terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sem mistérios: doação de medula óssea é simples e pode salvar vidas

O Brasil tem hoje o terceiro maior número de doadores de medula óssea do mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão que pertence ao Ministério da Saúde. Com mais de 3 milhões de doadores inscritos, o País perde apenas para os Estados Unidos, que conta com quase 7 milhões de cadastrados, e para a Alemanha, com 5 milhões. Porém, apesar de o número ser positivo, a demanda de pacientes que precisam de medulas compatíveis é crescente, assim como as dúvidas sobre a doação.
A hematologista do Hospital São Camilo Pompeia, Maria Cristina Almeida Macedo, explica que, para ser doador, é preciso se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). A médica simplifica o assunto e explica quem tem perfil para doador e como são os procedimentos para o transplante.
Como se tornar um doador?
Procure o hemocentro da sua cidade, onde será realizado o cadastro com seus dados pessoais e a coleta de uma amostra de sangue retirado do braço. A amostra passará por um processo de tipificação, que levantará as características genéticas de compatibilidade. A partir daí, o doador recebe um número (semelhante a um código de barras) que o identificará no banco de medula. 
Quem pode ser doador?
O doador deve ter entre 18 e 55 anos e não ter histórico de doenças infectocontagiosas ou de câncer. As mulheres não podem doar durante a gravidez. Os critérios são semelhantes aos de uma doação de sangue.
Fui chamado. E agora?
O REDOME realiza a análise de dados e identifica possíveis doadores compatíveis. A pessoa cadastrada é convocada e tem a liberdade de decidir se, de fato, fará a doação voluntária. Aqueles que optarem por continuar no processo devem comparecer ao hemocentro de referência para realizar a complementação e confirmação do exame de histocompatibilidade humana (HLA), que comprova a compatibilidade. Além disso, é realizado um check-up para verificar o estado de saúde do doador.
Como ocorre o transplante?
Após a confirmação dos exames de compatibilidade e do estado de saúde do voluntário, a doação é realizada em um centro para transplantes de medula óssea. Hoje, de acordo o INCA, o Brasil conta com 26 centros completos que realizam todos os tipos de transplante, incluindo doadores não aparentados, isto é, que não fazem parte da família.
A pessoa decide por duas maneiras de realizar a doação:
1) por meio do sangue periférico (que é similar a uma doação de sangue convencional) - nesse caso, o doador toma um medicamento por cinco dias para estimular a liberação das células tronco hematopoiéticas (células que produzem o sangue) para que possam ser coletadas;
2) pela retirada da medula por meio de punções na bacia - esse procedimento costuma utilizar anestesia peridural (a mesma utilizada em partos) ou anestesia geral, de acordo com a escolha do doador.
Em quanto tempo acontece a recuperação?
O doador pode retomar suas atividades normalmente 24 horas após o transplante. Apenas em casos em que a pessoa realize trabalho com esforço físico intenso, o tempo de repouso deve ser um pouco maior. As células doadas se regeneram em pouco menos de 15 dias, por isso o doador pode permanecer cadastrado no banco de medulas para outros transplantes, caso haja novamente a compatibilidade.



Hemocentro faz coleta de sangue para cadastro de doadores de medula óssea

grupo de ações solidárias Girassol da Alegria e o Hemocentro promovem no próximo dia 28 de setembro, na Praça Alencastro, coleta de sangue das pessoas que se interessem a ser doadoras de medula óssea. O sangue coletado passará a fazer parte do banco nacional de doadores. A coleta acontece a partir das 8 horas e segue até às 13h. Pessoas de 18 a 55 anos, com boa saúde, podem ser doadoras.
Os interessados devem ir até a Praça Alencastro, preencher uma ficha com informações pessoais e depois retirar de 2 a 5ml de sangue para ficar no banco de doadores. Vale ressaltar que a chance de sermos doadores é de 1 em 100 mil, mas dependendo do caso, chega a ser de 1 em 1 milhão.
A fundadora do Girassol da Alegria, Dejanira Pirovani, disse que iniciativa da ação é para conscientizar as pessoas de uma prática simples, mas que pode salvar a vida de muitas pessoas.
"Apesar de ser um método tranquilo, as pessoas ainda não se conscientizaram do que é ser um doador de medula óssea. Queremos levar esta informação para as pessoas", disse ressaltando que ação faz parte da comemoração dos 10 anos de existência do Girassol da Alegria.
Dejanira ainda acrescentou que hoje no Brasil 3 milhões de pessoas fazem parte do banco de doadores, um número muito baixo, se comparado com outros países. "É pouco o número de doadores, pois segundo o IBGE em 2013 a população brasileira será de 200 milhões. O transplante de medula óssea cura muitos portadores de leucemia e outras doenças do sangue e do sistema imune. Precisamos conscientizar as pessoas dessa prática que salva vidas", citou.

Mineiro ganha causa contra plano de saúde e fará transplante em SP

Gabriel vai voltar para o Sírio Libanês (Foto: Gabriel Massote/Arquivo Pessoal)

