terça-feira, 9 de julho de 2013

Dois seropositivos sem sinais do VIH após transplante de medula óssea





Dois seropositivos, em Boston, nos EUA, não revelaram sinais do vírus da sida no sangue depois de terem recebido um transplante de medula óssea, noticiou esta quarta-feira o jornal The Star, citando um dos médicos que os tratou, avança a agência Lusa.

O médico Timothy J. Henrich disse, na Conferência da Sociedade Internacional de Sida, a decorrer na Malásia, que os dois homens pararam o tratamento antirretroviral há mais de um mês e não mostram sinais do vírus VIH.

Timothy J. Henrich ressalvou que, no caso em apreço, não se pode falar ainda em cura, já que os dois homens terão de ser submetidos a mais testes.

"Um seguimento [dos dois seropositivos] de pelo menos um ano será necessário para entender o impacto total de um transplante de medula óssea no vírus da sida", sustentou.

Além de seropositivos, os dois homens têm linfoma de Hodgkin (um tipo de cancro) e estavam a ser tratados com antirretrovirais há um largo período de tempo.

Um deles recebeu o transplante de medula há quatro anos, enquanto o outro há três. Os dois homens continuaram com o tratamento contra o VIH, tendo um deles abandonado a terapêutica há 15 semanas e o outro há sete.

O vírus, que antes do transplante era facilmente detectável no sangue, tornou-se indetectável.

O médico Timothy J. Henrich explicou que as células dos dadores de medula óssea substituíram as dos seropositivos.

O especialista adiantou que o caso é distinto do seropositivo norte-americano que foi declarado como curado depois de ter recebido uma medula óssea de uma pessoa com resistência ao vírus da sida.

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