sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Praia Grande realizará cadastro de doadores de medula óssea

Praia Grande realizará cadastro de candidatos a doadores de medula óssea no dia 24, das 8 às 16 horas, no Centro de Especialidades Médicas e Assistência Social (Cemas), localizado na Avenida Presidente Kennedy, n° 1.491, Bairro Guilhermina. Esta será a segunda vez que a Cidade desenvolve o cadastro. O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) receberá os dados, para que seja disponibilizado a receptores em todo o Brasil.
O evento foi anunciado durante palestra sobre o tema realizada nesta quinta-feira (15), no Auditório Jornalista Roberto Marinho, Bairro Mirim. Cerca de 250 pessoas participaram do encontro, organizado pela Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande e o Projeto Joaninha Medula.
A chefe da Seção de Especialidades Médicas da Sesap, Maria Carmen Garcia Nieves, afirmou que a participação da população no cadastramento será fundamental na luta para salvar vidas humanas. “Um esquema especial já esta sendo montado para a data. Esperamos contar o máximo possível de adesões a esta nobre causa”.
Para o cadastramento é necessária coleta de sangue, a apresentação de RG e dois telefones de pessoas de qualquer parte do País. Maria Carmen confirmou ainda que o Projeto Joaninha também está preparando grupos de trabalho para atuar na difusão de informações sobre o tema durante o evento do dia 24.
O transplante de medula óssea é a única chance de vida para portadores de leucemia e outras doenças do sangue. A compatibilidade entre o doador e o receptor é o único problema desse procedimento médico, com uma chance de sucesso de um para cem mil casos. Qualquer pessoa com boa saúde pode ser doador. Basta ter idade entre 18 e 55 anos incompletos.
Para o cadastramento é necessária coleta de sangue, a apresentação de RG e dois telefones de pessoas de qualquer parte do País (Foto: Divulgação)
Para o cadastramento é necessária coleta de sangue, a apresentação de RG e dois telefones de pessoas de qualquer parte do País (Foto: Divulgação)

Só não pode ser doador quem já teve hepatite após os 10 anos de idade, quem já fez quimio ou radioterapia e quem é dependente de insulina. Quem já fez o cadastramento anteriormente também não deve se cadastrar novamente.
Palestra
A palestra sobre Doação de Medula Óssea emocionou a todos os participantes do encontro. Ao final, o público aplaudiu de pé o palestrante, Palê Zupanni. Aos 30 anos, o fotógrafo passou por dois transplantes de medula. Sua história exemplifica com exatidão a importância que um doador tem na vida de quem aguarda na fila de espera para realizar a operação.
“Tive diagnosticada leucemia linfóide aguda. Passei pelo primeiro transplante. Seis meses depois a doença retornou e precisei realizar um segundo procedimento. Agora luto por essa causa. Como não tenho condições de doar, ajudo da forma que posso. Agradeço aos meus doadores. A sensação de salvar uma vida deve ser maravilhosa”, disse Zupanni.
Os relatos do fotógrafo de todas as etapas que viveu durante o tratamento, desde o diagnóstico até o segundo transplante, serviram para chamar atenção da plateia para o tema. O público, em sua maioria, foi formado por profissionais da saúde, enfermeiros, médicos, supervisores de unidades e agentes de saúde. Ao final, os participantes aproveitaram a oportunidade, fizeram perguntas e tiraram dúvidas com o palestrante.
Zuppani, que deu uma verdadeira aula de como superar as maiores adversidades, demonstrou ainda como cada um tem condições de colaborar como pode neste processo. “Após assistir uma de minhas palestras, um amigo decidiu se cadastrar como doador. Pouco tempo depois ele foi chamado para doar a medula. Seu ato salvou a vida de uma menina. Tenho certeza que muitas pessoas comparecerão à ação em Praia Grande, no dia 24”.
Projeto de Joaninha
O projeto tem dois anos de existência. O trabalho, 100% voluntário, consiste em acompanhar e auxiliar tantos os pacientes que precisam de um transplante como a família dos mesmos.
A responsável pelo projeto, Élida Wiazowski, destacou que o grupo busca doadores solidários e ainda desmistificar o processo de doação para contar com mais adesões. “Nosso lema é: um dia de sua vida, por uma vida toda”.

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