Depois de encarar problemas com o plano de saúde e ter uma liminar suspensa, o uberlandense Gabriel Massote, de 29 anos, recebeu uma boa notícia: ele vai fazer o transplante de medula óssea no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde faz tratamento de leucemia desde o ano de 2011. A decisão foi do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, que entendeu que a Unimed terá que cobrir todos os custos que envolvem o tratamento e o transplante do jovem no Hospital. Por meio de nota enviada ao G1, a Unimed disse que aguardará a intimação da decisão e tão logo a receba irá cumpri-la como faz com todas as ordens judiciais.
No início desta semana, o uberlandense disse ao G1 que estava com dificuldades para enfrentar o plano de saúde. Na ocasião, ele contou que quando descobriu a doença a Unimed se negou a dar cobertura nos exames e no tratamento, e que a família dele teve que arcar com todos os custos. Ele foi levado para o Sírio Libanês para o tratamento, que ficou em torno de R$ 300 mil. De acordo com ele, a família teve que vender até o apartamento. 
A história do uberlandense caiu na internet no mês passado, causando comoção e emoção a milhares de pessoas. Naquela época ele falava da doadora que havia ‘sumido’ e depois reapareceu confirmando o transplante. Gabriel tem um blog onde conta este e vários outros momentos que envolvem o transplante. Por dia, mais de 15 mil visitas são registradas.
Segundo o mineiro, uma campanha falando da história dele chegou a ser criada numa rede social e visualizada por mais de 300 mil pessoas. “Essa não é uma luta só do Gabriel, mas de muitas pessoas. Tudo começou a dar certo após o blog. O doador voltou a entrar em contato, a Justiça mudou sua decisão. Pessoas estão saindo de casa para se tornarem doadores de sangue e medula. Eu só tenho que me sentir feliz com isso e dizer para as pessoas que não se conformem com os ‘nãos’ que a vida apresenta diariamente”, desabafou.
E após ter conseguido a doadora, Gabriel enfrentou um novo problema, mas desta vez em relação ao plano de saúde. Neste ano Gabriel conseguiu uma liminar que o autorizava a realizar o transplante no Hospital Sírio Libanês. A Unimed recorreu, a liminar foi suspensa parcialmente e ficou determinado que o tratamento médico do jovem fosse realizado em um dos hospitais da rede de atendimento. O Sírio Libanês, segundo a Unimed, não fazia parte dessa rede mesmo constando o nome do plano de saúde no site do hospital. Desde então, o processo estava suspenso e Gabriel teve que procurar outro local para fazer o procedimento, mesmo depois de conseguir uma doadora 100% compatível e estar a poucos dias da operação.

Para o G1, Gabriel Massote disse que desde que saiu do Sírio Libanês recebeu da Unimed uma lista de 10 hospitais credenciados que poderiam fazer o transplante. Ele afirmou que teve que ligar e correr atrás de uma vaga e que o plano não deu auxílio nessa busca. “Das dez opções que eles me deram, oito só tinha vaga para o fim de 2014 ou início de 2015. Dos outros dois restantes, um não faz a cirurgia e o outro é onde fui internado”, contou.
Nesta quinta-feira (19) o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás revogou a decisão que a Unimed havia conquistado, e determinou que o plano cobrisse todos os custos que envolvem o tratamento e o transplante do jovem no Hospital Sírio Libanês.
No documento ainda consta que a Unimed deve tomar providências no sentido de autorizar a internação do jovem no Hospital Sírio Libanês para transplante de medula óssea, ficando, ainda, responsável por todas as despesas relacionadas durante todo o tratamento ou qualquer outra despesa devida em razão do transplante, antes, durante e após a execução.
A decisão ainda aponta que no caso de não cumprimento da obrigação estipulada, fica estabelecida multa diária no valor de R$ 10 mil, limitada em 30 dias.
Gabriel Massote está emocionado com a notícia e aguarda o transplante (Foto: Gabriel Massote/Arquivo Pessoal)Gabriel Massote está emocionado com a notícia e aguarda o transplante (Foto: Gabriel Massote/Arquivo Pessoal)
Gabriel disse que faltam palavras para expressar a felicidade que está sentindo. Ele considera o momento de comemoração e espera que dentro dos próximos dias já seja transferido para o hospital onde fará o transplante. “Fiquei muito feliz, com sentimento de justiça muito forte. O Tribunal finalmente verificou que a saúde física dos usuários se sobrepõe à saúde financeira dos planos de saúde. É preciso que o paciente tenha tranquilidade para enfrentar um procedimento tão drástico, e não dividindo suas forças com problemas judiciais”, desabafou.

Campanha de doação de sangue acontece em Tijucas

A unidade móvel do Hemosc estará em Tijucas para mais uma campanha itinerante de doação de sangue. O centro de coleta será montado no estacionamento do Hipermercado Koch, no centro. A campanha de doação acontecerá na terça e na quinta-feira (24 e 26 de setembro), das 08h às 11h30 e das 13h30 às 16h30.


No sábado (28), serão realizados serviços gratuitos de saúde, como avaliação dos níveis de glicemia e colesterol, avaliação física, cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC) e verificação de pressão arterial. Cerca de cinquenta senhas serão distribuídas em cada período. Dez profissionais vão realizar a coleta no ônibus equipado que funcionará como um mini-hemocentro.

Para doar, o candidato deve estar bem de saúde e possuir hábitos de vida saudável; ter entre 18 e 65 anos; pesar no mínimo 50 quilos e apresentar um documento de identidade com foto. Vale lembrar que o doador não se expõe a qualquer risco de contaminação. Todo material utilizado é descartável e a coleta é feita por pessoal capacitado, garantindo o bem-estar do voluntário.

Também é importante evitar alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas. Aos fumantes é pedido que não fumem pelo menos duas horas antes da doação. Durante o evento, os pais poderão deixar seus filhos no "Espaço do Brincar", com jogos recreativos. A programação é gratuita e aberta ao público.


Doador de medula óssea afirma ter conexão com garoto salvo por ele

Neil e Domenic lado a lado após a doação. (Foto: Divulgação)

Um doador de medula óssea comoveu a Inglaterra ao encontrar pela primeira vez o jovem que foi beneficiado pelo seu gesto. Neil Lovell conheceu o garoto Domenic Doyle no programa “Surprise Surprise” da emissora ITV, passados mais de dois anos da cirurgia para o transplante. 

Pai de quatro crianças em Northampton, Neil se inscreveu no programa de doação em 2009. Dois anos depois, recebeu uma carta que dizia que ele poderia salvar a vida de uma criança. O menino de nove anos não fazia ideia de quem partiu a medula doada, já que todos os detalhes da doação foram mantidos em sigilo.

Domenic durante sua recuperação no hospital de Falmouth. (Foto: Divulgação)

Domenic foi diagnosticado com leucemia e o transplante era sua última saída. “Eu me sinto honrado e privilegiado por ter participado de algo assim”, disse Neil.” “Eu sinto que possuo agora uma conexão com Domenic e gostaria de ficar por perto para saber como ele está. Me sinto incrível e tocado pela responsabilidade que recebi no momento da doação e pela emoção de conhecê-lo no programa de TV”, continuou.

