sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Doador e receptor de medula óssea se encontram no HC

medulaosseaMulher que sofria de Anemia Aplástica recebeu o transplante em 2008


O Serviço de Medula Óssea (STMO) do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), promoveu o encontro entre um receptor de medula óssea e seu doador.  
Transplantada há cinco anos, no dia 14 de novembro de 2008, após ter sido diagnosticada com Anemia Aplástica Severa (AAS), Lorenza mora no interior do Paraná, na cidade de Peabiru, próxima a Campo Mourão, enquanto José Adilson é morador de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Porém, a distância não impediu o encontro entre os dois.
Enquanto, Lorenza estava na expectativa numa sala do Serviço de Transplantes de Medula Óssea, rodeada de seus familiares; no corredor, José Adilson, também estava apreensivo. Ambos, nunca tinham visto antes e, quando um olhou para o outro, foi como se conhecessem há muitos anos. Parecia até que combinaram o que dizer, pois os dois só repetiam: “é muita emoção”.
Para a mãe de Lorenza, Margarete Rodrigues de Mello, “ele devolveu a vida para a minha filha”. E ela ainda não sabe como tratá-lo: “acho que vou chamá-lo de filho. Eles são tão iguais... Tão idênticos... Tem a mesma carga genética”.
Segundo o médico hematologista da equipe do Serviço de Transplantes de Medula Óssea do HC, Samir Kanaan Nabhan, “é realmente muita sorte encontrar um doador não-aparentado na mesma região. O índice é de um para 10 mil e pode vir de qualquer parte do mundo”.
O encontro entre doador e transplantada levou ao HC da UFPR as principais mídias da capital paranaense, afinal não é um fato muito comum, mas, é um marco que serve para incentivar a doação de medula óssea. “É raro promover esse tipo de encontro, ainda mais entre doadores não-aparentados” concluiu o assistente social do STMO, Rafael Terézio Muzi.

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