sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A espera de um doador!




Menina com doença rara aguarda transplante de medula óssea, no ES
Mayara sofre com a Síndrome de Blackfan-Diamond.
Pais espalham cartazes pela região pedindo doadores.

 Afixados nas paredes, muros e postes de Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, um cartaz simples informa o pedido de socorro de um casal que teme perder a filha para uma doença rara. A pequena Mayara, de um ano e dois meses, sofre da Síndrome de Blackfan-Diamond, uma anemia que impede o corpo de produzir glóbulos vermelhos. Segundo os pais da criança, a única possibilidade de salvar a vida dela é realizando um transplante de medula óssea. Porém, com a dificuldade de encontrar um doador compatível, o casal passou a sair pelas ruas colando os cartazes e pedindo que as pessoas façam o teste.

Mayara foi diagnosticada com a doença quando ainda tinha três meses de idade. Desde então, ela precisa passar por sessões de transfusão de sangue, o que ameniza o problema. "Uma vez por mês ela vai ter que fazer a transfusão. Se não fizer, ela vem a óbito. Até achar um doador de medula compatível", explicou a mãe, Patrícia Beguen.

 De acordo com especialistas, a síndrome rara atinge um recém-nascido a cada 200 mil. A doença afeta a produção de glóbulos vermelhos, que são responsáveis por levar o oxigênio até a células do corpo. Porém, a hematologista Marli Hemeriky Seixas explicou que transfusões de sangue são soluções temporárias. "O transplante de medula, de um modo geral, é que dá cura a dessa enfermidade", explicou a especialista.

Atrás dessa esperança, há cerca de um mês os pais saem todos os dias para espalhar os cartazes pela cidade e entregá-los nas mãos das pessoas que circulam pelo local. "Nós estamos pedindo para que as pessoas se mobilizem para fazer o teste de doação de medula, que é a única cura que tem para ela sobreviver", contou Patrícia.

O pai da criança, Deocir Bonfante, explicou que cada pedido colado cria mais expectativa entre eles. "Eu chego a falar assim: 'vai lá, pelo amor de Deus. Quem sabe que não é você que não vai salvar a minha filha?'", declarou.

Emocionado com o pedido, o trabalhador autônomo Valdenir Rogoni decidiu ir até o hemocentro realizar o exame. "Vamos lá fazer o teste e, se for compatível, fazer para que ela se sinta bem. É importante as pessoas participarem e se conscientizarem de que isso não vai fazer mal pra gente, mas vai fazer bem para uma pessoa", declarou.

Para ser um doador de medula, basta os interessados irem até o hemocentro mais próximo e retirar uma pequena quantidade de sangue. As informações registradas ficam arquivadas em um banco de dados internacional.


http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/11/menina-com-doenca-rara-aguarda-transplante-de-medula-ossea-no-es.html

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