“Eu não sabia nada sobre ele e quando o vi, me pareceu ser um garoto lutador. Seria incrível se cada doador tivesse a chance que tive nesta experiência”, continuou Neil. Domenic, que mora em Falmouth, recebeu o transplante com sucesso, entretanto, contraiu dois vírus durante a recuperação.

“Ele estava muito doente, fraco e com muita dor por conta dos vírus. Seus músculos chegaram a se deteriorar e chegamos a esperar pelo pior”, confessou o pai de Domenic, Michael Doyle.

Apesar da gravidade do seu estado de saúde, Domenic começou a se recuperar e pôde voltar para casa após quatro meses no hospital. Dois anos depois ele estava livre para sempre do câncer.

“Neil é um heroi para nós. Ele foi muito humilde em realizar este gesto e desde o primeiro dia queríamos tê-lo conhecido. Queríamos agradecer e mostrar o quão gratos somos por ele. Quando o encontramos as palavras não puderam descrever meus sentimentos no momento. Foi emocionante. Ele é agora um amigo para o resto da vida, membro da nossa família”, disse Michael.

Michel Doyle, Neil Lovell, e a mãe Amy Doyle ao lado do filho. (Foto: Divulgação)

O pai do garoto destacou a importância da doação de medula não somente na Inglaterra, mas também no resto do mundo. “Há tantas histórias tristes de pessoas que não conseguiram encontrar doadores. Você não está doando um pulmão ou um rim, é algo que o próprio organismo é capaz de produzir novamente”, explica.

“Poucos segundos de desconforto para você podem trazer a vida de volta para alguém”, completou Neil. “Felizmente essa história pode motivar outras pessoas a doarem e encontrarem outros finais felizes”, completou o novo membro da família Doyle.

Corinthians estampará campanha na camisa nos próximos jogos

O Corinthians entrará em campo diante de Grêmio, pela Copa do Brasil, Portuguesa e Bahia, pelo Brasileirão, com a marca da campanha "Sangue Corinthiano" no ombro da camisa dos jogadores. A ação, que está em sua 12ª edição, tem vigência até o dia 5 de outubro.
No último mês de agosto, o Corinthians usou a marca da AACD nos ombros, além da hashtag #FielAACD na barra traseira da camisa. Esta ação fazia parte da parceria entre o clube e a entidade, que visou arrecadar dinheiro através de doações.
O que é a campanha
“Sangue Corinthiano” é uma campanha nacional que usa a força e união da Torcida Corinthiana para conscientizar os torcedores sobre a importância da doação de sangue.A Campanha Sangue Corinthiano tem o objetivo de três vezes ao ano promover o “Dia de Corinthiano Doar Sangue”, fidelizando e conscientizando os torcedores pelo Brasil sobre a importância da doação de sangue.
O Brasil necessita diariamente de 5.500 bolsas de sangue. Centenas de importantes cirurgias são canceladas por falta de sangue. A organização da campanha acredita que a força e a união da imensa Torcida Corinthiana podem fazer a diferença. “Não importa se você é torcedor de arquibancada, de torcida organizada ou acompanha o Timão só pelo rádio ou TV. O importante é fazermos nossa parte na sociedade, doar um pouco do Sangue Corinthiano que corre em nossas veias. Vamos combinar um dia para vestirmos nosso manto sagrado, doar sangue, salvar vidas e mostrar ao Brasil o poder de nossa torcida.”, diz Milton Oliveira, idealizador da campanha.

Hemocentro de Brasília precisa de todos os tipos de sangue



A Fundação Hemocentro de Brasília necessita com urgência de todos os tipos sanguíneos para garantir o estoque que atende os pacientes internados nos hospitais e aqueles que estão em situações de emergência.  
As doações podem ser feitas de segunda-feira a sábado, das 7h às 18h, no próprio Hemocentro, no Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 03, perto do HRAN.  
Durante todo o ano, o órgão necessita diariamente de 250 candidatos à doação de sangue para manter os estoques estratégicos.  

Doadores do sexo masculino podem doar até quatro vezes ao ano, e as mulheres, até três vezes.  
O Hemocentro informa que as plaquetas, um elemento do sangue essencial em tratamentos oncológicos e a pacientes que foram submetidos a transplante de órgãos, por exemplo, duram apenas quatro dias, e por isso as doações precisam ser feitas com regularidade.  
O Hemocentro de Brasília é responsável pela coleta e distribuição de sangue e hemocomponentes para a rede pública de saúde do DF, que inclui o Hospital Universitário, Hospital das Forças Armadas e Hospital da Criança, além de hospitais privados.  
O doador deve estar saudável, ter entre 16 e 67 anos e pesar acima de 50 quilos. No ato do cadastro, é necessário apresentar documento oficial com foto válido em todo território nacional.  
A doação pode ser agendada pelo telefone 160, opção 2.   Dúvidas sobre doação de sangue podem ser esclarecidas pela página www.hemocentro.df.gov.br ou pelo Disque-Saúde - 160, opção 2.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Projeto de Lei cria Programa de Incentivo a Doação de Medula Óssea



ANGRA DOS REIS
O vereador Jairo Magno (PRB) deu entrada na sessão da Câmara de ontem, no Projeto de Lei n 133/2013, que institui o Programa Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea e de Sangue do Cordão Umbilical e Placenta. A matéria foi lida e ainda passará por duas votações nas próximas sessões, que acontecem ordinariamente nas terças-feiras e quintas-feiras, a partir das 15h, com transmissão ao vivo pela TV Câmara.
Segundo o autor, o Projeto tem como objetivo estimular a doação voluntária de medula óssea e sangue do cordão umbilical e da placenta com campanhas educativas contínuas e a disponibilização de informações sobre o assunto. A partir da aprovação, o município terá que desenvolver campanhas e produzir material informativo. Além disso, a Prefeitura também deverá capacitar profissionais para a coleta deste sangue, e adquirir equipamentos específicos para este fim.
O vereador determina ainda em seu projeto, que a prefeitura implante um local fixo para as doações e, se não for possível, que faça o trabalho, pelo menos uma semana por mês, através de pontos de coleta móveis.
http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=8&cod=28537
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Bióloga de MT faz campanha na web para achar doador de médula



