segunda-feira, 2 de setembro de 2013

BNDES apoia desenvolvimento de remédio contra câncer

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio de R$ 15,2 milhões para a Fundação Butantan e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Os recursos – provenientes do BNDES Fundo Tecnológico (Funtec) – serão destinados ao desenvolvimento de medicamento biotecnológico inovador em nível mundial para o tratamento de câncer.
Estudos realizados por pesquisadores do Instituto Butantan, a partir da genética do carrapato Amblyoma cajennense, identificaram uma proteína com ação anticoagulante e potencialmente anticancerígena, codificada por um gene proveniente das glândulas salivares do carrapato.
Após a clonagem do gene, as primeiras experiências com camundongos mostraram que houve regressão de tumores do tipo melanoma e de tumores de pâncreas e renais, bem como redução de metástases pulmonares derivadas desses tumores. As pesquisas ganham relevância ainda maior diante do fato de que o câncer de pâncreas não possui tratamento clínico, realizado por meio de medicamentos, resultando em óbitos em 100% dos casos não tratáveis por via cirúrgica.
O projeto apoiado pelo BNDES Funtec fortalece, dessa forma, a competência do país no desenvolvimento de produtos e processos biotecnológicos voltados para a saúde, em linha com as prioridades do Ministério da Saúde e do SUS.
A integração entre instituições tecnológicas e empresa em torno de um processo de inovação poderá resultar na comercialização do medicamento após a conclusão da pesquisa. Os lotes da proteína para ensaios pré-clínicos serão produzidos pelo Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan e o IPT participará do protocolo de produção. O Instituto Butantan e a União Química Farmacêutica Nacional atuarão como intervenientes da operação.
O BNDES Funtec, criado em 2004 para apoiar projetos voltados para o desenvolvimento tecnológico e a inovação de interesse estratégico para o país, atingiu uma carteira de R$ 935 milhões. Os recursos são não reembolsáveis e destinados, exclusivamente, a instituições tecnológicas, de pesquisa aplicada e vinculadas a empresas capazes de levar o produto ao mercado, como é o caso da União Química, responsável pela produção e comercialização do produto, em caso de sucesso.
Fonte: Jornal do Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário