segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Descoberta de molécula pode revolucionar tratamento da leucemia


Quando a quimioterapia não funciona, o jeito é fazer um transplante de medula óssea. Mas pacientes precisam esperar por um doador compatível.

Uma notícia preciosa na área da saúde: a descoberta de uma molécula pode revolucionar o tratamento da leucemia. É o câncer que mais mata crianças e adolescentes no Brasil.
Marcely acabava de receber a notícia de que seu transplante de medula óssea tinha dado certo. Mas a história de pacientes com leucemia nem sempre é feliz assim.
O chamado câncer do sangue se desenvolve no interior dos ossos, onde são produzidas, entre outras, as células do sistema de defesa do organismo, os leucócitos. Quando a quimioterapia não funciona, o jeito é fazer um transplante de medula óssea. E aí começa o calvário dos pacientes. Como Marcely, que esperou dois anos para encontrar um doador compatível.
Outra alternativa é transplantar células-tronco do sangue do cordão umbilical que vão dar origem a novas células sanguíneas. O problema nesse caso é que a quantidade de células-tronco encontrada no recém-nascido é muito pequena. Um estudo canadense, divulgado nesta sexta-feira (19) pela revista Science, promete uma solução.
Depois de cinco anos de pesquisa, os cientistas desenvolveram uma molécula que eles batizaram de UM 171. Essa molécula foi testada em laboratório e em camundongos com resultados muito bons. Quando se injeta a molécula nas células-tronco originais, ela multiplica por 10 a quantidade de células-tronco que foram retiradas do sangue do cordão umbilical e que são justamente as células que os médicos tanto precisam para tratar as doenças do sangue. A principal delas, a leucemia.
“Quando se faz o transplante de sangue de cordão, o número de células transplantadas é muito importante para o sucesso do transplante. Então, na realidade, aumentando-se o número de células, é claro que o sucesso ainda vai ser maior”, afirma o coordenador de transplantes do hospital Sírio Libanês, Vanderson Rocha.
O teste em humanos começa em dezembro.  “Me deixa muito feliz e mais acreditada ainda que a gente vai ter um futuro muito mais promissor quanto a isso aí”, diz Marcely.


FONTE>>http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/09/descoberta-de-molecula-pode-revolucionar-tratamento-da-leucemia.html

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