Pela dificuldade em encontrar um doador de medula óssea compatível, a bióloga Nádia Andrade, de 28 anos, começou há cerca de um mês uma campanha pela internet, através de sua página em um site de relacionamento. Até agora, já conseguiu a confirmação de 300 pessoas para fazer o exame de compatibilidade. Ela descobriu há mais de um ano que estava com leucemia miolóide crônica e, por conta do tratamento intenso contra a doença, a moradora de Barra do Garças, a 516 quilômetros de Cuiabá, não pôde mais trabalhar para se dedicar integralmente a esse tratamento.
Ela disse aguardar ansiosamente por uma doação de medula, única forma de ser curada. "Uma pessoa compatível já me salva, mas para achar é uma em 100 mil", avaliou. Nádia afirmou que o resultado da campanha está sendo satisfatório, pois muitos já se comprometeram em fazer o exame. "Comecei a campanha assim que soube que uma equipe do Centro de Hemoterapia de Goiânia iria fazer o cadastramento dos doadores em Aragarças (cidade que pertence ao estado de Goiás, mas que faz divisa com Barra do Garças) para mobilizar interessados em fazer a doação e explicar melhor sobre a doença, porque muitos não têm muita informação a respeito", contou. O cadastramento está previsto para ser feito nos dias 28 e 29 deste mês.
Nádia chegou a passar por uma cirurgia de retirada do apêndice após diagnóstico equivocado de apenditicite, em um hospital de Barra do Garças. "Em fevereiro do ano passado, passei muito mal. O médico achou que estava com apendicite e fez a cirurugia para a retirada do apêndice. Fiquei oito dias internada e depois, no mês seguinte, fui para Goiânia, onde procurei um hematologista e descobri que estava com a doença", explicou.
Com isso, ela permaneceu dois meses na capital goiana. "No início foi muito difícil. Minha vida mudou completamente", frisou. O diagnóstico foi dado quando faltava um mês para o casamento dela. Como já estava tudo agendado, Nádia disse que preferiu não cancelar os proclames e tudo transcorreu normalmente, apesar de estar abalada emocionalmente após a descoberta da doença. "Estou casada há um ano e meio e, por enquanto, em razão da doença, não poderemos ter filhos", afirmou.
Ela concluiu o curso de biologia no ano passado, mas disse que não tem condições de trabalhar porque viaja para Goiânia a cada 15 dias, cuja distância é de 415 quilômetros. Segundo a jovem, pelo menos 500 pessoas se sensibilizaram com a causa e manifestaram interesse.
Podem fazer a doação pessoas de 18 a 54 anos e estar em boas condições de saúde. Deve-se deixar uma amostra de 5 ml de sangue, que será enviado para um banco nacional de cadastrados. Não há peso mínimo e não é preciso estar em jejum. "Vamos nos colocar um pouco na pele do outro, se a gente tentasse, eu disse tentasse sentir a dor do próximo, as coisas seriam mais fáceis, eu digo se a gente tentasse, porque ninguém sabe o tamanho da dor até sentí-la", diiz trecho de uma das postagens dela em um site de relacionamento.


Paciente em SP obtém liminar contra portaria sobre doação de medula

A Justiça Federal concedeu uma liminar suspendendo a limitação de exames para cadastro de doadores de medula óssea em Franca (SP) estabelecida por uma portaria do Ministério da Saúde. A decisão, que ainda pode ser contestada, foi confirmada na terça-feira (17), mesmo dia em que a advogada Carolina Parzewski, de 36 anos, entrou com uma ação com pedido de tutela antecipada alegando que a determinação de cotas por município é inconstitucional e prejudica sua cura contra a leucemia


O Hemocentro de Franca informou que chegou a criar horários específicos para organizar os cadastros, mas nega que tenha limitado os procedimentos. O Ministério da Saúde não comentou o assunto.
Segundo a família de Carolina, a decisão traz de volta a esperança de cura da advogada.
A liminar concedida pela juíza federal Fabíola Queiroz, titular da 1ª Vara Federal de Franca, estabelece que o Hemocentro local realize o cadastramento irrestrito de novos doadores de medula. A Justiça Federal acatou a alegação de Gisélia Oliveira, advogada de Carolina, de que a portaria 844/2012 do Ministério da Saúde evita a inclusão de novos voluntários em Franca, pois o limite de 200 procedimentos anuais do município para captar doações teria sido atingido em setembro, prejudicando um possível transplante.
Carolina Parzewski vai entrar na Justiça para tentar derrubar portaria que limita número de doadores de medula óssea no Brasil (Foto: Márcio Meireles/ EPTV)Carolina está em tratamento contra a leucemia
(Foto: Márcio Meireles/ EPTV)
Segundo Gisélia, como um paciente com leucemia encontra, em média, um doador compatível a cada cem mil, a cota adia a possibilidade de um transplante. “A lei fere o direito à saúde e à vida das pessoas, coloca limite no procedimento que é a única forma de achar doador compatível para pessoas com leucemia”, afirmou Gisélia, que ainda acompanha a decisão final da ação, para que a portaria seja considerada inconstitucional e suspensa em todo o país.
O banco de dados de voluntários e pacientes é integrado internacionalmente e as doações não podem ser direcionadas – ou seja, o doador compatível de Carolina não necessariamente será de Franca -, mas a juíza federal considerou que a cota impede a localização de um doador compatível para que a paciente tenha chance de sobrevivência. “O Poder Público não pode restringir o direito à saúde de seus cidadãos, inclusive porque uma das suas razões é a garantia da saúde”, declarou.
A suspensão da portaria dá mais esperança para a família de Carolina, que tem de três a cinco meses de vida sem a realização do transplante, segundo a irmã da paciente, a administradora de empresas Juliana Parzewski Barini. “Para nós, isso foi a maior esperança, por mais que a gente saiba que o doador possa ser internacional. Acreditamos que foi um passo para a cura”, afirmou.
Hemocentro
O Hemocentro de Franca informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não limitou o cadastro de doadores, mas sim organizou horários para evitar prejuízo aos serviços da unidade. Mesmo se isso acontecesse, os voluntários seriam remanejados para sua unidade-sede, em Ribeirão Preto (SP), segundo o departamento de comunicação.
O núcleo de hemoterapia informou que após a expedição da liminar passou a atender doadores voluntários durante todo o seu horário de funcionamento. O número de doadores, no entanto, não foi superior ao registrado anteriormente.
Ministério da Saúde
A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que o órgão ainda não foi notificado sobre a liminar.
A portaria 844/2012 estabelece que, em todo o país, podem ser realizados 267.190 testes de material genético para doadores voluntários de medula óssea. No Estado de São Paulo, o limite previsto em lei é de 72.110 e na região de Ribeirão Preto (SP) é de 1,5 mil.
Decisão da Justiça Federal dá esperança para família de Carolina (à direita) (Foto: Márcio Meireles/EPTV)Decisão da Justiça Federal dá esperança para família de Carolina (à direita) (Foto: Márcio Meireles/EPTV
fonte>>http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/09/paciente-em-sp-obtem-liminar-contra-portaria-sobre-doacao-de-medula.html

