segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Anvisa propõe novo teste de remédio contra câncer da medula óssea

Avançou a negociação entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os representantes do laboratório responsável pelo pedido de liberação da substância lenalidomida, indicada para pacientes portadores de mieloma múltiplo, um tipo de câncer na medula óssea. A lenalidomida é um derivado da talidomida, introduzida no mercado brasileiro em 2004.
Com a intermediação do presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano propôs a apresentação de um novo pedido para a liberação do medicamento.
O dirigente sugeriu a realização de um relatório de experimentação terapêutica para que a lenalidomida seja testada em pacientes que não tiveram resultados positivos em outros tratamentos contra o mieloma múltiplo. Ficou acertado que em um prazo de até dois meses um novo pedido será feito pelo laboratório.
A proposta surgiu em uma reunião, terça-feira (22), no gabinete de Moka, com a presença dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Ana Amélia (PP-RS) e Lídice da Mata (PSB-BA), além de representantes do Ministério Público da União e das entidades de combate ao mieloma múltiplo.
Moka argumentou que outros 78 países já usam o medicamento no tratamento da doença. “Uma substância pode complementar a outra no tratamento. As normas brasileiras estão impedindo que os pacientes tenham acesso ao medicamento”, defendeu o senador.
Segundo a Anvisa, os estudos apresentados não foram suficientes para a liberação do medicamento. Nos Estados Unidos, por exemplo, a lenalidomida teve o registro aprovado em 2005.
A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) encomendou neste ano um levantamento sobre a substância e os especialistas alegam que a lenalidomida tem a capacidade de atuar no sistema imunológico dos pacientes, aumentando a atividade das células. 

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