domingo, 20 de julho de 2014

Após dois anos de busca, jovem de MT com leucemia consegue doador

A bióloga Nádia Andrade, de 28 anos, há dois anos busca um doador compatível de medula óssea para fazer um transplante. Ela sofre de leucemia miolóide crônica e chegou a fazer uma campanha via internet para mobilizar o maior número de pessoas possível para fazer o teste de compatibilidade. Ao final da procura, Nádia recebeu a informação de que o pai dela era a pessoa com o maior índice de compatibilidade para doar a medula.

Nádia Andrade mora no município de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, e conseguiu mobilizar 1.200 pessoas no ano passado a retirar uma pequena quantidade de sangue para um exame de compatibilidade na busca por um potencial doador de medula óssea. Depois de iniciar um tratamento em São Paulo, ela soube que o pai seria o doador indicado para o transplante. “Fiquei muito feliz de saber que meu pai é o doador”, comemorou.

Nádia conta que o médico que a atende conseguiu ver pelo banco de doadores que havia 22 possíveis doadores, mas a compatibilidade com essas pessoas não chegava a 50%. “Então o médico pediu o exame de HLA para os meus pais e deu que o meu pai era o doador mais compatível, com 60%”, conta a bióloga. O exame de histocompatibilidade (HLA) é um teste de laboratório para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante.

Nesta terça-feira (24), o pai de Nádia passou pela aférese, quando o doador recebe um medicamento que faz com que as células da medula óssea circulem pela corrente sanguínea. Estas células são retiradas pelas veias do braço do doador.
 
“É parecido com uma hemodiálise. A máquina filtra só as células do meu pai e o sangue volta para ele. Não dói”, explicou Nádia. Depois de retiradas, as células da medula são preparadas para o transplante, que tinha previsão para ocorrer ainda nesta quarta.

Desde o mês de maio deste ano, a bióloga está vivendo em São Paulo, por conta do tratamento. Há cerca de uma semana, Nádia tem passado por sessões de quimioterapia e radioterapia, uma etapa do tratamento que prepara o organismo do paciente para receber a nova medula óssea. Por conta disso, ela conta que tem sentido muitos enjoos, febre e dor no corpo.

Após o transplante, ela deve ser acompanhada pelos médicos por 100 dias. Desses, 30 dias ela deve permanecer internada no hospital. O período é necessário para verificar a aceitação do organismo à doação.

“Todos torcem para que dê tudo certo. O planejamento depois disso tudo é retomar a vida. Quero voltar a trabalhar, viajar com meu esposo”, adiantou Nádia sobre as expectivas após o transplante. A jovem conta que ainda carrega o sonho de ser mãe. “Mas isso só vou saber daqui a dois a cinco anos de tratamento, mas tenho vontade”, pontuou.

Em outubro de 2013, Nádia iniciou uma campanha pela internet, através de redes sociais, para encontrar um doador. Ela conseguiu que 1,2 mil pessoas se dispusessem a fazer o exame de compatibilidade. “Gostaria de agradecer a todas as pessoas que doaram e abraçaram a causa. Isso foi muito importante para mim”, declarou.

Após fazer seu apelo por meio das redes sociais, ela conseguiu divulgação e apoio das prefeituras das três cidades vizinhas na região cortada pelo Rio Garças (Barra do Garças e Pontal do Araguaia, do lado mato-grossense, e Aragarças, do lado goiano).
Por conta do intenso tratamento, ela teve que parar de trabalhar. Nádia descobriu que sofria de leucemia após uma cirurgia de retirada do apêndice em um hospital de Barra do Garças.

fonte>>http://www.clichoje.com.br/noticias/Saude/Apos-dois-anos-de-busca-jovem-de-mt-com-leucemia-consegue-doador

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