Hemocentro abre sábado para doador de sangue e medula



O Hemocentro Regional de Dourados abre no sábado, dia 21, para coleta de sangue e cadastro de medula óssea. O atendimento é das 7h às 12h.
 
De acordo com a assistente social, Rosa Fernandes, doador deve se apresentar portando um documento oficial com fotografia, estar em boas condições de saúde, descansado e bem alimentado, pesar pelo menos 55 quilos e ter entre 18 e 67 anos. O limite para a primeira doação é aos 60 anos. Menor, entre 16 e 17 anos de idade, pode ser aceito com autorização do responsável legal.
 
Os colaboradores não devem ingerir bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes da doação, não fumar um hora antes e após, tomar café da manhã e evitar alimentos gordurosos no dia da doação.
 
Intervalo para doações de sangue
 
O intervalo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para homens, que podem doar até 4 vezes ao ano, e de três meses, mulheres (3 vezes anuais).
 
Não podem doar
 
Não pode doar sangue quem teve hepatite após 11 anos de idade, doença de Chagas, homens e mulheres com múltiplos parceiros sexuais e que têm relações sem o uso de preservativo, pessoas que compartilham seringas ou fazem uso de drogas injetáveis ilícitas, as infectadas pelo HIV e seus parceiros.
 
Devem aguardar para doar
 
Quem se submeteu a transfusão de sangue deve aguardar um ano; a tatuagem, maquiagem definitiva, piercing, de 6 a 12 meses; cirurgias, de 3 meses a 1 ano; endoscopias, 6 meses; parto normal ou cesariana, 12 semanas. Quem amamenta, deve esperar um ano após o parto.
 
Os pacientes de dengue clássica devem aguardar um mês após a cura para doar sangue. Já, quem teve dengue hemorrágica, seis meses.
 
Os que tiveram Doença sexualmente transmissível (DST) precisam esperar um ano, após a cura. A gripe deixa inapto o doador por sete dias, após o fim dos sintomas.
 
Após vacinação
 
Antirrábica (após a mordedura) - 1 ano; antirrábica (preventiva) - 4 semanas; Antitetânica - 48 horas ; BCG - 4 semanas; Febre Amarela - 4 semanas; gripe - 4 semanas; H1N1/Gripe - 4 semanas; Hepatite A e B - 48 horas; Rubéola - 4 semanas; Sarampo - 4 semanas; Varicela - 4 semanas; HPV - 48 horas.
 
Exames gratuitos O Hemocentro de Dourados segue protocolo do Instituto Fiocruz para testagem dos sangues colhidos. Todo material retirado de doadores passam por exames gratuitos antes da utilização dos hemoderivados para pacientes.
 
Os exames são: Tipagem Sangüínea, Doença de Chagas, Sífilis, Hepatites B , Hepatite C, HIV I e II , HTLV e Hemoglobina S.
 
Doação de Medula
 
Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos de idade e que esteja em bom estado geral de saúde, ou seja, não ter doença infecciosa ou incapacitante, pode se cadastrar como doador de medula óssea.
 
Para se cadastrar, é preciso retirar uma pequena quantidade de sangue (5 ml) e preencher uma ficha com informações pessoais.
 
O sangue será tipificado por exame laboratorial de histocompatibilidade (HLA), onde são identificadas as características genéticas que podem influenciar no transplante.
 
O tipo HLA do doador será incluído no cadastro e os dados são cruzados com os de pacientes que precisam de transplante de medula óssea.
 
Quando o doador é compatível com algum paciente, faz outros exames de sangue para a confirmação.
 
Se a compatibilidade for positiva, ele é consultado para confirmar que deseja realizar a doação e terá seu estado de saúde avaliado. Uma vez inscrito no cadastro, o doador pode ser chamado para a doação até os 60 anos.
 
Por isso, é importante manter o cadastro sempre atualizado. Dessa forma, a localização do doador, em caso de compatibilidade com algum paciente, será facilitada.
 
Para atualizar as informações do cadastro é preciso entrar em contato com o Hemocentro onde o cadastro foi feito ou preencher o formulário no portal do Inca.
 
Como é a doação?
 
Há duas maneiras de doar e a decisão na maioria das vezes é do médico, de acordo com a doença do paciente e outros detalhes.
 
A forma tradicional é com anestesia geral, em centro cirúrgico, através de punções com agulhas especiais das cristas ilíacas posteriores (ossos da bacia). O procedimento dura de duas a três horas e o doador fica no hospital por 24 horas.
 
