcia para saber um pouco mais desta história. Ela já era doadora de sangue, e um dia através da programação da Rádio Simpatia ouviu um aviso de utilidade pública sobre doação de medula óssea. Neste dia, o Hemocentro (de Passo Fundo) estaria no Supermercado Coagril. Como já havia programado de fazer as suas compras, e alguma coisa lhe dizia que deveria se inscrever, aproveitando a ocasião decidiu ser doadora de medula, preencheu um formulário, e tirou 5ml de sangue para amostra e realização de testes de compatibilidade.
Após ter se cadastrado demorou em torno de 2 anos para ser chamada, fez 3 testes, os 2 primeiros deram incompatibilidade e o terceiro confirmou a sua compatibilidade, a notícia lhe foi dada pelo REDOME de São Paulo que entrou em contato com Márcia para marcar uma consulta no Hospital de Clínicas em Porto Alegre. Explicou a seus filhos como seria a doação e logo teve o apoio de sua família.
Para fazer os exames teve que se deslocar a Porto Alegre. O CAIS a levou até Passo Fundo, onde pegou um avião em direção à Capital, todos os seus custos foram ressarcidos, ela recebeu as passagens, hospedagem em hotel e R$ 350,00 para as despesas com alimentação e deslocamento.
A doadora não sabe para quem irá doar. Gostaria de saber, mas o médico lhe informou que seria sigilo completo. Depois se o paciente quiser conhecer quem doou a medula poderá entrar em contato para conhecê-la.
Márcia, emocionada disse: “É algo mais forte e sem explicação ver as pessoas sofrendo mexe com o nosso lado humano”.
A doação será na próxima semana. Márcia será encaminhada ao Hospital das Clínicas em Porto Alegre, onde no dia 28 realizará a retirada da medula para doação.

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