segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Itabirano de 12 anos precisa de doação de medula óssea

Com apenas 12 anos, o menino Thalis Caldeira Santos já tem que lidar com uma doença delicada: a leucemia Linfoblástica Aguda (LLA). Seus pais, Schineider Santos e Karinni Caldeira, travam uma luta contra o tempo na busca por doadores de medula óssea em Itabira e região. O menino precisa de transplante e os pais não são compatíveis. Como é filho único, necessita encontrar uma pessoa compatível que esteja cadastrada no banco de doadores.
 
Schineider e Karinni iniciaram uma campanha pedindo a amigos, familiares e pessoas que façam o cadastro como doadores de medula. “Sabemos que quanto maior o número de pessoas cadastradas, maior será nossa chance de conseguirmos o doador. O benefício não será apenas para meu filho, porque o cadastro vai para um banco universal, então outras pessoas doentes também terão a chance de encontrar uma pessoa compatível”, ressalta o pai.
 
Schineider conta que começou uma força tarefa, reunindo, a cada final de semana, cerca de 30 pessoas para fazer a doação no Hemominas, em Belo Horizonte. Mas a entidade parou de funcionar aos sábados e ficou difícil continuar. “Estamos fazendo uma lista das pessoas que querem doar. Basta entrar em contato comigo”, diz.
 
Infelizmente não é a primeira vez que o garoto enfrenta a doença. Em agosto de 2010, com apenas 9 anos, Thalis foi diagnosticado com a enfermidade. Na época a leucemia era de baixo risco e o menino reagiu bem à quimioterapia. Depois de quase três anos de tratamento, em dezembro de 2012 ele teve alta. Em agosto deste ano, entretanto, os médicos descobriram, após alguns exames, que a doença havia voltado. “Mais uma vez o nosso mundo desabou. Agora o Thalis é considerado um paciente de alto risco. Não está sendo fácil, mas temos fé e pedimos a colaboração das pessoas que sejam doadoras”, diz o pai.
 
Devido à doença, o garoto está com a mãe temporariamente em Belo Horizonte. Ele faz quimioterapia três vezes por semana e fica internado seis dias por mês. “Graças a Deus ele está grande parte do tempo em casa e isso já facilita muito”, comenta Schineider.
 
Quem pode ser um doador
Cerca de 400 mil pessoas estão cadastradas em Minas Gerais para a doação de medula óssea, mas segundo a Fundação Hemominas, os números são considerados baixos, já que a chance de conseguir um doador compatível é de apenas uma em 100 mil. Qualquer pessoa com idade entre 18 e 54 anos, que não apresente doenças infecto-contagiosas ou tenha sido vítima de câncer, pode se cadastrar. O cadastro vale até o doador completar 60 anos e deve ser atualizado no caso de mudança de endereço. O procedimento de coleta se assemelha a uma doação de sangue.
 
Para ajudar o garoto, basta se cadastrar como possível doador de medula óssea em qualquer hemocentro do Brasil. Com o cadastro, os dados serão cruzados com o paciente. No Hemominas de BH, o cadastro pode ser feito na rua Alameda Ezequiel Dias, 321, bairro Santa Efigênia - Cep: 30130-110. Telefone de contato: (31) 3768-4500.
 
Contato dos pais:
Karinni: (31) 8608-0496 ou (33) 88064745
Schineider: (31)8509-4998 ou (31) 3831-6221

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