segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Menino de Campo Grande nos EUA precisa de transportes de fígado e medula óssea



Levado de Campo Grande (MS) para os Estados Unidos em busca de ajuda para salvar sua vida, Felipe Wolff, de apenas 4 anos, há três anos vive uma luta diária contra o tempo. Ele precisa urgentemente de um transplante de fígado. O pai deve ser o doador. Porém, há poucos meses, o drama da família se agravou. Os médicos descobriram que o garoto vai precisar também de um transplante de medula óssea para sobreviver. Para tentar salvar o Felipe, a comunidade brasileira de Massachusetts, onde eles moram, estão lançando neste mês de agosto uma campanha para tentar encontrar um doador.

Em entrevista ao site Achei USA, um jornal de brasileiros na região, concedida à nossa colega Joselina Reis, que trabalhou em Campo Grande e há alguns anos mora naquele país, a mãe de Felipe, Evelyn Wolff, conta que a família foi para lá em dezembro de 2011 em busca de possível tratamento que pudesse ajudar a combater o avanço de um câncer raro que ele tem, o LCH -células de Langerhans. Os médicos estado-unidenses descobriram que só um transplante de fígado salvaria a vida do menino e agora descobriram outro tipo de câncer, que exige um transplante de medula óssea. "Nós poderíamos ter essa informação bem antes, se os médicos em Campo Grande e São Paulo tivessem feito os testes adequadamente", lamentou a mãe ao site.

Evelyn conta que quando os sintomas começaram, Felipe passou por vários tratamentos equivocados e só após uma biópsia as células LCH foram detectadas em seu sangue. A doença é rara, atinge normalmente descendentes de alemães. Desde que foi para os EUA, a família tem vivido com dinheiro arrecadado em campanhas e do trabalho do pai de Felipe, que agora está no setor de construção civil. Evelyn e o filho mais velho, de 7 anos, acompanham Felipe nas visitas aos médicos e internações. "Meu filho está no limite. Nós precisamos encontrar um doador", apela a mãe.

AJUDA O pai de Felipe será o doador para o transplante de fígado, no entanto ainda não foi encontrado ninguém na família compatível para o transplante de medula. A repórter Joselina Reis avisa que interessados em ajudar Felipe e outras crianças e adultos que precisam de um transplante de medula óssea devem se cadastrar em um banco nacional de medula pelo site http://join.marrow.org/roo99. Pessoas interessadas em organizar campanhas locais para orientar novos doadores podem contatar roosevelt@icla.org. Para ser um doador de medula óssea, o voluntário precisa ter de 18 a 44 anos e ser saudável. 


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