A segunda forma é através do uso de um medicamento denominado fator de crescimento de granulócitos, administrado ao doador, que estimula as células da medula de forma que elas circulem por dois ou três dias no sangue periférico e possam ser coletadas por máquinas de aférese no Banco de Sangue. É um processo ambulatorial e sem internação em geral.
 
Conforme o Ministério da Saúde, o risco de complicações graves é praticamente nulo e, em geral, está associado à necessidade de anestesia geral.
 
SERVIÇO
 
O Hemocentro de Dourados fica na Rua Valdomiro de Souza, 295 – Vila Industrial – anexo ao Pronto Atendimento Médico (PAM).
 
Horário de Atendimento em dias úteis
 
A coleta de sangue e entrega de resultados ocorre em dias úteis, das 7h e 12h30. O telefone de contato é: 3424-0400 OU 3424-4192.


fonte>>http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=97563

Campanha convoca doadores de medula óssea no Amapá

Cleonildo da Silva realizou cadastro para doação de medula óssea (Foto: John Pacheco/G1)

Aos 46 anos, o empresário Cleonildo da Silva, foi doar sangue e realizou seu cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Ele confessa que não se ofereceu para ser doador de medula antes em função do desconhecimento sobre o processo.
"Quando a maioria das pessoas descobrirem que ser um doador de medula é tão simples, o número vai crescer. Sou doador de sangue há 3 anos, e agora espero contribuir com a medula óssea", diz Silva. A medula óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos e produz componentes do sangue, o transplante é recomendado para pacientes com leucemias, linfomas e anemias.
Fabiano Fonseca enfermeiro do Redome no Amapá (Foto: Reprodução/TV Amapá)Fabiano Fonseca enfermeiro do Redome
no Amapá (Foto: Reprodução/TV Amapá)
O Redome que no Amapá, fica localizado no Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Amapá (Hemoap), completou 4 anos de atuação no estado no dia 15 de setembro, e as comemorações serão voltadas para uma campanha de convocação de doadores, que no Amapá já somam 20 mil. A campanha iniciou nesta quarta-feira (18), com uma blitz educativa no Centro de Macapá. A meta do Estado é conseguir 60 mil cadastros de doadores.
O ponto alto da campanha será no domingo (22), quando acontecerá um show solidário, que contará com artistas locais, a partir das 18h em frente à Casa do Artesão, no Centro de Macapá.
"A intenção é chamar a população para efetuar o cadastro no Redome. Essa é uma forma de ajudar pessoas que futuramente possam precisar de um transplante. Se muitos amapaenses se propuserem a doar, o risco de evitar viagens para uma cirurgia em outros lugares do país é menor", explicou o enfermeiro Fabiano Fonseca.
Assim como na doação sanguínea, aquele que deseja se cadastrar para ser doador de medula óssea, deve ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. O cadastro no Redome ocorre no prédio do Hemoap, na avenida Raimundo Álvares da Costa, no Centro de Macapá. O horário é de 7h30 às 12h30 de segunda à sexta-feira.

Agentes de saúde serão capacitados para incentivar doação de sangue e medula

Eliseu Dias/Ag. Pará

A Fundação Hemopa reiniciará nesta sexta-feira (20) a capacitação de cerca de 50 membros do Programa Saúde da Família (PSF) e dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), na Região Metropolitana de Belém. O objetivo é transformá-los em multiplicadores de informações sobre a doação voluntária de sangue  e cadastro de doação de medula óssea, em suas áreas de atuação, a fim de ampliar o atendimento para a demanda da rede hospitalar.
Durante a capacitação, eles assistirão às palestras “O atendimento a pacientes na Fundação Hemopa”, “Atuação da Captação de Doadores de Sangue no Hemopa” e “Planejamento das Estratégias de ação para efetivação do projeto Agente da Doação junto ao Programa Saúde da Família”. Os agentes também assistirão a vídeo sobre o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), e debaterão o tema.
A atividade, coordenada pela Gerência de Captação de Doadores (Gecad), já capacitou 180 agentes no ano passado, por meio de 11 oficinas, que resultaram em campanhas externas e 203 comparecimentos.
Instituições interessadas em firmar parceria com o hemocentro devem entrar em contato com a Gecad, de segunda a sexta, das 8 às 17h, e aos sábados, das 8 às 16 h, ou pelos fones 3224-5048 e 3242-9100, ramal 205.
Serviço: O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. Funciona para coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18 horas, e aos sábados, das 7h30 às 17 horas. Mais informações pelo telefone 0800-2808118.

Texto:
Vera Rojas - Hemopa
Fone: (91) 3241-1811 / 3242-9100 / (91) 8895-3089
Email: Imprensa.hemopa@yahoo.com.br

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará
Endereço: Tv. Padre Eutiquio, 2109 Cep: 66033-000- Batista Campos- Belém-PA
Fone: (91) 3242-9100 / 3242-6905 / 0800 280 8118
Site: www.hemopa.pa.gov.br Email: gabinete.hemopa@hotmail.com / ro.bcosta@yahoo.com.br

Paciente com leucemia tenta anular portaria que limita doação de medula

A advogada Carolina Parzewski, de 36 anos, trava uma batalha diária contra a leucemia. Moradora de Franca (SP), Carolina começou uma campanha no município em busca de doadores de medula óssea - o transplante, segundo os médicos, é a única esperança para a recuperação da advogada.
Depois de conseguir inúmeros doadores, a família de Carolina se deparou com uma notícia alarmante: os voluntários não conseguiram se cadastrar pelo Hemonúcleo do município na Rede Nacional de Doadores de Medula (Redome). Isso porque uma portaria do Ministério de Saúde, publicada em 2012, limita o número de cadastros por ano no país. A família da paciente pretende entrar na Justiça para tentar derrubar a liminar.

