sábado, 24 de agosto de 2013

Hemocentro alerta sobre o cancelamento de cirurgias por falta de sangue tipo O

O Hemocentro de Marília apela por doadores de sangue, especialmente dos tipos O negativo e positivo. Segundo o órgão, em decorrência de uma queda intensa entre quarta-feira e ontem, os hospitais da região já foram informados sobre a possibilidade da falta de sangue, o que pode cancelar cirurgias. Segundo a assistente social do Hemocentro de Marília, Lucimara Faustino Custódio, na última quarta-feira (21), o tipo O negativo possuía 56 bolsas, já ontem (22), o estoque era de 45. Já o O positivo possuía 250 bolsas na quarta-feira e apenas 200 ontem.
“A queda brusca começa a preocupar. 36% da população tem tipo O positivo e o O negativo é doador universal, por isso estamos apelando para que os voluntários deste tipo de sangue compareçam para doações. Recebemos a informação de que os hospitais estão com grande número de pacientes com hemorragias e estes necessitam de plaquetas, estas possuem validade de cinco dias, por isso a importância de mantermos o número de doadores constantes”, afirma Lucimara.
Já os demais tipos sanguíneos ainda estão dentro da normalidade. O A positivo possui 309 bolsas. Já o mesmo com RH negativo possui estoque com 55 amostras. O tipo AB positivo possui 28 bolsas e o AB negativo não há nenhuma em estoque. Já os tipos B positivo e B negativo possuem 18 e 12, respectivamente.
A assistente social afirma que o órgão ainda não precisou adotar medidas de contenção na distribuição de bolsas para os hospitais, porém apela por doadores para não piorar a situação até o final de semana. “Ainda não estamos correndo risco de cancelar cirurgia. Porém a situação muda a todo instante. O estoque está baixo. Os doadores precisam se sensibilizar e comparecer para coleta”.
O pastor Edivaldo Moreira Alves Júnior, 32, afirma que doou sangue pela primeira vez quando fazia tiro de guerra, mas sempre que possível continua como voluntário. “Sempre que posso venho doar, acho muito importante, pois é um simples gesto, que não dá trabalho nenhum e pode salvar uma vida. Acho que todo mundo deveria pensar assim”.

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