terça-feira, 2 de julho de 2013

BH terá mais leitos para transplantes de medula óssea

BH terá mais leitos para transplantes de medula óssea

Foram mais de dois anos de espera na fila por um transplante de medula óssea (TMO) autólogo e, enfim, José Pereira de Paiva, de 59 anos, conseguiu um leito para realização do procedimento tão aguardado. O aposentado tem um linfoma na medula e foi internado no último dia 13 para passar pelo procedimento, que deve durar de 20 a 30 dias. 
 
“Agora, a expectativa do meu pai e de toda a família é a de, no mínimo, uma melhora significativa da qualidade de vida, e, claro, voltar a colocar o pé na estrada e fazer as viagens que tanto gosta”, disse animada a nutricionista Patrícia Paiva, filha de Pereira.
 
“Meu pai tem linfoma, um tipo de leucemia, e faz tratamento desde 2009, quando foi diagnosticada a doença. No final de 2010, ele foi encaminhado para a fila de transplante, e, desde então, vivíamos ansiosos pela vaga em um leito. Estamos muito felizes porque esse dia chegou”, disse animada a nutricionista.
 
O tempo de espera para realização do TMO autólogo para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderá diminuir, trazendo esperança na luta contra o câncer. É que a partir de julho o procedimento será realizado também no Hospital Luxemburgo, em parceria da Hematológica Clínica de Diagnóstico e Tratamento das Doenças do Sangue, o Instituto Mário Pena e o Hemominas.
 
Inicialmente, serão quatro leitos dedicados ao tratamento, sendo dois para pacientes que dependem da rede pública. Com isso, a previsão é a de que sejam atendidos 48 pacientes por ano.
 
“Em Minas, faltam instituições preparadas para esse tipo de transplante e são poucos os hospitais que fazem o transplante de medula, pelo fato de ser um procedimento complexo”, disse o superintendente financeiro do Instituto Mário Pena, Antônio Rezende.
 
Diferentemente do método alogênico, onde há necessidade de um doador, no TMO autólogo as células transplantadas são do próprio paciente. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a garantia de ser o próprio “doador” não significa necessariamente que o transplante será feito de imediato, já que há um déficit de leitos e hospitais qualificados para o procedimento. 
 
Atualmente, em Minas, estima-se que existam pelo menos 60 candidatos do SUS aguardando a vez. 

 

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