Segundo a irmã de Carolina, a administradora de empresas Juliana Parzewski, a família só soube da limitação de cadastros na última sexta-feira (13), quando doadores voluntários não conseguiram realizar a coleta de material no Hemonúcleo. "Começamos com uma campanha muito forte através das redes sociais, dos amigos, e conseguimos vários doadores. Mas o nosso problema não são os doadores. É o hemocentro de Franca não suportar essa quantidade de doadores voluntários. Franca suporta só 200 doadores por mês", afirma.
Juliana conta que a irmã entrou em desespero quando soube da existência da portaria. "O problema dela não é a falta de pessoas, mas os nossos órgãos que não têm onde coletar. E ela precisa só disso para sobreviver. Entramos em contato com os nossos advogados e vamos tentar derrubar essa portaria", diz.
Inconstitucional
Para Gisele Silva Oliveira, advogada da família de Carolina, o Ministério da Saúde, ao limitar o número de cadastros de doadores de medula óssea, age de forma inconstitucional. "Essa portaria fere a Constituição Federal, colocando limite à saúde e à vida dos pacientes que sofrem de uma doença grave e têm pouco tempo de vida", afirma.
Diante da situação, a família cogita mover um mandado de segurança contra o Estado pela criação da portaria em âmbito federal. "Estamos estudando se esse procedimento será individual, em nome da Carolina, ou uma ação coletiva presidida pelo Ministério Público Federal. Vamos tentar buscar a medida mais rápida e mais enérgica para derrubar essa portaria", explica Gisele.
Segurança na identificação
De acordo com o médico hematologista do Hemonúcleo de Franca, Marco Antônio Benedetti Filho, a resolução do Ministério de Saúde tem como objetivo assegurar a identificação de doadores e melhorar a qualidade das coletas. "Saímos de 12 mil cadastros em 2000 para 3 milhões atualmente. Houve grande crescimento do número de doadores no Brasil, só que esse crescimento muito rápido trouxe problemas. Muitas vezes, quando há um doador compatível e se tenta localizar efetivamente esse doador, o telefone mudou, o endereço mudou e não há como encontrá-lo. Essa é a grande preocupação", comenta.
O ponto de vista do Ministério da Saúde é de reestruturação de investimentos, segundo o hematologista. "Não adianta ter cadastros e não conseguir localizar a pessoa. A intenção, ao limitar, é melhorar o investimento no transplante de medula óssea como um todo. Hoje faltam leitos no Brasil para o transplante de medula. Em qualquer lugar, a espera chega a oito meses. A ideia é continuar aumentando o número de doadores, mas de maneira mais organizada, e ao mesmo tempo investir em outros pontos de estrangulamento", diz.
Portaria
Em vigor desde maio de 2012, a portaria nº 844 estabeleceu teto para inclusão de novos voluntários no Redome. Por ano, 267.180 pessoas podem entrar no cadastro em todo o país. No Estado de São Paulo, a cota é de 72.110 inscrições anuais. A região de Ribeirão Preto(SP) pode acrescentar anualmente 18 mil cadastros, sendo 2,4 mil provenientes de Franca (SP).
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Carolina Parzewski vai entrar na Justiça para tentar derrubar portaria que limita número de doadores de medula óssea no Brasil (Foto: Márcio Meireles/ EPTV)Carolina Parzewski vai entrar na Justiça para tentar derrubar portaria que limita número de doadores de medula óssea no Brasil (Foto: Márcio Meireles/ EPTV)

São Carlos participa de campanha do Corinthians para doação de sangue

1º dia da Campanha Sangue Corinthiano atraiu 56 doadores em São Carlos (Foto: Elizeu Misko Filho)

O Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos (SP) integra a campanha nacional “Sangue Corinthiano”, que tem o objetivo de estimular as doações no mês de setembro. No primeiro dia da ação, realizado no sábado (14), 56 pessoas doaram, um número considerado alto, já que a média diária é de dez pessoas. Na cidade, o atendimento será feito até o dia 21 de setembro, das 7h30 às 12h.
"Nós ficamos satisfeitos com esse primeiro dia, especialmente por ser um sábado. O hemocentro recebe cerca de dez doadores por dia, mas precisaria de 25, então a gente espera que a campanha ajude e tenha um resultado positivo", falou organizador local da campanha, Elizeu Misko Filho.
O projeto nacional, que neste ano chegou à 12ª edição, foi idealizado e promovido pela torcida do Corinthians para aproveitar a força e a união da Fiel e conscientizar a população sobre a importância de doar sangue.
Em São Carlos, a expectativa é que o hemocentro ainda receba um número maior de doadores. “O torcedor corintiano é apaixonado e sabemos que ele sempre vai onde o nome do Corinthians está envolvido. Além disso, a adesão de torcedores de outros times em outros postos de coleta é grande.”, falou Elizeu Misko.
Segundo ele, a divulgação é constante. "Nós temos uma página no Facebook que chama Sangue Corinthiano São Carlos, divulgamos nas rádios e a gente faz o boca a boca também", explicou.
Apesar de levar o nome do clube, a ação solidária é aberta ao público. “Somos um grupo que nos reunimos para salvar vida. Não queremos violência, queremos apenas ajudar o próximo. Pedimos até que os torcedores de outros times venham doar para nossa campanha vestindo a camisa do seu time de coração”, relatou Miski Filho.
Mais informações da iniciativa e a lista de todos os postos de coleta podem ser encontradas nosite oficial da campanha.
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São Carlos integra campanha nacional de doação de sangue (Foto: Elizeu Misko Filho)São Carlos integra campanha nacional de doação de sangue (Foto: Elizeu Misko Filho)
Serviço
O quê: Campanha Sangue Corinthiano em São Carlos
Quando: até 21 de setembro de 2013
Horário: das 7h30 às 12h
Onde: Banco de Sangue da Santa Casa
Endereço: Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 573

Depois de encontrar doadora, jovem de MG sofre com plano de saúde

Gabriel Massote está emocionado com a notícia e aguarda o transplante (Foto: Gabriel Massote/Arquivo Pessoal)

“Estava bom demais pra ser verdade”. Esta foi a frase usada pelo uberlandense Gabriel Massote ao se referir do transplante de medula óssea, que aguarda desde 2011, quando descobriu que tinha leucemia.Recentemente ele conseguiu uma doadora 100% compatível e quando tudo parecia estar no caminho certo, o jovem disse ter sido surpreendido pelo plano de saúde, que o fez trocar de hospital às vésperas do transplante. Por meio de nota, a Unimed Goiânia esclareceu que tem assegurado assistência médico-hospitalar ao beneficiário, em hospital apto a realizar o tratamento indicado, integrante de sua rede credenciada, além de se empenhar sempre na busca da melhor alternativa, dentro da cobertura do plano de saúde contratado.
Gabriel contou ao G1 que desde que foi diagnosticado com a doença enfrenta problemas com a Unimed. Ele é cliente da empresa desde 2006, quando ainda morava em Uberlândia. Em 2011 ele mudou para Goiânia e transferiu o plano para a nova cidade. No mesmo ano, descobriu o câncer, durante exames de rotina.

