sábado, 7 de setembro de 2013

Após retorno da leucemia, Caio precisará de um novo doador de medula



Cerca de seis meses após o transplante de medula óssea feito por pelo piauiense Caio Rodrigues, (foto ao lado), de apenas cinco anos de idade e portador de leucemia, a família novamente se vê em uma situação difícil: a doença de Caio retornou e o seu doador anterior, o irmão caçula Leonardo Rodrigues, não pode ser novamente o doador. Por conta disso, a família pede a ajuda de todos que puderem se voluntariar como doadores.

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“Será um cadastro publico, e não especifico para o Caio. Se alguma das milhares de pessoas pelo mundo, que precisam de um ‘anjo doador de medula’, tiver a medula compatível, quem se cadastrar será chamado para doar. Claro que umas dessas pessoas pode ser o Caio! Ou seja, se a pessoa for compatível com ele, será chamada para doar especificamente para ele!”, explica a mãe de Caio, Lara Rodrigues, em seu perfil no Facebook.
Para se cadastrar como doador de medula óssea, basta que a pessoa se dirija ao hemocentro mais próximo. Os piauienses devem buscar o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), localizado na rua 1º de Maio, Centro de Teresina, por trás do Hospital Getúlio Vargas (HGV).
O procedimento é feito gratuitamente através da coleta de 10 ml de sangue, como em um exame sanguíneo simples, e então o voluntário ficará cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), onde estará disponível para portadores de leucemia de todo o mundo que precisem de um Transplante de Medula Óssea (TMO).
Por que o irmão de Caio não pode mais ser o doador
Após o TMO, algumas reações são comuns em pacientes portadores de leucemia e uma delas é a Doença Enxerto Contra Hospedeiro (DECH), em que a medula do doador passa a atacar as células do receptor.
De forma amena, a doença é um sinal positivo para pacientes leucêmicos, já que representa que a medula implantada no paciente está reagindo contra organismos invasores (como bactérias e fungos) e, principalmente, que passará a atacar as células doentes caso essas voltem a aparecer.
Contudo, o ideal é que antes do TMO a doença tenha sido totalmente eliminada do organismo través de quimio e radioterapia que destroem a medula do paciente para que o transplante atue como um impedidor do retorno da doença. No caso de Caio, que já havia sofrido dois retornos da leucemia, o tratamento não foi suficiente pra eliminar completamente as células cancerígenas e ele não apresentou a DECH.
Nas palavras da mãe de Caio, a medula doada pelo irmão Leonardo era tão compatível com o organismo do menino que não causou a doença. Por conta disso, é necessário que um novo doador seja encontrado. Contudo, ainda segundo a mãe de Caio, já foram localizados possíveis doares para ele, o que reacende a esperança da família e de todos que torcem pelo menino. 

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