sábado, 20 de julho de 2013

Transplante de medula não sai por falta de leito

Doador de 27 anos mora na Alemanha e só virá a Ribeirão quando estiver tudo certo


F.L.Piton / A Cidade
Pedro já conseguiu o mais difícil, que foi controlar a doença e encontrar um doador, mas terá de esperar por um leito para fazer o transplante (Foto: F.L.Piton / A Cidade)
Pedro Lemos Sanches só tem 2 anos mas já venceu grandes batalhas. Diagnosticado com leucemia desde outubro do ano passado, ele e a família conseguiram controlar a doença com quimioterapia e encontraram um doador de medula óssea 100% compatível com a criança, na Alemanha. No entanto, a escassez de leitos no Hospital das Clínicas, para realização do transplante, barra a sua chance de cura.
“O retorno do Pedro está marcado para dois meses. Só então vou ter uma posição de quando vão realizar o transplante, mas me disseram que só há um leito para crianças”, explica a mãe Nara Sanches Lemos. 
Segundo ela, o mais angustiante da espera é o risco que o filho corre de a leucemia voltar. Os médicos disseram que o doador da Alemanha, de 27 anos, é compatível e só será notificado para poder realizar ou não a doação só quando tudo estiver pronto no HC.
“A doença está sob controle, mas se ela voltar ele vai ter que passar por todo o sofrimento do tratamento de quimioterapia de novo”, argumenta a mãe.
Pedro é forte. Mesmo tendo feito a última sessão de quimioterapia no sábado passado, ele não dá sinais da doença, além da carequinha, que é mais um charme do que sinal de câncer.
Mas a mãe teme que a demora em encontrar o leito, possa por tudo a perder. “As chances de encontrar um doador compatível pelo tipo de leucemia que ele tem é de uma para 500 mil. Graças a Deus tudo está controlado, mas não sei o dia de amanhã”, explica.
Ela salienta que não quer tirar a vez de ninguém para o filho passar na frente. “Só queria que houvesse mais agilidade, que tivessem mais leitos”, explica.
O leito para o paciente de transplante não tem rotatividade alta, uma vez que o paciente o ocupa por mais de um mês, dependendo de cada caso.
HC prevê 3 meses de espera
Em nota, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto diz que a instituição conta com seis leitos disponíveis para transplante de medula, mas dois deles estão destinados à reinternação.
O documento informa, ainda, que está em estudo um projeto que prevê o aumento do número de leitos, mas não diz qual será o número final de camas ou o prazo para a sua instalação.
Sobre o paciente Pedro Sanches, a nota diz que ele está aguardando para realizar o procedimento de transplante de medula e que a previsão é de que o procedimento ocorra dentro de um prazo máximo de 3 meses.

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