Durante o tratamento, Gabriel explicou que todos os procedimentos (exame de medula, transfusão de plaquetas, tomografia, entre outros) que tinha de fazer foram negados pelo plano. A família do jovem teve que arcar com os gastos, que ultrapassaram R$ 300 mil e para isso a mãe do garoto teve que vender o apartamento onde morava. O jovem entrou com uma primeira ação na justiça e, segundo ele, a Unimed reconheceu a responsabilidade pelos valores já gastos, fazendo acordo para devolver o dinheiro. 
A juíza Heloísa Silva Mattos, em atuação na 4ª Vara Cível de Goiânia, mandou a Unimed autorizar, em 24 horas, a internação do jovem no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP), para realização de transplante de medula óssea. Por meio da decisão liminar, a Unimed ficou responsável por todas as despesas relacionadas ao transplante, incluindo medicamentos, taxas, honorários médicos e qualquer outra despesa devida ao transplante.
O jovem já estava sendo acompanhado por uma médica do Sirio Libanês, que conhecia o histórico do paciente e suas limitações. A Unimed recorreu da decisão liminar e Gabriel teve que sair do hospital onde estava e procurar um novo local de internação, faltando pouco tempo para a realização do transplante. Fato que deixou o uberlandense indignado e ele acabou levando mais uma história para a internet (por meio do blog “Transplantando” e para as redes sociais. Por dia, mais de 15 mil visitas são registradas no blog e na postagem sobre o plano de saúde já existem quase 200 comentários.

Para o G1, Gabriel Massote disse que desde que saiu do Sírio Libanês recebeu uma lista de 10 hospitais credenciados pela Unimed e que poderiam fazer o transplante. Ele afirmou que teve que ligar e correr atrás de uma vaga e que o plano não deu auxílio nessa busca. “Das dez opções que eles me deram, oito só tem vaga para o fim de 2014 ou início de 2015. Dos outros dois restantes, um não faz a cirurgia e o outro é onde estou internado no momento. Mesmo debilitado, tive que correr atrás de um hospital porque o que era mais difícil, eu já havia conseguido – a doadora. Agora, é conhecer um novo médico e começar todo o procedimento novamente”.
Gabriel teve que mudar de hospital a dias de fazer o transplante (Foto: Gabriel Massote/Arquivo Pessoal)Gabriel teve que mudar de hospital a dias de fazer o transplante (Foto: Gabriel Massote/Arquivo Pessoal)
O jovem ainda salientou que mesmo depois de encontrar um novo hospital, que estava na lista dos dez possíveis da Unimed, ele teve que retardar a internação por dois dias, pois a diretoria não liberou de imediato o local. Ele está se recuperando de uma quimioterapia e era para ter internado na segunda-feira passada. O procedimento aconteceu somente na quarta-feira (18).
Gabriel Massote recorreu novamente à Justiça e na próxima quinta-feira o processo será analisado. Ele gostaria de fazer o transplante onde fez todo o tratamento, no Sírio Libanês. “Não é capricho, mas é uma questão de bom senso. Venho sendo tratado a anos por uma médica e de uma hora para outra sou obrigado a procurar outro, se quiser ter a cobertura do plano de saúde. É uma vida que está em jogo e ela não pode ser jogada de um lado para o outro”, desabafou.
Posicionamento Unimed
Por meio de nota, a Unimed informou que desde 11 de setembro, o beneficiário encontra-se em tratamento no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), em São Paulo, atendimento que poderia ter sido viabilizado, sem qualquer necessidade de acionamento da via judicial.
Entretanto, o beneficiário optou por realizar o transplante de medula óssea no Hospital Sírio Libanês (HSL), unidade de saúde que não integra a rede credenciada da Cooperativa, ingressando, para tal desiderato, com ação judicial em desfavor da Unimed Goiânia. Por meio dessa ação, obteve liminar que o autorizou a realizar o transplante no Hospital Sírio Libanês, ordem judicial que foi cumprida pela Unimed no dia subsequente (19 de julho) ao do seu recebimento.

Todavia, ciente de estar amparada pelo contrato firmado com o beneficiário e pela Lei dos Planos de Saúde, a Unimed Goiânia submeteu a questão ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, que reconheceu o fato de o Hospital Sírio Libanês não integrar a rede credenciada do plano, e suspendeu, via de consequência, mas parcialmente, os efeitos da liminar, determinando que o tratamento médico do beneficiário fosse realizado em um dos hospitais de sua rede de atendimento. Desde então, o processo está suspenso, aguardando novo despacho judicial.

Por essa razão, a  Unimed Goiânia está obrigada a cobrir o tratamento/transplante somente em um dos hospitais de sua rede credenciada, o que vem sendo sistematicamente garantido, com a internação de Gabriel Massote, pelo plano de saúde, no Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer (IBCC), em São Paulo, unidade de referência no tratamento oncológico, com 45 anos de serviços prestados à população.

Ainda segundo a nota, o hospital citado, conveniado à Unimed, atende a todas as necessidades do paciente oncológico.

Contradição
Mesmo a Unimed afirmando, por meio de nota, que o Sírio Libanês não integra a rede credenciada do plano, o site do hospital traz a empresa na lista dos planos de saúde aceitos.