segunda-feira, 10 de junho de 2013

OUTBACK COMPARA RECARGA DE BATERIA DE CELULAR COM DOAÇÃO DE SANGUE




Uma causa, um motivo, uma ideia. Seria essa a receita para uma campanha de marketing social funcionar? Não! Pra variar, sem dúvida, irreverência é a chave do sucesso. Aliás, esse assunto é tão pertinente no momento que os últimos posts do AdSoul foram todos a respeito de campanhas com temáticas sociais.
E para quem acha que criar esse tipo de campanha é mais fácil por não existirem cobranças em relação a faturamento, participação de mercado ou qualquer outra pressão presente nos grandes anunciantes, lamento dizer que não é bem assim. Imaginem que essas campanhas precisam estabelecer novos paradigmas sociais, mudar a mentalidade de seres humanos e buscar uma mudança comportamental para afetar diretamente a sociedade, isso lhe parece simples? Claro que não!
Mas como nem tudo é um conto de fadas com personagens bonzinhos e super heróis preocupados em salvar o mundo, sejamos realistas. Afinal, mundo é capitalista!
Não é à toa que o interesse das empresas privadas em incentivarem causas sociais cresce expressivamente. O que eles perdem com isso? Absolutamente nada! Pelo contrário, ganham e muito. Não necessariamente em faturamento, mas em “imagem corporativa”. Vivemos uma discussão eterna sobre a questão do lucro financeiro envolvido nas campanhas, mas seja lá o que for, para mim, o que importa é que finalmente as campanhas estão ganhando cada vez mais irreverência, recebendo mais atenção dos criativos e gerando engajamento social.  
Um case que me chamou muito a atenção foi do Outback em parceiria com o Clube Sangue Bom. Uma ideia genial para abordar a importância da doação de sangue.

Interessante notar que eles conseguem falar do assunto de um jeito descontraído e que chama atenção não só pela inovação tecnológica, mas também pela reflexão que a ação gera. A campanha identificou que vivemos em tempos em que as pessoas não conseguem viver sem celular, e que ficar sem bateria é a pior coisa do mundo. A partir disso, transmitiram a ideia de que o que a gente precisa mesmo é de SANGUE pra viver! E assim, fizeram o consumidor sentir “na pele” e repensar a doação de sangue.



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